Revista Colorada
·13 Januari 2026
Inter tenta dar “chapéu” no Grêmio em reforço e leva a pior

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·13 Januari 2026

Uma movimentação forte nos bastidores do futebol gaúcho feminino veio à tona nos últimos dias e envolve dois rivais históricos. O Internacional tentou a contratação de uma das principais joias da base do futebol feminino do Grêmio, exercendo pressão direta para tirar a atleta do CT Cristal. O alvo colorado foi Dafine Amaro, lateral sub-17 que já é nome frequente nas convocações da Seleção Brasileira da categoria e considerada uma das maiores promessas da posição no país.
A investida do Inter ocorreu em um momento considerado sensível. Em dezembro, Dafine ainda não havia sido procurada pelo Grêmio para renovar seu contrato de formação, o que abriu espaço para sondagens e despertou o interesse de outros clubes. A atleta, diante da falta de definição, se mostrava aberta a novos desafios, cenário que facilitou a tentativa do rival e também uma proposta concreta da Ferroviária, de São Paulo, referência nacional no futebol feminino.
No entanto, o contexto mudou rapidamente com a chegada de uma nova gestão no Tricolor. A reformulação liderada por Odorico Roman, ao lado do novo diretor do futebol feminino, João Hermínio, trouxe uma mudança clara de postura em relação às categorias de base. Uma das primeiras ações da nova diretoria foi mapear situações contratuais sensíveis e agir para evitar a perda de talentos estratégicos, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo.
Ao identificar o interesse do Internacional e a proposta da Ferroviária, o Grêmio iniciou uma operação interna para assegurar a permanência de Dafine Amaro. O clube apresentou um projeto esportivo mais sólido, reforçou a valorização da atleta dentro do programa de desenvolvimento das categorias femininas e deixou claro que a lateral é vista como peça fundamental para o futuro da equipe.
O desfecho foi positivo para o Tricolor. Mesmo diante do assédio forte do rival e da concorrência de um clube tradicional do cenário nacional, Dafine Amaro optou por permanecer no Grêmio e renovou seu contrato de formação até 2028. A decisão foi interpretada internamente como uma vitória estratégica, não apenas pela manutenção da atleta, mas também como um sinal de amadurecimento da gestão no futebol feminino.
Nos bastidores, a renovação é atribuída diretamente aos méritos da nova administração, que passou a olhar com mais cuidado, planejamento e responsabilidade para as gurias gremistas. Em um momento em que o futebol feminino ganha cada vez mais relevância, segurar uma atleta de nível de Seleção Brasileira diante da pressão do maior rival simboliza um avanço importante na política esportiva do clube.
Para o Grêmio, o recado está dado: a base feminina entrou definitivamente no radar da gestão. Para o Inter, fica a frustração de não ter conseguido concretizar uma investida considerada agressiva. Já para Dafine Amaro, o futuro segue sendo construído em Porto Alegre, com estabilidade, valorização e projeção nacional.









































