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·5 Mei 2026

João Pinheiro pronto para o pleno de criticas nas principais ligas

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O Conselho de Arbitragem andou meses a proteger João Pinheiro para esta reta final dos campeonatos e para garantir a sua presença no Mundial. Conseguiram. A FIFA nomeou João Pinheiro, acompanhado pelos assistentes Luciano Maia e Bruno Jesus, para o Campeonato do Mundo de 2026. Missão cumprida. Mas, para chegar lá, parece que abdicaram dos “aqui nós pisa na cabeça”.

Enquanto em Portugal as nomeações estão ao nível de campeonatos de terceiro mundo, lá fora tenta vender-se a arbitragem portuguesa como uma das melhores da Europa. A verdade é que João Pinheiro já passou por várias praças internacionais e nem sempre saiu bem na fotograf


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Em França, a coisa também não correu melhor. Gary O’Neil, treinador do Estrasburgo, não gostou da atuação de João Pinheiro num jogo frente ao Mainz e as críticas foram públicas, duras e sem rodeios. Queriam-no prender. Em Inglaterra, no Nottingham Forest-Aston Villa, Unai Emery até elogiou João Pinheiro como árbitro principal, mas arrasou a atuação do VAR português liderado por Tiago Martins, depois de uma entrada dura de Anderson sobre Watkins ter passado sem vermelho.

Agora prepara-se para passar pela Alemanha, com a nomeação para o Bayern-PSG, na segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões. Já sabemos como isto funciona. Se correr bem, será vendido como prova da excelência da arbitragem portuguesa. Se correr mal, cá dentro fingem que não se passou nada.

No meio disto tudo, onde andou a APAF a fazer queixinhas aos clubes estrangeiros que arrasaram a honra do árbitro português? Onde estava a indignação corporativa? Onde estavam os comunicados? Onde estavam as participações disciplinares? Aí é a UEFA que manda e eles piam fino. Aí já não contam para o totobola da pressão. Por cá, só acordam quando o Benfica expõe publicamente aquilo que se vai cozinhando na arbitragem portuguesa.

E acordaram depressa. Depois do Famalicão-Benfica, a APAF preparou queixa contra Rui Costa e contra o Benfica, na sequência das críticas à arbitragem de Gustavo Correia. Curioso. Farioli e Villas-Boas juntamente com Rui Borges criticaram e fizeram-se de mortos. E o diretor do Record que pediu investigações e levantou uma serie de suspeitas ao árbitro do jogo do Sporting? Precisam do jornal não é verdade? Quando os outros criticam, silêncio. Quando o Benfica levanta a voz, aparece logo o zelo institucional.

É este o problema. Todos fazem de conta que fazem alguma coisa. A APAF faz de conta que defende a arbitragem. O Conselho de Arbitragem faz de conta que manda. Luciano Gonçalves faz de conta que ainda controla alguma coisa. Mas a sensação é cada vez mais clara, há gente nos bastidores a preparar o futuro da arbitragem portuguesa, com verdes de um lado, azuis do outro. E já há substituto de azul para o Conselho de Arbitragem.

E neste campo podemos ter várias certezas. Hélder Malheiro dificilmente apita o Benfica esta temporada. Gustavo Correia pode finalmente apitar o FC Porto. Paulo Costa já não precisa de frequentar a casa de Villas-Boas. E quanto a castigos, já se percebe como isto funciona. Mourinho vai ser castigado e vai ficar impedido de se sentar no banco.

Já William Gomes, depois de uma entrada violentíssima frente ao Casa Pia, levou dois jogos de suspensão. Entrou com o pé muito alto e acertou na cabeça do defesa David Sousa, que teve de ser assistido durante vários minutos. Dois jogos que ainda não cumpriu. Está visto o critério.

Entre João Pinheiro, APAF, Conselho de Arbitragem e castigos, este é o futebol português fora das quatro linhas. Um futebol onde se protege quem interessa, se castiga quem convém, se grita contra o Benfica e se baixa a cabeça quando a crítica vem de fora.

A arbitragem portuguesa quer vender prestígio internacional, mas cá dentro continua a deixar um rasto de desconfiança, decisões estranhas, nomeações convenientes e indignações seletivas.

Depois admiram-se que ninguém acredite.

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