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·9 Juni 2026
Guia da Copa do Mundo: tudo o que você precisa saber sobre o Grupo E

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Seguimos com a análise de todos os grupos — e participantes — desta Copa do Mundo com o Grupo E. Este é um dos grupos mais peculiares da competição: é um dos sete que conta com representantes de quatro continentes diferentes e tem, entre seus integrantes, um vencedor da competição e uma seleção estreante.
Equador, Curaçao, Costa do Marfim e Alemanha. À primeira vista, observando os nomes, o poderio alemão salta aos olhos: o número de Copas do Mundo conquistadas pela Alemanha (4) é igual ou superior às participações de todas as outras seleções do grupo na competição até aqui - Equador (4); Costa do Marfim (3); Curaçao (0).
Apesar do favoritismo dos europeus, a disputa pela classificação promete ser animada. A Costa do Marfim parece sair na frente pelos nomes que apresenta em seu elenco, mas o Equador conta com alguns jogadores de nível mundial e o desconhecido Curaçao tem ambição de fazer história.
É a quinta presença do Equador em Copas do Mundo e - muito provavelmente - aquela em que as expectativas dos equatorianos estão mais altas. Este elenco é, considerado por muitos, a geração de ouro do futebol desse país.
Na Eliminatórias Sul-americanas, o Equador foi o segundo colocado - mesmo tendo perdido três pontos pelo caso do documento falso de Byron Castillo, em 2022 - e, em 18 partidas, foi derrotado apenas em duas ocasiões, diante de Argentina e Brasil. Já na última Copa América, em 2024, a equipe de Sebastián Beccacece caiu nas quartas de final, para a Argentina, nos pênaltis.
Nunca o Equador produziu tanto talento. Hincapié e Pacho são jogadores incontestáveis de equipes que disputaram a final da Liga dos Campeões, Moisés Caicedo é o motor do meio-campo do campeão mundial de clubes, Nilson Angulo vai despontando na Premier League. Ainda há o jovem Kendry Paez, os defensores Joel Ordóñez e Estupiñán e o experiente artilheiro Enner Valencia.
Chegou à seleção em 2024, sucedendo Félix Sánchez, e o crescimento do Equador também tem muito da sua marca. O argentino de 45 anos veio do Elche e já sabe o que é disputar uma Copa do Mundo. Em 2014, no Brasil, era o braço direito de Sampaoli na seleção do Chile. Em dois anos, já conseguiu vencer Argentina e Colômbia e empatar com Brasil e Países Baixos. Esteve por diversas vezes nos rumores de mercado do futebol brasileiro, com clubes interessados em seus serviços, mas nunca treinou por aqui.
Um volante com enorme abrangência em campo. Cobre muito espaço, é muito rápido e joga bem: não é por acaso que o Chelsea pagou ao Brighton a módica quantia de 116 milhões de euros para contar com o jogador. A defesa do Equador é o setor mais forte da equipe e, com Caicedo à frente, será difícil entrar no terço final.
Um grande talento, com potencial enorme, mas ainda tentando se firmar no mais alto nível. Kendry Páez estreou na seleção principal aos 16 anos, foi comprado pelo Chelsea, mas nunca chegou a vestir a camisa dos Blues. Ainda com idade de júnior, aos 19 anos, tem um palco para se mostrar e confirmar seu valor no maior dos torneios.
É uma das três seleções estreantes em Copas do Mundo nesta edição da competição. A pequena ilha de Curaçao se classificou em primeiro lugar do Grupo B das eliminatórias da CONCACAF, à frente de Jamaica, Trinidad e Tobago e Bermudas.
A antiga colônia holandesa - mais conhecida como destino de férias do que pela prática do esporte mais popular do planeta - conseguiu reunir algum talento com ligações ao país, já que os cerca de 170 mil habitantes no sul do mar do Caribe são uma base de recrutamento pequena para uma seleção que quer competir em alto nível no Mundial.
Dos 26 convocados para a Copa do Mundo, apenas um (Tahith Chong) nasceu na ilha. Todos os outros têm família natural de Curaçao, mas já nasceram e cresceram na Holanda. Uma história fantástica.
Uma velha raposa para tentar uma história de Cinderela. Este será a terceira Copa do Mundo de Dick Advocaat, pela terceira seleção diferente, depois de ter comandado a Holanda no último mundial disputado nos Estados Unidos, em 1994 - há 32 anos! - e a República da Coreia em 2006, na Alemanha. Ele deixou a seleção por três meses por problemas pessoais, mas voltou a tempo de fazer história.
A referência de Curaçao é, curiosamente, o único homem que nasceu na ilha. Tahith Chong é uma novidade recente - jogou nas categorias de base da Holanda - mas já deixou sua marca: marcou três gols em cinco jogos, tornando-se um herói cult. Foi uma das maiores promessas de Carrington - base do Manchester United - mas ainda não conseguiu atingir o potencial apontado. Joga no Championship pelo Sheffield United.
