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·7 Mei 2026

Liga Europa opõe tradição e milhões contra sonho europeu inédito

Gambar artikel:Liga Europa opõe tradição e milhões contra sonho europeu inédito

Depois da definição da final da Liga dos Campeões, chegou a hora de conhecermos os dois times que vão avançar para a decisão da Liga Europa. De um lado das semifinais temos dois times ingleses, Aston Villa e Nottingham Forest, que possuem taças da Champions em suas galerias. Do outro, Braga e Freiburg sonham com as maiores conquistas de suas histórias, fazendo muito com investimentos bem inferiores.

Nas partidas de ida os donos da casa levaram a melhor, com o Forest vencendo por 1 a 0 e o Braga buscando um 2 a 1 no último lance para garantir a vantagem do empate. Aston Villa e Freiburg terão que vencer por um gol de diferença para levarem a decisão para a prorrogação e pênaltis, ou por dois gols de vantagem para avançarem de forma direta.


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Força e tradição na Inglaterra

Dos quatro semifinalistas o Nottingham Forest é quem, de longe, mais investiu na temporada. Foram mais de 200 milhões de euros em contratações, numa equipe que tenta recuperar a grandeza do final dos anos 70, quando conquistou uma Premier League (1977/78) e duas Ligas dos Campeões (1978/79 e 1979/80), sob o comando do lendário técnico Brian Clough. 

Adquirido pelo grego Evangelos Marinakis em 2017, o time passou a contar com um aporte financeiro elevado, mas com uma gestão um tanto quanto conturbada. Neste ano, por exemplo, três treinadores foram demitidos antes do português Vítor Pereira assumir com a missão principal sendo a fuga da zona do rebaixamento. Na temporada passada, o Forest ficou em sétimo na Premier League e só ganhou uma vaga na Europa League por causa de John Textor.

Do outro lado tem o Aston Villa, campeão europeu de 1981/82, que também tenta voltar aos velhos tempos desde 2018, quando foi adquirido pela V Sports, fundo de investimentos liderado pelo egípcio Nassef Sawiris e o norte-americano Wes Edens. Nesta temporada o investimento foi mais modesto, beirando os 90 milhões de euros, mas o clube manteve os destaques da época passada, quando injetou mais de 200 milhões de euros e chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões, ficando perto de uma grande virada contra o futuro campeão PSG. 

Coadjuvantes em busca do estrelato

Na outra semifinal, dois times que estão acostumados com papéis mais secundários em suas ligas nacionais, com orçamentos bem inferiores, mas muita disposição para conseguirem levantar a primeira taça continental de suas histórias. 

O Braga vem se firmando como quarta força do futebol português desde 2017/18, conseguindo se infiltrar entre os grandes lusitanos com o terceiro lugar em 2019/20 e 2022/23. Já acumulando 20 participações na Liga Europa, a equipe "arsenalista" (como é conhecida por seu uniforme que lembra o do Arsenal) chegou à final do torneio na temporada 2010/11, quando acabou derrotado pelo rival regional Porto.

Os Bracarenses investiram pouco mais de 35 milhões de euros nesta temporada, fazendo as duas contratações mais caras de sua história: Mario Dorgeles, que custou 11 milhões de euros junto ao Nordsjaelland, e Pau Victor, contratado do Barcelona por 12 milhões de euros. Além disso, o time trouxe Carlos Vicens, ex-auxiliar de Pep Guardiola, para ser seu treinador. 

Já o Freiburg é ainda mais coadjuvante na Alemanha. Sua melhor campanha na Bundesliga foi um terceiro lugar em 1994/95, e já sabe que não vai passar de uma sétima posição neste ano, deixando para a Liga Europa a sua chance de ter uma competição internacional na próxima temporada. 

O investimento para esta disputa também foi recorde, mas de pouco mais de 32 milhões de euros, quase totalmente recuperados com mais de 30 milhões de euros de vendas. O técnico Julian Schuster, que está em sua segunda temporada no comando do time depois de seis temporadas como auxliar, já alcançou a melhor campanha do Freiburg em seis participações na Liga Europa, mas agora sonha com a taça e a primeira ida à Champions. 

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