MundoBola
·10 Maret 2026
Guerra fria no vestiário: vaza racha silencioso entre Lucas Moura e Crespo que selou demissão no São Paulo

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A vice-liderança do Campeonato Brasileiro não foi suficiente para sustentar a segunda passagem de Hernán Crespo pelo comando do São Paulo. O verdadeiro motivo da queda do treinador argentino na última segunda-feira (9) atende pelo nome de "gestão de vestiário". E quando o principal pilar dessa gestão desmorona, a demissão vira questão de tempo.
Apuracões de bastidores revelam que o clima entre Crespo e o ídolo máximo do elenco, Lucas Moura, era de um autêntico racha silencioso. Uma relação marcada por pouquíssimo diálogo, alfinetadas via imprensa e nenhuma sintonia no dia a dia do CT da Barra Funda.
Embora o conflito nunca tenha chegado às vias de fato, a falta de química ficou escancarada após a eliminação no Campeonato Paulista para o Palmeiras. Questionado se Lucas — que tem histórico de lesões e milita contra gramados artificiais — teve receio de jogar na arena rival, Crespo deu uma resposta atravessada que caiu como uma bomba no colo do camisa 7.
"Talvez eu sou de uma geração diferente. A gente jogava com a neve até aqui, com frio, com calor... A velha geração gosta de outro tipo de gramado, mas faz parte da evolução. Tem que respeitar", disparou o argentino na ocasião. O meio-campista, que colocou a equipe acima de qualquer gosto pessoal para jogar a semifinal, recebeu a fala como um golpe baixo.
Se a relação pública já não era boa, a convivência interna era gélida. O próprio Lucas Moura já havia admitido que o contato com o treinador era escasso e burocrático. "A gente não tem tanta conversa assim. Estou me sentindo muito bem nos treinos, cada dia melhor, mas o principal é o time", resumiu o craque em uma rara manifestação sobre a reserva.
A corda estourou de vez quando Júnior Pedroso, empresário de Lucas, usou as redes sociais para chamar Crespo de "líder limitado que não consegue ter a confiança do grupo" e que não assume os próprios erros.
A resposta do argentino na coletiva seguinte foi puro deboche: "Empresário? Que empresário? Protagonista fala com protagonista. Se o Lucas Moura quer falar comigo, eu falo com ele. Como é a frase da bandeira do Brasil? Ordem e Progresso", ironizou Crespo.
Isolado no comando e com o peso de ter minado a confiança de um jogador que atuou apenas 13 vezes sob sua batuta (marcando três gols), Crespo viu sua sustentação ruir. A "Guerra Fria" do Morumbi terminou com a cabeça do treinador na bandeja e o caminho livre para que Lucas Moura recupere seu protagonismo absoluto agora sob o comando de Roger Machado.
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