É um dos jogadores com melhor currículo da seleção de Curaçao. Aos 27 anos, jogou toda a carreira no PSV e tem sido uma das peças mais regulares da equipe de Eindhoven nos últimos anos. Zagueiro canhoto, rápido e com boa presença física. Pode dar segurança.
12 anos depois, a seleção dos Elefantes está de volta ao maior palco do futebol de seleções. Depois de três Copas do Mundo consecutivas - 2006, 2010 e 2014 - a Costa do Marfim viveu tempos difíceis recentemente, mas voltou forte com uma boa geração.
O objetivo é superar, pela primeira vez, a fase de grupos da competição. Em um grupo com Equador e Curaçao - do mesmo nível ou inferiores -, existe a esperança de uma classificação histórica para o mata-mata.
Há nomes de grande valor nesta Costa do Marfim. Na defesa, Diomande, Singo e Ndicka são os mais fortes. Kessié, Seko Fofana e Sangaré são três meio-campistas de bom nível e, no ataque, as opções são ainda mais numerosas: Amad Diallo, Yan Diomande, Yoan Bonny, Guessand, Adingra, entre outros.
O responsável pelo retorno da Costa do Marfim às Copas do Mundo é Emerse Faé. O técnico franco-marfinense passou vários anos na formação do Nice, antes de ingressar na Costa do Marfim como auxiliar de Jean-Louis Gasset, em 2022. Depois da saída do experiente treinador francês, Faé assumiu a equipe e vem conseguindo bons resultados. Venceu a CAN em 2023, classificou-se para o Mundial e foi eliminado pelo Egito, nas quartas de final, na CAN 2025.
A estrela da companhia. Amad Diallo, jogador do Manchester United, tem tudo para ser um dos personagens desta Copa do Mundo, caso a Costa do Marfim também consiga ser consistente na competição. Pela esquerda ou pela direita, é um ponta desequilibrante e com facilidade para finalizar. Canhoto, também tem experiência atuando como ala em uma linha de cinco atrás.
Depois de uma temporada de grande nível no RB Leipzig, Yan Diomande deve ser um dos talentos que os gigantes europeus vão acompanhar nesta competição. A qualidade técnica impressiona, o drible é fantástico - parece deslizar em campo - e tem feito gols. Cobiçado por gigantes como o Liverpool, deve protagonizar "novelas do mercado" na próxima temporada.
Sempre que a Alemanha entra em uma Copa do Mundo, é difícil não colocá-la entre as favoritas. A Mannschaft é a segunda maior campeã do mundo - a melhor da Europa - e conta com mais uma geração de muito valor.
Sem as estrelas de outros tempos, a Alemanha atual se apoia no coletivo. Ainda assim, jogadores como Wirtz e Musiala garantem que os jogos da seleção alemã tenham entretenimento de sobra, por sua capacidade de fazer coisas em campo diferentes.
Uma das novidades para este Mundial é o retorno de Manuel Neuer. O goleiro havia se aposentado da seleção, mas voltou para uma "última dança" com a Mannschaft. Kimmich é a referência entre os jogadores de linha, e Rüdiger, Tah, Sané, Havertz e Goretzka seguem o mesmo caminho.
Depois de cair na fase de grupos há quatro e há oito anos, a Alemanha quer escapar de novos vexames.
Foi o sucessor de Hansi Flick, depois do desastre no Catar - que sucedeu o desastre da Rússia - e deu um rumo melhor à seleção alemã. A Alemanha caiu nas quartas de final da última Eurocopa no último minuto da prorrogação, para a campeã Espanha - e perdeu em casa a semifinal da Liga das Nações para Portugal - também campeã. A classificação foi praticamente impecável: derrota na primeira rodada, vitória em todas as outras. Nagelsmann criou uma nova base e está pronto para conquistar as Américas.
Não é o mais criativo, o mais rápido nem o mais forte, mas Joshua Kimmich é a verdadeira alma da seleção alemã. Tem o típico DNA alemão: tenaz, inteligente e nunca joga mal. O meia de 31 anos do Bayern de Munique pode atuar como volante, no duplo pivô de Nagelsmann, ou até como lateral-direito. Um dos mais experientes e a voz de comando da Alemanha.
Com o corte de última hora de Lennart Karl, Aleksandar Pavlovic, de 22 anos, passa a ser a grande referência jovem dessa seleção. Mesmo com a pouca idade e ainda sem disputar nenhuma competição oficial pela seleção alemã, Pavlovic luta por uma vaga de titular no time e, pelos amistosos recentes, não é nenhuma loucura apontá-lo como um provável titular. Revelado pelo Bayern de Munique, completou sua terceira temporada como profissional.







































