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·7 Juni 2026

Juiz de Direito são-paulino faz dura reflexão sobre momento do São Paulo

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Gustavo Fernandes, juiz de Direito e ex FOMQ, apareceu esta semana no twitter comentando sobre Diego Fernandes, Conselheiros e o processo de demolição da instituição que o São Paulo vem vindendo nos últimos anos no twitter, veja:

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“Não é verdade que Juvenal Juvêncio arruinou o São Paulo em 2011, com o golpe do terceiro mandato. Dizer isso é contar apenas a parte terminal da história. O processo de autodestruição deflagrado por JJ e seu antecessor se iniciou em 1988, quando sua eleição transformou o cardealismo de consenso no cardealismo de coalizão, em que para ganhar e manter o poder é necessário distribuir mais e mais favores.

Até 1988, não havia disputa política. Quem estava no poder indicava o sucessor e este era aclamado. Não era exatamente um sistema pluralista, mas custava menos aos cofres e à integridade. A partir da candidatura de Juvenal com apoio de Carlos Miguel Aidar (que seria seu parceiro de golpe em 2011), veio a disputa de cada “capitania hereditária” do conselho por benesses como condição de voto.

É verdade que, no começo, essa busca de favores era discreta e não impediu a oposição de dar o troco em 1990 – aproveitando o caos administrativo deixado por JJ. Contudo, como já escrevi anteriormente, até nos anos mais dourados (1991 a 1993) o clube já estava condenado à decadência progressiva. Os frutos podres do rompimento de JJ com o sistema de consenso foram espalhando sementes que, de volta ao poder, o dirigente transformou num pomar envenenado.

Não pensem que foi apenas a distribuição de favores. Como diretor de futebol e presidente, Juvenal fomentou uma legião de deslumbrados que escolheram acreditar na genialidade do grande entendedor de futebol (o “1 %”). Ele não se cercava de mentes questionadoras. Preferia os bajuladores, bem ou mal intencionados. Quando seus métodos faliram, restaram apenas imitadores que seguem no Morumbi até hoje. Casares foi o mais notório, mas não o único.

E piora: entre os poucos que se rebelaram, nem dá para dizer que se encontram pessoas de fato capazes de arejar a visão de futebol profissional no Morumbi. Um deles foi o responsável por criar o projeto internacional mais constrangedor da História, colocando a marca tricolor num time amador de Madri que jogava na areia. Se bobear, ainda acha que foi genial. A sorte foi que quase ninguém notou. Hoje seria o meme do século.

Ou seja: tirando duas ou três pessoas (que, por si, não mudarão nada), o São Paulo é um clube repleto de dinossauros humanos, aproveitadores contumazes, imitadores obcecados pelas ideias mofadas dos anos 2000 e heróis com a roupa de baixo sobre a calça. E tudo começou com um então obscuro ex-investigador de polícia que, a despeito de sua importância em glórias do passado, virou o maior ícone da infâmia que rachou o futuro.”

“Diego Fernandes é um mascate, um caixeiro viajante de luxo, que sai por aí vendendo… nada. Diz que faz intermediações com clientes que não tem. Não representava a CBF, nem Ancelotti, mas conseguiu aparecer no meio e soltar que foi o responsável por uma negociação que já existia desde 2023. Levou pessoas para conversar com o presidente do SPFC e aproveitou a absolvição de Olten Ayres como desculpa para o nada que decorrerá da incrível reunião.

A torcida do São Paulo, que resume a recuperação palmeirense ao empréstimo (não doação) de Paulo Nobre, sonha com um mecenas caído do céu. Mesmo que ele existisse, os milhões seriam incinerados rapidamente. Não é nem a questão de dar o peixe ou ensinar a pescar. O São Paulo pega o peixe, joga na latrina e puxa a descarga.”

Você concorda com Gustavo? Qual suia opinião?

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