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·18 Maret 2026
Fredy Guarín com fé máxima em André Villas-Boas: “É um visionário, vai tornar o FC Porto grande outra vez”

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Fredy Guarín participou no Casa Football Podcast e, entre vários assuntos, recordou os anos em que representou o FC Porto. Guarín chegou aos azuis e brancos em 2008, proveniente do Saint-Étienne, e cruzou-se com André Villas-Boas na temporada em que os dragões conquistaram o campeonato (sem derrotas), a Liga Europa e a Taça de Portugal.
Falou duma equipa muito latina, quase como uma família, cheia de qualidade e com grande ambição.
«Passei dois anos a trabalhar para ganhar o meu lugar. E depois chegou aquela época [2010/11, do triplete], foi simplesmente única. Tínhamos uma equipa muito latina, quase uma família. Havia muita qualidade, todos estávamos em grande forma, jovens e com uma vontade enorme de ganhar. Parecia que o futebol e o próprio universo nos tinham juntado naquele momento.»
Ao referir-se a André Villas-Boas, treinador que comandou a equipa nessa fase dourada, o colombiano não poupou elogios: «Tive uma excelente relação com o André. É uma grande pessoa. Tenho a certeza de que vai fazer do FC Porto um grande clube outra vez. É um visionário, sabe muito bem o que faz. Com ele, o FC Porto pode voltar a ser esse gigante, com uma estrutura forte e um projeto claro.»
Confessou que a mudança do Saint-Étienne para o FC Porto o surpreendeu.
«Sinceramente, não esperava passar do Saint-Étienne para o FC Porto, um clube que tinha conquistado a Liga dos Campeões poucos anos antes. Acho que o meu trabalho silencioso em França acabou por dar frutos. Ninguém imaginava uma transferência dessas. Cheguei a um clube de enorme nível, com grandes jogadores, e tive de lutar muito para conquistar o meu espaço», recorda o jogador, que após deixar o FC Porto rumou a Itália para representar o Inter de Milão.
Contou que, além de jogarem para ganhar, também havia muito convívio e diversão no balneário.
«Jogávamos para vencer, claro, mas também nos divertíamos muito. Lembras-te do Barcelona dessa época, quando ganhava tudo e o Ronaldinho estava sempre a sorrir? Era um pouco assim connosco também. Aproveitávamos cada momento. Tudo corria bem. Éramos três colombianos: eu, o Falcao e o James. Havia uruguaios, brasileiros, o Sapunaru da Roménia… era realmente uma família. Foi a minha melhor temporada na Europa. Nunca mais voltei a sentir algo assim noutra equipa. Foi verdadeiramente único», recordou Guarín.
Destaqueou companheiros que o impressionaram pela sua qualidade e eficácia frente à baliza.
Entre os companheiros dessa geração, alguns deixaram-lhe uma marca especial. «O Hulk impressionou-me muito. É literalmente uma máquina, faz jus ao nome. O Falcao estava na melhor fase da carreira na Europa, uma verdadeira máquina de marcar golos. O James ainda estava a começar o seu caminho na Europa e ganhou projeção. E o Moutinho era talvez o jogador mais importante da equipa: fazia tudo bem, era muito regular e sempre decisivo dentro de campo.»









































