Gazeta Esportiva.com
·31 Januari 2026
Massis quer se distanciar de política e não pretende concorrer à presidência do São Paulo

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Novo presidente do São Paulo após a renúncia de Júlio Casares, Harry Massis definiu alguns dos primeiros passos depois de duas semanas no cargo. Um deles é evitar, ao máximo, se envolver com os bastidores políticos do clube. O mandatário deixou claro que seu foco será o futebol.
No entendimento do novo presidente, segundo soube a reportagem, não há mais ‘oposição e situação’ após a queda de Casares. Massis tem o desejo de unir frentes no cenário político para buscar o melhor para o São Paulo — tanto é que, em sua base aliada, ele conta com alguns ex-opositores do antigo presidente.
Massis, inclusive, chegou a ter uma reunião com o que considerou como ‘o outro lado’ para pedir uma união de forças, justamente com o objetivo de tirar o São Paulo da difícil situação na qual o clube se encontra. Recentemente, nome do Tricolor esteve estampado nas páginas policiais.

(Foto: Thais Bueno/Gazeta Press)
Neste período inicial de gestão, Harry Massis deixou os trâmites políticos nas mãos de Marcelo Pupo Barboza, que tem sido um de seus principais aliados nos bastidores. Pupo é membro do Conselho Consutivo e foi presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo de outubro de 2015 a dezembro de 2020). Passou a ser opositor de Casares aós a divulgação dos recentes escândalos.
O foco do novo presidente do São Paulo, neste momento, é equilibrar governança e administração para ajudar a reerguer o São Paulo, sem dar espaço para temas políticos.
“O período exige serenidade, maturidade e equilíbrio. Mas também exige união. Desde o primeiro momento que assumi interinamente, tive um objetivo claro e inegociável: proteger o São Paulo, proteger sua credibilidade, suas finanças e sua história. É tempo de reconstrução. Por isso faço hoje um apelo sincero a todos conselheiros, dirigentes, funcionários, atletas e torcedores. O São Paulo precisa de todos”, disse o presidente em seu discurso de posse.
Massis também garantiu que não será candidato à reeleição no São Paulo. O presidente deixou claro que sua intenção é governar o clube durante os 11 meses de gestão e, depois, entregar o comando do Tricolor ao novo presidente.
Conforme apurou a Gazeta Esportiva, Massis não tem planos de desistir dessa postura, ainda que ‘pegue gosto’ por gerir o São Paulo. O novo presidente valoriza o tempo em família e quer ter espaço para tal após a conclusão do mandato, que vai até o fim deste ano.
“Não falo em parte política. Não vou fazer política. Eu vou cuidar do São Paulo até o dia 31 de dezembro. Política não vou fazer. Não sou candidato, não vou para reeleição. Vou cumprir essa jornada de 11 meses e entregar o cargo para o futuro presidente, que tem que sair de uma união de todos os grupos”, disse Massis.
“Foi o que eu brinquei outro dia, vou colocá-los numa sala, trancar, tirar a chave, e que se batam, briguem, discutam. Depois de horas, alguém vai me chamar e comunicar as decisões para diretoria e conselho. Vou lá, vou aplaudir e pronto”, concluiu o presidente.
O São Paulo terá novas eleições presidenciais agendadas para o fim deste ano. Após Massis, o próximo presidente será eleito para comandar o clube no triênio 2027-2029.








































