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·16 Juni 2026

Miguel Queiroz: “Queria trazer o título de volta a casa, que é aqui, no FC Porto”

Gambar artikel:Miguel Queiroz: “Queria trazer o título de volta a casa, que é aqui, no FC Porto”

Miguel Queiroz, natural de Portimão, no Algarve, é um dos atletas com mais anos de ligação a todo o universo do FC Porto: soma 13 temporadas, apenas menos duas do que os recordistas, o guarda-redes da equipa de futebol, Diogo Costa, e o pivô do andebol, Daymaro Salina. Todos capitães.

“O meu desafio, a minha missão pessoal era, a cada ano que não ganhava, perceber onde podia melhorar para ajudar a equipa. Fui guardando as pedras na minha bagagem e agora tirei-as das costas. É um peso muito grande que me sai de cima, é o primeiro troféu de campeão que levanto como capitão”, disse um emotivo Queiroz. “Mas as pedras que tirei da mochila vão ficar na prateleira, para me lembrar de todos os anos em que me obriguei a ser melhor para ajudar a equipa. Essa é a minha missão. E consegui voltar a trazer o título para o FC Porto, que significa tudo para mim. Queria trazer o título de volta a casa, que é aqui, no FC Porto, por mim e por todos os portistas”, continuou, referindo: “Vou morrer portista. São muitos anos, mas foi logo na primeira temporada. Nem sei bem como, mas os valores que os meus pais me passaram senti-os no FC Porto assim que cheguei. Aqui, desde o primeiro instante, senti-me em casa, senti que os meus valores pessoais eram exatamente iguais aos da cidade e do FC Porto.”


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A promessa à mãe que não pôde cumprir

Num discurso visivelmente emocionado, o poste dos azuis e brancos, que tem mais um ano de contrato em vigor com o FC Porto, fez questão de deixar dedicatórias. “A última vez que a minha mãe [Maria Elisabete] me viu jogar uma final, perdemos aqui. Abracei-a, chorámos os dois e disse-lhe que ela ia voltar a ver-me ser campeão ao vivo. Infelizmente, não foi possível, mas tenho certeza de que ela comeu umas lulas à algarvia, feitas pelo meu avô, pai dela, e que estavam a ver o jogo com uma sangria e muito orgulhosos de mim”, contou. “Também queria falar da minha mulher [Elodie, de origem francesa]. Mesmo quando eu duvidei, quando achava que, se calhar, seria eu que estava mal, a minha mulher sempre esteve lá para mim e mostrou-me a grande pessoa que sou. Por isso, e agradeço esta oportunidade, quero deixar-lhe um grande beijinho e que ela saiba que, sem ela, eu não era nada”, afirmou.

“Há cinco/seis épocas que me dizem que é a minha melhor”

Tendo deixado bem sublinhado o empenho pessoal para ajudar a equipa, O JOGO questionou Queiroz sobre a responsabilidade colectiva. “O ser humano tem sempre tendência a olhar para o lado”, lançou de imediato. “Mas eu, antes de olhar para o lado, embora também olhe, sempre olhei para mim, pensava no que podia melhorar. E há algo que me orgulha, que é o facto de nas últimas cinco/seis épocas toda a gente me dizer sempre que era a minha melhor época. Tenho um orgulho muito grande nisso”, refletiu. “Tento procurar as minhas falhas no jogo, ver como é que posso crescer e melhorar para ajudar a equipa e acho, sinceramente, que tenho feito bem esse trabalho”, apontou.

“Tenho muito para dar”

E se a melhor época de Miguel Queiroz ainda estiver por vir? “Acredito que sim, acredito”, sorriu, entusiasmado. “Há muita coisa para fazer, vou fazer 35 anos, mas acredito que ainda tenho muita coisa para dar”, respondeu. “Vou festejar, mas tenho pouco tempo, porque daqui a uma semana, menos até, começa a Seleção. Precisava descansar mais um bocadinho, mas de certeza que vou arranjar maneira de estar pronto para ajudar Portugal”, avaliou.

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