Coluna do Fla
·10 Juli 2026
Jardim projeta jogo contra o Benfica, analisa pressão na base do Flamengo e relembra conexão com Mbappé

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·10 Juli 2026

Na véspera de o Flamengo encarar o Benfica (POR), o técnico Leonardo Jardim falou com a imprensa sobre a provável escalação e o trabalho de transição da base. Além disso, o treinador comentou sobre Kylian Mbappé, astro da França, seleção que garantiu vaga na semifinal da Copa do Mundo de 2026.
A bola rola para Flamengo e Benfica no Estádio Algarve, neste sábado (11), às 15h30 (horário de Brasília), em duelo que vale tradicional título de torneio amistoso em Portugal. Ademais, encerra a série de jogos do rubro-negro em Portugal.
Vamos iniciar com alguns jogadores que começaram o primeiro jogo. Uma equipe próxima daquela, o nosso grupo base, mas sabendo que nove dos internacionais estão fora e que o Ortiz também continua fora. Ao longo do jogo, conforme as necessidades, vamos alterar para que exista um jogo competitivo entre as duas equipas. São duas equipes fortes, que querem fazer um bom jogo e ter um bom resultado. Mas, acima de tudo, não querem perder os jogadores nesta fase. Não vamos arriscar situações de jogadores que podem estar no limite”, disse.
O repórter Simon Lédo, do Coluna do Fla, perguntou sobre a utilização de jovens no time principal após a intertemporada. Leonardo Jardim pontuou sobre o desafio de integrar promessas ao elenco principal.
— Vocês conhecem melhor o Flamengo do que eu. Um jogador da base do Flamengo, para se colocar na equipe principal, tem que ser um super jogador, tem que ser um Paquetá da vida, tem que ser um Vini Jr, tem que ser um super jogador. Se não for um super jogador, é difícil vestir a camisa do Flamengo, porque no primeiro erro vai ser chamada a atenção, vai haver uma crítica muito forte, por isso muitos destes jovens vão ter que fazer o percurso lentamente. Como o Evertton (Araújo) está conseguindo se consolidar. Mas eu não me esqueço, há muito tempo eu acompanho o Flamengo, o Everton quando começou a aparecer no time principal também foi muito criticado, muito criticado, só jogava para trás, só jogava para o lado -, iniciou, antes de completar:
— Por isso não é fácil, não é fácil ser jovem no Flamengo, mas com certeza eu tenho sempre um carinho, porque fiz toda a minha carreira tendo atenção a jovens, lancei dezenas de jovens ao mais alto nível em todos os clubes por que eu passei. Dou importância a escalar, mas com certeza estou no clube que possivelmente é o clube mais difícil da minha carreira de lançar jovens. Enquanto no Sporting, no Olympiacos, no Monaco lancei alguns jovens com alguma facilidade, aqui no Flamengo não é fácil lançar porque a pressão sobre eles é muito grande -, finalizou.
Jardim revelou a torcida pela França na sequência da Copa do Mundo. Cabe lembrar que o treinador foi o responsável por lançar Kylian Mbappé no futebol profissional, quando o craque francês tinha apenas 16 anos e atuava no Monaco (FRA).
— Eu tive a felicidade de trabalhar com dezenas de jovens que chegaram ao mais alto patamar. O Mbappé é um dos ícones desses jovens que eu lancei. Com certeza, hoje fico feliz. Fiquei feliz com a vitória da França ontem. Por três motivos, principalmente porque tenho muitas pessoas amigas na França, onde tenho casa e onde neste momento o meu filho e a minha família vivem; também tenho uma amizade grande com o Deschamps, um amigo já de longos anos; e ainda tenho um jogador na seleção que foi formado por nós. Por isso é uma seleção que eu vou apoiar, depois da saída de Portugal-Brasil, vou ter que apoiar a França até a final -, revelou.
“Eu acho que mais do que estudar o adversário é nos preocuparmos com as nossas ideias. Estamos aqui para realizar o último jogo do torneio em Portugal. Um jogo entre dois escudos muito fortes, um jogo emotivo, um jogo de festa para os torcedores, principalmente para os nossos torcedores que não têm a possibilidade de ver o Flamengo aqui em Portugal. Muitos deles vivem em Portugal e é importante para eles nós apresentarmos sempre uma boa versão, um bom jogo, porque quando estamos longe do país e somos imigrantes, o nosso coração bate de outra forma. Eu, sendo imigrante já há muitos anos, sei como é que é ser imigrante e acho que temos que respeitar muito estes torcedores e estas gentes que estão em Portugal para melhorar a sua vida”.
“Com certeza para este grupo, para estes jogadores de frente mais os goleiros, é uma a ativação da equipe, das ideias envolvidas. Tivemos um maior período de trabalho, isso é importante, e eles ganharam um pedacinho de pulmão para o que vem a seguir, para o segundo trimestre. Em relação aos outros, que estão na seleção, alguns deles estão lesionados e a gente não sabe quando voltam. Por isso, é sempre importante trabalhar, porque a parada foi obrigatória. Eu já tinha dito que preferia que não houvesse Mundial e que não houvesse parada, porque aí trabalhávamos com os jogadores todos, mas já estava definido assim. Temos que nos organizar desta forma e procurar que estes jogadores que estiverem aqui ganhem principalmente capacidade para entrarem neste início do campeonato, principalmente nestes três jogos, porque a base com certeza será com os jogadores que estiveram aqui conosco”.
“Com certeza é uma alternativa, em termos estratégicos, utilizar o Lino. Já tinha feito isso com o Coritiba e desenvolvi essa ideia nestes jogos de pré-temporada. Isso acontece porque não temos nenhum meia, não temos o Paquetá, que pode jogar a meia, não temos o Arrascaeta, não temos o Carrascal. E não tendo esses jogadores, não tendo nenhum meia, nós temos que arranjar alternativas. E eu costumo brincar que eles pagam para eu arranjar alternativas mesmo dentro do grupo”.







































