AVANTE MEU TRICOLOR
·3 Juni 2026
Líder da Independente faz forte desabafo contra oposição após ajuda a Olten e promete: “Se cair nem eleição vai ter”

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A polêmica votação que impediu o afastamento preventivo de Olten Ayres de Abreu da presidência do Conselho Deliberativo continua rendendo desabafos. Desta vez quem se manifestou foi Henrique Gomes, o Baby, principal líder da Independente, maior torcida organizada do São Paulo.
Por meio de suas redes sociais, Baby atacou principalmente os conselheiros de oposição. Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR revelou, foi graças aos votos de quem não apoia a gestão Harry Massis que Olten conseguiu sua ‘vitória’.
“Cadê os salvadores da pátria do SPFC? Aqueles conselheiros que falavam abertamente que eram a salvação do clube? Ué, votaram para Olten Ayres de Abreu permanecer como presidente do Conselho? Sério mesmo que esses caras conseguiram enganar mais uma vez o torcedor? Ué, não era a organizada que estava vendida? Ué, Casares e Dedé não tinham sido expulsos? Tiveram direito ao voto pela primeira vez na história e votaram juntos, situação e oposição! O AMOR É LINDO”, escreveu o líder da Independente.
Em tom agressivo, Baby diz que “a guerra está declarada contra esses caras”. “Querem ver o SPFC na Série B”, disse.
“A real é o seguinte: quanto pior estiver o clube, tanto dentro de campo e financeiramente, melhor para quem quer entrar no poder. Se a situação não ceder ao que os grupos políticos querem, eles se juntam para obter o poder”, completou.
Baby ainda tratou de atacar o presidente Harry Massis por não conseguir a esperada pacificação e união no clube.
“Bem feito para o Massis! Se tivesse mandado esse verme do Rui Costa embora, talvez tivesse os 22 milhões de torcedores juntos com ele! Nada é por acaso, preferiu acreditar no Rui Costa e morreu politicamente abraçado com ele! O torcedor nunca foi vilão ou culpado! Tentaram desunir a torcida, afastaram do estádio e tentaram dividir a organizada com os torcedores de bem do clube! O tiro desses oportunistas voltaram contra eles, a guerra é contra o sistema de perpetuação do clube”, apontou.
“Oposição e situação, nós não iremos esquecer, a eleição está chegando e se o SPFC for para a Série B, nem eleição vai ter nessa porra”, concluiu Baby, que ainda postou imagem de conselheiros da oposição abraçados, entre outros, a Julio Casares.
O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou, por 120 votos a 118, a prorrogação por mais quatro meses do afastamento preventivo de Olten Ayres de Abreu Júnior da presidência da casa.
A margem mínima não impediu que a decisão repercutisse negativamente nas redes sociais, onde torcedores reagiram com pesadas críticas a Olten, ao Conselho e à oposição, cujos integrantes foram determinantes para barrar a medida.
Com o resultado, o dirigente retorna ao cargo após quase três semanas afastado.
Olten se afastara voluntariamente em 14 de maio, após acordo com o vice-presidente do Conselho, João Farias Júnior, e o presidente da comissão de ética, Antônio Maria Patiño Zorz, para garantir prazo para apresentação de sua defesa.
Após analisar o caso, a comissão recomendou o afastamento preventivo até o fim da apuração, mas agora a proposta foi derrubada pelos conselheiros.
A votação, porém, não representa absolvição. O processo por gestão temerária segue em curso na comissão de ética, que pode recomendar a expulsão de Olten do quadro associativo são-paulino, a punição mais severa prevista internamente.
O Conselho também deverá analisar futuramente uma suspensão em definitivo, ainda sem data marcada.
A denúncia contra Olten foi protocolada em abril pelo presidente do clube, Harry Massis Júnior, com base em acusação de gestão temerária durante a tramitação de uma proposta de reforma estatutária.
O projeto, apresentado originalmente pelo ex-presidente Júlio Casares em dezembro, previa redução do quórum qualificado para decisões estruturais, como a transformação do clube em SAF. A comissão legislativa emitiu parecer contrário em abril, mas, antes disso, Olten instituíra uma nova comissão para tratar de mudanças mais amplas no estatuto.
Para Massis, a medida representou quebra estatutária ao reabrir tema já rejeitado. A crise acumulou novos capítulos ao longo da tramitação. Em meio ao processo, Olten chegou a destituir os membros da comissão de ética que conduziam a apuração, mas a decisão foi anulada por Farias, e os integrantes retornaram aos cargos.
Em 7 de maio, a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar suposta falsidade ideológica ligada a um parecer do Conselho Consultivo do clube, ampliando o alcance das investigações sobre o dirigente.
Ainda não está claro quais serão os próximos passos de Olten, mas é possível que seu retorno faça com que a comissão legislativa volte a trabalhar em cima da reforma estatutária, paralisada por Massis desde o início de maio. Também não se sabe se ele retomará a destituição da comissão de ética.







































