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·4 Juni 2026

Ídolo da Segunda Academia do Palmeiras falece aos 76 anos

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O futebol brasileiro perdeu nesta quinta-feira (04) um de seus grandes nomes. Leivinha, ídolo histórico do Palmeiras e um dos principais jogadores da chamada Segunda Academia, morreu aos 76 anos, deixando uma trajetória marcada por talento, títulos e momentos inesquecíveis com a camisa alviverde.

Trajetória

Nascido em Novo Horizonte, no interior de São Paulo, João Leiva Campos Filho, o Leivinha, demonstrou desde cedo intimidade com a bola. Aos 15 anos, iniciou sua trajetória no futebol em Lins, cidade vizinha à sua terra natal. O amor pelo esporte vinha de família: seus irmãos gêmeos, Dadá e Didi, também seguiram carreira como jogadores profissionais.


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O destaque no Linense abriu as portas da Portuguesa em 1966. Ainda jovem, Leivinha aproveitou a oportunidade quando dois titulares estavam lesionados e impressionou logo nos primeiros treinamentos, marcando quatro gols e garantindo espaço na equipe principal da Lusa. O desempenho chamou a atenção do Palmeiras, que o contratou poucos anos depois.

No Verdão, Leivinha viveu o auge da carreira. Com sua habilidade refinada, inteligência tática, excelente presença de área e uma das melhores cabeçadas do futebol brasileiro, tornou-se peça fundamental da Segunda Academia, uma das equipes mais talentosas da história do clube.

Durante quatro anos e meio defendendo o Palmeiras, conquistou dois Campeonatos Brasileiros e dois Campeonatos Paulistas, além de diversos torneios nacionais e internacionais. Sua capacidade de decidir partidas e sua versatilidade fizeram dele um dos principais nomes da geração que encantou o país na primeira metade da década de 1970.

Até hoje, Leivinha figura entre os maiores artilheiros da história do Palmeiras e está entre os cinco jogadores que mais marcaram gols pelo clube em Campeonatos Brasileiros. O eterno camisa 8 também assumiu papel de protagonismo no ataque quando César Maluco ficou afastado por suspensão, conduzindo a equipe com maestria.

Um dos episódios mais marcantes de sua carreira ocorreu na decisão do Campeonato Paulista de 1971. Contra o São Paulo, Leivinha marcou um gol legítimo de cabeça, mas o árbitro Armando Marques anulou o lance alegando toque de mão. O erro entrou para a história como uma das arbitragens mais controversas do futebol brasileiro e é lembrado até hoje pelos torcedores palmeirenses.

Em 1974, foi convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo disputada na Alemanha Ocidental.

No ano seguinte, após conquistar o Torneio Ramón de Carranza, na Espanha, Leivinha foi negociado com o Atlético de Madrid ao lado do zagueiro Luis Pereira. Na final da competição, o Palmeiras venceu o Real Madrid por 3 a 1, com um dos gols marcados justamente pelo craque brasileiro. A transferência também teve um significado especial: permitiu que ele realizasse a promessa feita ao avô espanhol de atuar profissionalmente no país europeu.

Na Espanha, continuou conquistando admiradores, mas problemas físicos acabaram abreviando sua carreira. Leivinha encerrou a trajetória nos gramados precocemente, aos 29 anos de idade.

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