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·16 Juni 2026

José Tavares lidera a nova formação do FC Porto que volta a fazer história

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A época 2025/26 foi, como a definiu André Villas-Boas, o «ano do Dragão». Depois de se sagrar campeão nacional de seniores, o FC Porto repetiu a proeza nos escalões de sub-19, sub-17 e sub-15, completando um pleno que não se via em Portugal desde 1997/98. Ao mesmo tempo, os dragões puseram termo a uma longa seca de troféus na formação, que se arrastava há sete anos – o último título tinha sido em 2018/19 -, voltando a afirmar-se com autoridade no panorama nacional. Tratou-se de uma mudança de paradigma iniciada logo que AVB assumiu a presidência, com uma profunda reorganização da estrutura da formação. José Tavares regressou ao Olival para desempenhar funções de diretor – Filipe Ribeiro é o coordenador técnico – e tanto o vice-presidente, Tiago Madureira, como o gestor executivo, Henrique Monteiro, passaram a ter um papel de destaque na máquina de captação e desenvolvimento de talento portista.

A ligação entre o futebol profissional e a formação foi reforçada, com uma articulação mais consistente entre os vários plantéis – não é invulgar ver jovens a jogar no escalão imediatamente acima. No plano das equipas técnicas, as escolhas em Sérgio Ferreira, José João e Manuel Prata traduziram a aposta em treinadores jovens, ambiciosos e muito competentes do ponto de vista metodológico. Além de João Brandão, claro, que levou a equipa B ao melhor registo de sempre na Liga 2, ao cabo da sua segunda época ao comando. Houve ainda espaço para melhorar as condições de infraestruturas e de logística, enquanto o CTFD Jorge Costa não fica exclusivamente ao serviço das equipas de formação.


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O resultado? Para além dos títulos, uma maior emancipação e uma capacidade reforçada para segurar os talentos formados no clube. Para lá dos jogadores já numa fase final de maturação na equipa B, que passou a apresentar a média de idades mais baixa de sempre, a passagem entre escalões permitiu que diamantes em bruto como André Miranda, Tiago Silva, Bernardo Lima, Duarte Cunha, Yoan Pereira, Mateus Mide e Eduardo Ferreira ganhassem de imediato espaço no patamar profissional, com apenas 17 e 18 anos. Os três primeiros, aliás, chegaram mesmo a estrear-se pela equipa principal.

Na forja estão já outros craques em potência. Nos juvenis, Tcherno Jamanca destacou-se pela veia goleadora, tal como Gustavo Guerra e João Brito, que já alinharam pela equipa B. Nos recém-coroado campeões de sub-15, o foco recai sobre o avançado Tiago Portugal, o extremo Paulo Leite e o médio Rodrigo Seca. A expectativa é de que o filão de ouro do clube não se esgote tão cedo, até porque há mais promessas à espreita e o FC Porto não quer deixar nada ao acaso. Por isso, há uma aposta clara em planos de desenvolvimento e acompanhamento individual, trabalhados em articulação com várias áreas – departamento de desenvolvimento de técnica individual, performance, análise e psicologia.

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