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·6 Maret 2026

Hélton: “Não tem como não lembrar o clássico onde nós fomos campeões”

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Helton destaca sobretudo as circunstâncias em que jogou nessa partida, apesar de não se encontrar nas melhores condições físicas, num encontro que viria a marcar a história recente do clube portista.

“Quando penso nesse dia lembro-me de que nem tinha condições de ir a jogo. Depois de conversar com o doutor e com o míster – que hoje é o nosso presidente – pedi para jogar, porque queria muito estar ali. Consegui ir a esse jogo, com alguns ‘voltarenes’ no corpo, e fomos campeões”, contou, numa referência a André Villas-Boas, treinador do FC Porto nessa época e atual presidente do clube.


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O antigo internacional brasileiro recorda igualmente a atmosfera no estádio adversário e a intensidade emocional do momento em que o título foi confirmado.

“O ambiente é aquilo que todo atleta de alto rendimento quer encontrar: pressão, jogar na casa do adversário, com possibilidade de ser campeão. É maravilhoso. No final, foi um misto de emoções, aquela sensação de dever cumprido”, recordou.

Para Helton, conquistar um campeonato no reduto do maior rival constitui um episódio raro e de forte impacto na carreira de qualquer jogador.

“Quando olhamos para trás, sem dúvida nenhuma que é um dos maiores momentos que ficaram marcados na minha carreira”, assumiu.

A poucos dias de mais um Benfica-FC Porto, o ex-guarda-redes sublinha que este clássico mantém um lugar de destaque no futebol português.

“Quando chega um clássico destes sabemos que é, sem dúvida nenhuma, um dos jogos mais importantes da época, pela rivalidade que existe entre as equipas”, sublinhou.

Helton admite que a posição das equipas na classificação pode aumentar a responsabilidade do encontro, sem, no entanto, alterar a essência do duelo.

“Quando chega um clássico, a classificação pesa no sentido do comprometimento e da responsabilidade, mas isso não dá tranquilidade à equipa que vai à frente. Quem vem atrás tenta sempre diminuir a diferença”, explicou.

Ainda assim, não acredita que um único jogo seja suficiente para definir o campeão nacional.

“Existe uma diferença entre as equipas, como primeiro e terceiro classificados, mas isso não quer dizer que seja já a definição do campeonato. O mais importante para quem vai à frente é manter-se à frente e aumentar a distância para quem vem mais próximo”, analisou.

Com mais de uma década a disputar clássicos na baliza do FC Porto, Helton garante que a pressão destes encontros é permanente, independentemente do estádio onde se jogue.

“No FC Porto a pressão é constante. Seja no Estádio da Luz, em Alvalade ou em qualquer outro estádio, ela existe sempre”, referiu.

Enquanto capitão durante várias épocas, procurava também transmitir ao grupo a ideia de responsabilidade colectiva em partidas desta dimensão.

“A responsabilidade não é só de quem carrega a braçadeira. É de todo o grupo. Todos têm de assumir esse compromisso”, concluiu.

O FC Porto, líder com 65 pontos, desloca-se este domingo, às 18:00, ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica, terceiro com 58 pontos, em encontro da 25.ª jornada da I Liga. A partida será arbitrada por João Pinheiro, da Associação de Braga.

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