Francisco Conceição: «Estamos com a faca nos dentes, temos de vencer o Usbequistão» | OneFootball

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·21 Juni 2026

Francisco Conceição: «Estamos com a faca nos dentes, temos de vencer o Usbequistão»

Gambar artikel:Francisco Conceição: «Estamos com a faca nos dentes, temos de vencer o Usbequistão»

A seleção nacional masculina continua a preparar a 2ª jornada da fase de grupos do Mundial 2026, onde vai defrontar o Usbequistão, e, este domingo, foi a vez do extremo Francisco Conceição ser porta voz do grupo. O jogador da Juventus falou sobre o seu papel, a relação com o pai, Sérgio Conceição, a pressão que vivem e o tema Ronaldo.

Quantidade de passes para trás contra a RD Congo: «Não era a estratégia que tínhamos para o jogo. O nosso futebol é sempre muito ofensivo. Temos jogadores para isso. Não executámos bem o plano que tínhamos para o jogo. A forma que jogámos não foi a melhor e temos de corrigir isso para o próximo jogo.»


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AVB disse que deviam ir menos à praia: «Não tenho de comentar as palavras do presidente do FC Porto. É a palavra dele.»

Equipa sem margem de erro: «No Mundial, o erro tem de ser mínimo. Não conseguimos vencer o primeiro jogo. Estamos com a faca nos dentes, porque não vencemos contra a RD Congo. Temos de ganhar este segundo jogo obrigatoriamente, também para fazer jus à nossa qualidade. Vamos tentar demonstrar isso, melhorar o que temos de melhorar. Se tivermos a atitude do primeiro jogo e melhorarmos a qualidade, conseguiremos vencer.»

Características de Usbequistão e choque com as de Portugal: «Trabalho na área é um dos aspetos que temos vindo a trabalhar, a chegada à área e a criação de oportunidades. O Usbequistão é uma seleção com linha de cinco, com treinador italiano, que também conheço. Acho que fazem da parte defensiva o seu elo mais forte. Cabe-nos criar oportunidades, chegar à área, rematar e fazer o mais possível para desestabilizar a defesa deles.»

Momento de forma atual pessoal e participação no Mundial: «Coletivamente, queremos chegar o mais longe possível. Temos qualidade para isso, mas temos de o demonstrar dentro de campo. Não adianta pensar mais à frente se não o demonstrarmos dentro de campo. Individualmente, sou sempre mais um para ajudar, quer jogue 10 ou 90 minutos. Estou a representar um sonho, que é representar o meu país na maior competição do Mundo. Podem esperar de mim o máximo.»

Chico e Sérgio fizeram história no Mundial, as memórias do pai: «Esse Mundial não correu assim tão bem [risos], mas claro que é sempre um orgulho saber que o meu pai jogou um Mundial e, 24 anos depois, estou aqui eu. É um orgulho, mas espero que a história seja diferente. Ele contou que na altura iam com muita ambição, tinham uma geração muito boa. Tinham o objetivo de chegar o mais longe possível, mas um pequeno erro no Mundial pode deitar tudo a perder. É isso que não queremos fazer.»

Sentem tentação de procurar Ronaldo em campo? «Não. O Cristiano, com a sua qualidade de fazer golos, não há ninguém como ele. Não temos essa obrigação ou necessidade de lhe passar a bola. Eu passo a bola para quem eu acho que, naquele momento, está melhor posicionado. Não tenho tempo para pensar na cara do colega que está ao meu lado. Fazemos por instinto. São milésimos de segundo. O Cristiano está aqui para ajudar, como qualquer jogador da seleção.»

Impacto das críticas à exibição com a RD Congo: «Não correndo bem, somos os primeiros a sentir isso mesmo. Não há ninguém pior que nós quando corre mal, porque sentimos na pele que o nosso trabalho não foi feito da melhor forma. A pressão está presente, todos jogamos em grandes clubes e vai sempre existir. Estamos habituados a isso. Não correndo bem, vai haver mais pressão e críticas. Cabe-nos melhorar no jogo seguinte.»

Expressão Espalha-Brasas e ser arma secreta: «Depende do que se quer dizer com Espalha-Brasas. Prefiro ser conhecido como Francisco Conceição. Se for para ser um jogador para entrar nos últimos minutos, acho que não é bem assim, porque jogo na Juventus, na Serie A. Tenho sido titular indiscutível na minha equipa e esse papel depende de como o queremos definir. Estou aqui para dar o máximo, seja 10 ou 90 minutos.»

Sérgio Conceição deu conselhos sobre Cannavaro? «Falo com ele regularmente. É o meu maior conselheiro e não há ninguém melhor para eu falar. Ajuda-me muito no futebol, mas principalmente na minha vida pessoal. Em relação ao míster Cannavaro não falámos. Sei que é uma lenda e sei mais ou menos qual vai ser a estratégia dele. Conheço bem os treinadores italianos. Sei que a estratégia será adiar o nosso primeiro golo ao máximo, muito coesos, muito compactos e já sabemos todos as dificuldades que nos esperam.»

Qual sente que tem de ser o próximo passo pessoal na seleção: «Tenho de ajudar a equipa com golos, fazer o que o míster nos pede e ajudar ao máximo. Depois cabe ao míster. Sei que é difícil, porque há muitos jogadores com qualidade, muitas soluções, mas estamos todos aqui para baralhar as contas ao míster.»

Notícias que ligam Sérgio Conceição à seleção: «Não tenho de comentar essas notícias. Temos o máximo respeito pelo míster que está aqui e estamos focados em fazer o melhor no Mundial e pelo nosso país. Essas notícias não me cabem comentar.»

Sentimento contra seleções menores: «Chegando a uma competição destas, eles querem mostrar que têm qualidade para se bater com as melhores seleções do Mundo. É o que o Usbequistão vai tentar fazer. Temos de igualar essa vontade de fazer boa figura e a atitude. Atitude não tem faltado, mas temos de melhorar a qualidade.»

Motivação extra para responder às críticas? «Sem dúvida. Mostrar a nós mesmos que temos capacidade para reagir a momentos difíceis. Todas as equipas que já foram campeãs mundiais tiveram de passar por isso. Queremos que este momento passe rápido e já neste jogo.»

Significado de Ronaldo para a sua geração: «É um exemplo, pela sua carreira, pela fome que demonstra aos 41 anos, em querer ganhar. Super motivado para treinar, como se fosse o último treino. É um exemplo. Se conquistou tanto e continua com essa fome, a nossa tem de ser ainda maior. Pela liderança, pelos golos que faz. É mais um da equipa para ajudar. Precisamos de todas as individualidades para que o coletivo funcione.»

Colômbia no horizonte: «Queremos ganhar o próximo por ser o próximo, mas claro que depois o objetivo é ganhar à Colômbia. Temos qualidade para ganhar os dois. O míster pediu-me para dar profundidade e foi isso que tentei fazer. Infelizmente não vencemos, mas estamos preparados para este segundo jogo.»

Pode jogar na esquerda: «Não vou ser hipócrita. A minha posição preferida é na direita, que é onde cresci a jogar e onde me sinto melhor. Mas lá está, se o míster sentir que posso jogar na esquerda, quero é jogar. Onde sinto que rendo mais é na direita.»

(Em atualização)

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