Zerozero
·29 Juli 2026
Great Scott #470: Último a marcar na casa dos três grandes na mesma época?

In partnership with
Yahoo sportsZerozero
·29 Juli 2026

Campeão árabe pelo Wydad Casablanca em 1989 (com um golo na final vs Al Hilal), o jovem avançado Hassan aventura-se na Europa e faz escala nas Ilhas Baleares antes de assentar arraiais no Algarve. Joga duas épocas na Liga espanhola pelo Maiorca e chega a uma final da Taça do Rei, perdida para o Atlético Madrid de Futre, em 1991.
No Farense desde 1992, Hassan apura o faro de goleador e assina duas proezas inauditas: o de marcar um golo no Mundial-94 (vs Holanda) e o de sagrar melhor marcador da 1.ª divisão em 1995, com 21 golos, numa época em que o Farense dá o inédito salto para a Taça UEFA, via 5.º lugar. A façanha garante-lhe a transferência para o Benfica, onde nunca se impõe durante os dois anos de contrato, primeiro treinado por Artur Jorge, depois Mário Wilson, mais tarde Paulo Autuori e, finalmente, Manuel José.
O regresso ao Farense em 1997 é um mimo. Que o digam os três grandes, todos eles a sofrer golos de Hassan na própria casa. A primeira vítima é precisamente o Benfica, em Outubro, jornada 7. A Luz vibra com o 1:0 de Sánchez e o 2:0 de Nuno Gomes antes de Hassan enganar Preud´homme. Começa aí a epopeia fantástica. É do romeno Panduru o 3:1 final, de penálti.
Ainda nesse ano 1997, em Dezembro, o Farense visita as Antas e perder por 5:2. Jardel assina um hat-trick na segunda parte. Antes, na primeira, Fernando Mendes e Zahovic indicam o caminho da goleada. Hassan intromete-se com os momentâneos 2:1 e 4:2 (penálti) à baliza de Rui Correia.
Vira-se o ano, já estamos em Janeiro, dia 25. O Farense desloca-se a Lisboa e entra no José Alvalade na esperança de pontuar. Oceano abre o marcador, de penálti. Ramos empata numa gloriosa jogada de contra-ataque com túnel de Bráulio e remate com o pé esquerdo, sem hipótese para De Wilde. Antes do intervalo, Beto devolve a vantagem ao Sporting, de cabeça, sem tirar os pés do chão, após canto de Lang. Nessa mesma baliza, aos 74´, Hassan ganha uma bola solta e despede um remate com o pé direito ainda fora da área. De Wilde estica-se, em vão. É o empate, obra do marroquino capaz de marcar em todos os campos dos grandes. Incrível.
Mais incrível ainda se tivermos em conta que o Farense perde o jogo ao cair do pano num tiki-taka entre os suplentes César Ramírez e Paulo Alves na cara de Marco Aurélio.
Langsung







































