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·18 Mei 2026

Frustração e vaias: Ceni vê Bahia com chances claras e comenta protestos da torcida

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O ambiente na Arena Fonte Nova após o apito final refletiu o tamanho da cobrança que ronda o Bahia neste meio de Brasileirão. Diante dos protestos e das fortes vaias direcionadas ao seu trabalho por parte das arquibancadas, o técnico Rogério Ceni concedeu uma entrevista coletiva marcada pelo tom de desabafo.

O treinador fez questão de sinalizar que compreende o sentimento de revolta vindo do público, associando a insatisfação atual ao reflexo direto da recente queda de rendimento na Série A e a eliminação na Copa do Brasil.


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Ceni classificou a reação dos torcedores como legítima e admitiu que o sentimento de impotência também atinge a comissão técnica e os atletas, sobretudo pelo volume de oportunidades desperdiçadas dentro de casa.

Frustração com as chances perdidas e protesto da torcida do Bahia

Ao analisar o panorama do confronto e a postura das arquibancadas, Rogério Ceni detalhou o contraste entre o volume de jogo produzido pela equipe e a falta de pontaria que impediu a conquista do triunfo em Salvador.

O comandante ressaltou que, em termos de desempenho, o Esquadrão apresentou uma evolução tática considerável quando comparado ao jogo que decretou a queda no Pará.

“Vejo como uma democracia as pessoas expressarem as suas opiniões. Entendo a tristeza do torcedor. A gente também carrega. Com tantas oportunidades, a bola não entra. Momento difícil, de baixa. Hoje a gente fez muito bom jogo, melhor que na Copa do Brasil, mas não conseguiu vencer. Isso é frustrante. A gente tenta jogar de acordo com o que o jogo pedia. Eu lamento porque trabalho muito todos os dias, me dedico muito. Uma torcida que vem, comparece, está sempre presente. A gente não pode tirar o mérito, entendo a frustração. Essa eliminação para o Remo pesou bastante. É um momento difícil que a gente tem que tentar se manter firme. O Brasileiro está muito equilibrado. Gostaria que o torcedor apoiasse. Em matéria do que criamos, nós merecíamos sair com a vitória hoje. O torcedor está chateado, e eu entendo. Gostaria que eles gostassem do trabalho. Os jogadores sentem, é claro. Entendo o lado do torcedor e o dos jogadores. É um momento de baixa que a gente tem que transformar essas chances de gols em gols“, disse o comandante do Bahia.

Dedicação ao trabalho e recusa em abandonar o projeto

Questionado sobre a intensidade das ofensas pessoais que recebeu de parte dos torcedores protestantes, o comandante tricolor foi enfático ao rejeitar qualquer possibilidade de pedir demissão ou ceder à pressão externa, reforçando sua convicção na própria capacidade e no respaldo do Grupo.

“Você abandonaria sua profissão se alguém te ofendesse? Fechar o canal por alguém te ofender. Se você fosse ofendido, você largaria? Claro, se você ama o seu trabalho. A vida consiste muito no que você é apaixonado. Eu sei que eu tenho capacidade, que os atletas acreditam em mim. Eu vou em pouquíssimos lugares. Trabalho 12h por dia e fico muito em casa. A minha vida é trabalhar. Isso é o que eu penso da vida. Claro que eu sustento família, todos. E o mais importante é que eu gosto do que eu faço. Com todo respeito, eu quero poder trabalhar e desenvolver o que eu gosto. Gostaria que o torcedor voltasse, apoiasse. A cada vez que eles me ofenderem, mas eu não vou pegar na bola. Não é agradável. Eu sei como é. É sempre mais difícil trabalhar com vaia. Gostaria que o torcedor estivesse com a gente para a gente repetir o sonho que tivemos. A gente tem que tentar provar valor, trabalho. Não levo para o pessoal. A vida do treinador é essa. Entendo tudo isso porque o torcedor vem para extravasar. E ele quer o seu time vencer. Não acho justo uma pessoa abandonar o que ama por uma ofensa. Isso é para gente fraca, que desiste fácil“, afirmou o técnico do Bahia.

Trabalho no Bahia e “limite” no comando técnico

Encerrando suas explicações sobre o momento conturbado, o técnico delimitou as fronteiras entre as obrigações da sua rotina de treinamentos no CT Evaristo de Macedo e os imponderáveis do futebol que definem o placar final das partidas na Série A.

“Acho que o elenco trabalha muito. Se o meu limite for o que aconteceu hoje, esse é o meu limite, com oito oportunidades claras de gols. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não. O resultado é preponderante. Eu trabalho muito todos os dias. Eu dou treino, assisto ao treino, assisto o adversário, apresento as corrections. Em casa somos preponderantes, dominantes, temos sempre as melhores chances. Mas às vezes enfrentamos times superiores, como foi o Cruzeiro. Se o teto é você ter todas as possibilidades e a bola não entrar, por ter mais quatro ou cinco oportunidades, é um teto”. Ceni terá mais uma semana livre para treinamentos visando a próxima rodada da Série A, contra o Coritiba, na segunda-feira (25).

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