Portal dos Dragões
·7 April 2026
José Alberto Costa e o pedido para Farioli: “É altura de o FC Porto mostrar estofo de campeão”

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O empate frente ao Famalicão caiu como uma autêntica pancada, mas é nestas fases que se distingue quem tem capacidade para aguentar a pressão até ao fim. José Alberto Costa foi directo ao assunto: “é a altura de a equipa mostrar estofo de campeão”. E há motivos para lhe dar razão. Porque um deslize custa, sobretudo quando o FC Porto esteve em vantagem e deixou escapar a vitória já perto do apito final, mas desde quando é que uma grande equipa se avalia apenas nos dias em que tudo lhe corre conforme o plano?
Perante o Famalicão, os dragões chegaram aos 90 minutos a vencer por 2-1, com Seko Fofana a colocar a equipa na frente numa fase decisiva do encontro. Já em tempo de compensação, Rodrigo Pinheiro restabeleceu a igualdade e fixou um 2-2 que soube a pouco no Dragão. Foi mais uma perda de pontos depois dos encontros com Sporting, Benfica e Casa Pia, numa altura da época em que cada detalhe conta. E conta ainda mais quando se aproxima um jogo europeu com o Nottingham Forest e quando há uma desvantagem de 0-1 frente ao Sporting, na Taça de Portugal.
José Alberto Costa admitiu o “mérito em empatar” do adversário, mas lembrou também um contexto que não deve ser desvalorizado: a pausa para as selecções. “Muitas vezes existe uma perturbação na coerência da preparação que se reflete em campo”, afirmou. O ponto é pertinente. Ou será que, quando o FC Porto sente o impacto de calendários apertados e interrupções competitivas, isso é logo visto como fragilidade estrutural, enquanto noutros contextos se fala apenas em fatalidade do futebol?
Igualmente delicada foi a questão da arbitragem. O antigo jogador portista pediu contenção: “Gostaria que esse discurso não funcionasse para pressionar os adversários, nem para justificar rendimentos menores.” A frase merece ser sublinhada. Não porque retire legitimidade ao desconforto de quem lidera a equipa técnica, mas porque recorda algo essencial: o foco do FC Porto tem de estar, прежде de mais, na resposta dentro de campo. O ruído existe e existirá sempre, e em torno do clube amplifica-se ao primeiro tropeção. Alguém se surpreende?
Ao mesmo tempo, importa não confundir prudência com conformismo. Farioli, actual treinador dos dragões, sabe que a equipa precisa de serenidade e não de dramatização. Tudo aponta para que a mensagem interna tenha seguido essa linha: confiança, cabeça fria e resposta imediata. É o caminho natural para quem continua na frente e depende, acima de tudo, da própria capacidade para resistir à pressão.
José Alberto Costa foi ainda mais longe: “Se não o fizer, as coisas tornam-se muito mais difíceis. Mas não há razão para tremer. Estamos na frente, temos bons jogador e temos justificado a posição que ocupamos”. Aqui está o essencial. O FC Porto não precisa de entrar em pânico, precisa de reafirmar a sua identidade. E essa identidade constrói-se com exigência, com o apoio nas bancadas e com a convicção de que um empate doloroso não apaga o percurso já feito.
Nos jogos decisivos haverá momentos bons e maus, como lembrou o antigo jogador, e por isso o apoio do público será “fundamental”. O Dragão já viu muitas equipas vacilar onde o FC Porto cresceu. Agora, mais do que nunca, pede-se isso mesmo: carácter, resposta e ambição. Porque quando o FC Porto é verdadeiramente FC Porto, o ruído fica fora e a luta continua até ao último metro.
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