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·19 Januari 2026
Flamengo aciona Gerson na Justiça; clube foi derrotado em última ação contra ex-atleta

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·19 Januari 2026

O Flamengo voltou a recorrer à Justiça para defender seus interesses fora de campo. Em janeiro de 2026, o clube entrou com uma ação judicial contra Gerson, cobrando mais de R$ 42 milhões por suposta quebra de contrato de direitos de imagem. Essa é a segunda vez que o clube move ação contra um ex-atleta nos últimos anos. A última foi contra Guerrero, após caso de doping.
A lembrança do caso Guerrero ainda é recente nos bastidores do clube. Derrotado na Justiça após o episódio de doping do atacante, onde cobrava R$ 1,08 milhão, o Flamengo agora enfrenta embate judicial com Gerson. Processo que envolve cifras milionárias e uma relação desgastada entre as partes.
A ação contra Gerson foi protocolada na Justiça do Rio de Janeiro e corre sob sigilo. O Flamengo cobra R$ 42.750.000, valor que corresponde ao saldo previsto no contrato de direitos de imagem em caso de rompimento antecipado do vínculo. O clube entende que a saída para o Zenit configurou essa quebra de acordo.
O processo também inclui a FGM Sports, empresa que administra a carreira do jogador e pertence a Marcão, pai de Gerson.
Apesar de o processo ter sido protocolado apenas após a transferência de Gerson para o Cruzeiro, a possibilidade de ação já era discutida internamente desde a ida do jogador ao futebol russo. A decisão de avançar judicialmente ocorreu com o retorno do atleta ao Brasil.
O caso ganhou ainda mais repercussão pelo desgaste público na relação entre as partes. Nos últimos dias, Marcão fez provocações ao presidente do Flamengo, Bap, episódio que evidenciou o clima tenso nos bastidores.
A única experiência anterior do Flamengo como autor de ação judicial contra um atleta terminou de forma desfavorável. O clube moveu processo contra Paolo Guerrero após o caso de doping que afastou o atacante dos gramados em 2017.
Na ocasião, o Rubro-Negro cobrava cerca de R$ 1,8 milhão referentes a direitos de imagem pagos durante o período de suspensão imposta pela Fifa. O argumento era de que o clube ficou impossibilitado de utilizar o jogador em campo.
A Justiça, no entanto, entendeu que o contrato de imagem permanecia válido mesmo com a suspensão esportiva. Em decisões mantidas em instâncias posteriores, o Flamengo perdeu a ação e ainda foi condenado ao pagamento de custas e honorários aos advogados do atleta.
Na sentença, o juiz destacou que o próprio clube havia adotado discurso público de apoio a Guerrero, tratando o jogador como profissional exemplar, postura considerada incompatível com a tese apresentada no processo.
O processo contra Gerson se diferencia do caso envolvendo Guerrero por envolver cláusulas contratuais específicas sobre rescisão de direitos de imagem, inexistentes no episódio anterior.
Por isso, o clube reforçou o departamento jurídico e passou a contar com Leonardo Espíndola na condução da ação. A escolha reflete a importância estratégica atribuída ao caso, que envolve cifras elevadas e um atleta que até pouco tempo ocupava posição de liderança no elenco.
A movimentação sinaliza uma postura mais rígida do Flamengo fora de campo, especialmente em disputas consideradas de alto impacto financeiro.









































