SPFC 24 Horas
·2 Maret 2026
Mais uma vez, o medo de perder… e o dedo da arbitragem.

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Independiente del Valle, Botafogo, LDU, Palmeiras em 2022 e 2026… competições diferentes, outras temporadas e cada jogo com seu contexto. Porém, todas com um final em comum: derrotas apáticas do São Paulo, com um desempenho assombroso e muito aquém do esperado pelo torcedor e por qualquer crítico de futebol. E por trás dessas derrotas, os mesmos inimigos que ano após ano, são menosprezados em prol de pensamentos ultrapassados e prioridades vazias: o psicológico e o medo de perder.
Qualquer torcedor, apesar de todos os pesares e do favoritismo carregado pelo rival, esperava o mínimo de dignidade por parte do São Paulo. Até mesmo com a controversa escolha de Luan para sair jogando, esperar o mínimo da equipe não podia ser uma ilusão distante. Porém, o que se viu no 1º tempo em Barueri foi um time completamente perdido, assistindo o Palmeiras ditar as ações, e cedendo um gol com trapalhadas defensivas dignas de futebol amador, para se dizer o mínimo. Tal qual o 2 x 0 no intervalo da Copa do Brasil 2022, o 1 x 0 no apito final da primeira etapa neste domingo também saiu barato.
Antes que se possa questionar. já iremos falar da grande pauta…

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
Mas afinal, o que tem a ver comparar a derrota em uma semifinal de Paulistão com eliminações em mata-matas de Libertadores ou Sul-Americana? Basta olhar para a impressão que ficou após a atuação da equipe em todas elas. Contra o Independiente del Valle, um time que mal levou perigo ao gol adversário, e que travou dentro de campo.
Contra Botafogo e LDU, o Morumbi lotado deveria ser o primeiro grande aliado do São Paulo em busca da classificação, com suas 60 mil vozes cantando e promovendo uma festa de brilhar os olhos. Porém, o time que deveria se contagiar com a beleza das arquibancadas, transformou isso em medo de perder, com atuações apáticas, sem nenhuma confiança e com gols cedidos em falhas bisonhas; contra o time carioca, só não foi pior graças ao fardo de “time pipoqueiro” que o próprio Glorioso carregava.
Hoje, com uma Arena Barueri jogando totalmente contra, vimos todos esses ingredientes se repetindo. Um time com zero confiança, não conseguindo acertar quatro passes em sequência, e que deu um mísero chute a gol em 90 minutos (e pasmem, esse “chute” foi o pênalti convertido por Calleri). Se o Palmeiras quisesse, teria feito um placar muito maior na noite de hoje. A questão psicológica precisa virar pauta dentro do São Paulo com urgência, o time não pode continuar entrando em decisões consumido pelo medo de perder. Não é possível que em pleno 2026, isso ainda seja um tabu internamente.

(Reprodução: CazéTV)
Porém, somos obrigados a entrar de novo no mesmo assunto, na pauta que assombra os clássicos entre São Paulo e Palmeiras desde 2021… mais uma vez, a arbitragem mancha um jogo entre os dois, coloca um asterisco em uma decisão entre clubes que viram a rivalidade mudar de patamar nos últimos anos.
No apito, a árbitra Daiane Muniz, que esteve no centro das atenções após a patética e machista entrevista de Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino. Pelas câmeras da transmissão, incluindo a imagem de uma “Eyecam” (visão da árbitra para os lances), não há qualquer perigo de Daiane não ter percebido o braço aberto de Gustavo Gómez dentro da área; ela própria teria admitido isso aos jogadores do São Paulo em um momento de reclamação. Um erro que não deveria acontecer em lances escancarados como esse, mas se for o caso, o papel do VAR é corrigi-lo e dar a chance do árbitro ou árbitra de campo se “salvar”.
No comando do VAR, Thiago Duarte Peixoto. O mesmo que em 2017, expulsou o volante Gabriel em um Corinthians x Palmeiras, sendo que a falta havia sido cometida por Maycon, também jogador da equipe alvinegra. Como sempre, foi para uma geladeira da federação e voltou à ativa, sem qualquer processo adequado de melhoria. Tudo isso até o próximo erro grave… e hoje, ele aconteceu.

Pênalti inexistente em Bobadilla, e marcado para “compensar” o erro anterior.
E tudo fica pior quando o Palmeiras amplia o placar, e pouco depois é marcado um pênalti questionável em Damián Bobadilla, com conviccção de Daiane Muniz e aprovação do VAR. Uma clara e falha tentativa de compensação, sendo que o pênalti ignorado ocorreu quando o jogo estava 1 x 0.
Por parte da federação paulista, é obrigação divulgar o áudio do VAR e a justificativa de Thiago Duarte Peixoto para não recomendar a revisão do lance. No mundo ideal, tanto Daiane como Thiago deveriam ser punidos à altura, mas sabemos que isso nunca acontece no futebol brasileiro.
Nada vai mudar o resultado, e o que fica é a segunda semifinal consecutiva onde o São Paulo é prejudicado pela arbitragem diante do Palmeiras. Pela terceira vez nos últimos quatro clássicos, o tricolor perde para o alviverde com erros grosseiros dos árbitros. E desde 2021, envolvendo os dois lados da moeda, esse é o nono erro capital da arbitragem em um Choque-Rei. Quando é que poderemos ter um São Paulo x Palmeiras debatido apenas pela bola jogada?

São Paulo se despede do Paulistão com má atuação e prejudicado pela arbitragem. (Foto: Gessica Pacheco/Pera Photo Press)
Na semifinal de 2025, o mesmo desabafo e nada mudou. Será que em 2027 teremos outro? E para os palmeirenses que acusarem são-paulinos de chorões, a arbitragem é ruim para todos, e em breve serão vocês que estarão reclamando dela. Enquanto o clubismo reger essa discussão, tudo continuará igual.
Sobre o São Paulo, por fim: não podemos passar um pano e maquiar o verdadeiro problema. A arbitragem errou e prejudicou o time, de fato, mas os nítidos problemas emocionais da equipe continuam uma luta evitada no planejamento da temporada. E não há contratações ou treinadores que façam milagre em um vestiário sem confiança. Não será a última decisão perdida de forma apática se nada mudar.









































