Mantos do Futebol
·10 Februari 2026
Messi na Libertadores? O que se sabe, cenários e impacto no Brasil

In partnership with
Yahoo sportsMantos do Futebol
·10 Februari 2026

2
Foto de capa: Erika Mourão na Unsplash
Uma novidade pode agitar o futebol na América. Trata-se da possibilidade de Lionel Messi disputar a CONMEBOL Libertadores. A simples hipótese, ainda envolta em incertezas e dependente de costuras políticas, já foi suficiente para colocar o tema de volta no radar de clubes, dirigentes e do mercado.
E, de quebra, puxa para o centro do debate uma pergunta maior: até que ponto a Libertadores poderia voltar a se aproximar de equipes de fora da esfera tradicional da CONMEBOL, como clubes dos Estados Unidos e do México, em um ambiente cada vez mais pressionado por audiência global, receitas comerciais e calendários internacionais.
Quando um nome como Messi entra em pauta na Libertadores, o reflexo é imediato, inclusive nas apostas, que já começam a considerar os efeitos em análises desse movimento no mercado brasileiro. Pratique o jogo seguro.
O Inter Miami conta com três cocoprietários: o ex-jogador David Beckham, além dos irmãos empresários e bilionários Jorge e José Mas. A equipe é a atual campeã da MLS, a liga americana de futebol.
Em entrevista ao jornal Olé, Jorge Mas revelou que fez um pedido à CONMEBOL para que o clube possa disputar a Libertadores da América nas próximas temporadas.
“É um sonho, e obviamente, já tive conversas com a CONMEBOL e com Alejandro [Dominguez, presidente da entidade] para ver a nossa participação na Libertadores. Há precedentes, porque no passado clubes mexicanos já disputaram a Libertadores. Eu quero jogar, já disse isso publicamente”, declarou.
O empresário ainda destacou que acredita que os campeões da MLS e da liga mexicana merecem uma vaga na competição, mas que compreende que é um debate entre Concacaf e CONMEBOL.
“Creio que os campeões da MLS e da Liga MX [liga mexicana] são merecedores de uma vaga. Sei que são temas entre Concacaf e CONMEBOL, mas creio que se de alguma maneira for possível seguir crescendo o futebol no Hemisfério com a participação dos clubes norte-americanos e mexicanos, acho que a competição seria melhor”, completou.
O grande nome do Inter Miami é Lionel Messi, no clube desde 2023. Porém, a equipe investiu em outros jogadores para qualificar o elenco e oferecer ao craque argentino a possibilidade de brigar por título.
Entre eles, já passaram pela equipe Jordi Alba e Sergio Busquets, jogadores espanhóis que jogaram com o craque por anos no Barcelona. Ambos se aposentaram após a conquista da MLS na última temporada.
Porém, quem estava e segue na equipe é o uruguaio Luis Suárez, amigo de Messi. Outro nome de destaque é o argentino Rodrigo de Paul, que chegou na equipe após anos no Atlético de Madrid.
Mesmo tratando isso como um cenário hipotético, a presença de Messi em jogos da Libertadores e, possivelmente, no Brasil, teria efeitos imediatos dentro e fora de campo.
Por se tratar de uma estrela mundial, ele mexeria com três pilares ao mesmo tempo: operação, segurança e receita. Na prática, um jogo com Messi deixaria de ser “apenas mais uma partida” e passaria a exigir planejamento de evento.
A primeira consequência seria no calendário. Partidas desse porte tendem a gerar pedidos de ajuste de data e horário para acomodar transmissão internacional, deslocamentos e preparação operacional.
O capítulo de segurança mudaria de patamar. Seria comum ver reforço de efetivo, criação de perímetros, controle de acessos e protocolos mais rígidos na chegada e saída das delegações.
Em termos práticos, isso encarece o jogo, já que o custo para o mandante sobe com escoltas, monitoramento, equipe extra, segregação de torcidas e gestão de multidões, especialmente nas áreas externas, onde se concentram os maiores riscos e aglomerações.
No campo comercial, o efeito mais óbvio é a explosão na demanda por ingressos. A tendência seria de bilheterias recordes, com esgotamento relâmpago e valorização forte de setores premium, camarotes e pacotes corporativos.
A transmissão também sentiria o impacto. Um jogo com Messi puxa audiência global, o que abre espaço para negociações pontuais de janelas e formatos — do horário do jogo à oferta de sinais internacionais.
Plataformas e canais estrangeiros tendem a buscar sublicenciamento, direitos de melhores momentos e acesso a bastidores, elevando o valor de mídia e ampliando a exposição do clube mandante e do campeonato.
Com Messi, as marcas aceleram, como exemplo, a Adidas, que recentemente relançou uma edição especial em homenagem ao craque. O jogo vira vitrine para ativações em fan zones, aeroportos, pontos turísticos e dentro do estádio, além de produção massiva de conteúdo para redes sociais com apelo mundial.
Também cresce a chance de contratos de curta duração vinculados ao evento (ações específicas “por jogo”), porque a visibilidade é tão alta que o retorno pode justificar investimentos concentrados em poucos dias.








































