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·2 Januari 2026
Mourinho: «Com o FC Porto do ano passado teríamos outras hipóteses»

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Depois do empate em Braga, o Benfica vira agora as atenções para a receção ao Estoril, agendada para as 18h de domingo, a contar para 17ª jornada da Liga Portugal Betclic. Em conferência de imprensa de antevisão, o treinador encarnado, José Mourinho, analisou o adversário, as arbitragens e o mercado de transferências, deixando ainda críticas ao calendário.
Análise ao adversário: «A importância deste jogo é a de sempre. O objetivo é ganhar todos os jogos e quando isso não acontece é negativo. O Estoril é uma boa equipa, já os vi ao vivo e é uma equipa difícil. Joga um futebol muito interessante, para não elogiar ainda mais, mas podia fazê-lo. É uma equipa que não joga na Europa, o que significa uma semana de trabalho e de evolução com um bom treinador como é o Ian Cathro. É uma equipa que está tranquila na tabela e que quererá fazer um bom resultado.»
Prever o que aí vem: «As equipas que jogam contra nós têm vantagens, porque têm semanas completas para trabalhar e não acumulam tanta fadiga. Das equipas que estão na Europa, também somos a que está em situação mais difícil com o maravilhoso calendário que nos calhou. Depois de Newcastle, agora vem Real Madrid e Juventus. No nosso caso, muitas alterações significam um decréscimo no nosso jogo. Se me perguntares se vou fazer um pré-Braga frente ao Estoril, não, não o posso fazer, tenho de ir na máxima força frente ao Estoril e pensar jogo a jogo.»
Título: «A transição do calendário não me diz absolutamente nada. O reveillon, as passas e a roupa interior não me dizem nada. Em relação ao campeonato, agarro-me à matemática, porque ainda estão muitos pontos em disputa. Agarro-me ao facto de sermos a única equipa que ainda não perdeu em competições portuguesas. Não somos uma equipa do outro mundo, mas somos uma equipa difícil de bater, com as nossas forças e debilidades. Depois, só perder um jogo em 14, com o Leverkusen, num jogo em que massacrámos o adversário, também me dá força para continuar. Não podemos esquecer que o teu sucesso também depende dos outros. O FC Porto está a fazer uma primeira volta extraordinária e que não dá oportunidade mesmo a quem está a fazer bem. Se este FC Porto fosse o do ano passado teríamos outras hipóteses.»
Arbitragens: «Eu nunca tenho medo das arbitragens. Honestamente nem sei quem é o árbitro de amanhã. Nunca tenho problemas com os árbitros antes dos jogos. É claro que depois dos jogos há análises a fazer e coisas que posso dizer. Eu pessoalmente nunca vetaria um árbitro. Acredito que o que venha para o nosso jogo venha para fazer o bem.»
Estreia de Sidny Cabral: «Vai estar no banco. Não está em condições para jogar de início porque já não treina com a equipa do Estrela há algum tempo, devido à transferência. Esteve connosco três dias, o que é pouco. Mas é uma opção, pode jogar em várias posições. Está feliz, é um bom menino e penso que acabará por jogar.»
Força dos rivais: «Se o FC Porto tivesse empatado dois jogos era normal, mas o que está a fazer é anormal. Se o Sporting não tivesse a sorte de enganar ocasionalmente na marcação de um canto que dava um empate, também estaria mais perto de nós. O Benfica em condições normais também teria ganho ao SC Braga e teria ganho ganho com o Casa Pia. Acho que o árbitro será o mesmo no Gil Vicente-Sporting. Autoavaliação? Acho que é positiva, perdemos pontos com o Casa Pia e com o SC Braga da maneira que foi e empatámos com o Sporting.»
Extremo e rumores: «Lido com esta altura com tranquilidade e sei bem do que precisamos. A estrutura está a trabalhar. O Simão Sabrosa e o Mário Branco estão a trabalhar e chegará um jogador com essas características. Não vou comentar esses rumores porque estaria a falar de jogadores que não são nossos. Sobre esses nomes a única coisa que posso dizer é que os conheço. Em relação ao Batahov, nem sequer o conheço, por isso tentem ser mais equilibrados.»
Poucas oportunidades: «Um dos jogadores que cresceu muito na equipa comigo foi o Dahl. Só me lembro de dois erros: no Bayern e o penaltinho contra o SC Braga. Depois lembro-me de grandes jogos, sempre sólido defensivamente. Marcou o golo da vitória em Braga [risos]. É muito forte na recuperação e é difícil tirar-lhe o lugar. Na hora de lançar alguém optei pelo José Neto, que merecia depois do que fez no Mundial. Se me perguntar se o Obrador é bom jogador, eu digo que é, mas o Dahl não dá hipótese. Quanto ao Henrique Araújo, a equipa está muito adaptada ao Pavlidis e depois sofre com a situação do Ivanovic, que chegou com o comboio em andamento. Quanto a empréstimos, o Mário Branco está em cima disso e de certeza que há jogadores que irão sair.»









































