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·6 Januari 2026
Mourinho e a Taça da Liga: «Ter ganho tanta coisa não me retira apetite, continuo igual»

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Esta quarta-feira, Benfica e SC Braga disputam a última vaga na final da Taça da Liga. Na antevisão da partida, em conferência de imprensa, José Mourinho, treinador das águias, analisou a partida, falou das muitas ausências e o que isso obriga e ainda da importância de adicionar uma Taça da Liga ao seu palmarés e do Benfica.
Limitações e necessidade de reinventar: «Há sempre necessidade de adaptar. Principalmente porque nos vão faltar opções em termos de rotatividade e segundas opções. Vamos ter de fazer um bocadinho de exercício. Se não há António Silva e há Tomás e Otamendi, obviamente o terceiro virá de baixo, neste caso o Gonçalo Oliveira. Agarramo-nos também à equipa B e trabalho que fazemos com eles. Ontem a equipa B foi prejudicada pelas necessidades da equipa A. Obrigámos o Veríssimo a tirar o Prioste e o João Rêgo ao intervalo. Prejudiquei a equipa B naquele jogo. Mas vão estar no banco amanhã. Não poderiam jogar 90 minutos. Nesta colaboração nasce a proteção aos problemas de lesões que temos neste momento. Espero não ter de reinventar. Temos de reequilibrar as coisas, porque é um mês com muitos jogos. Um jogador que não jogue duas semanas, fica de fora seis jogos. Não é fácil.»
Dependência dos jovens e minutos: «Estamos numa situação onde ainda nos conseguimos equilibrar. O Gonçalo Oliveira estará no banco e está à porta. Podia dar mais exemplos. Sem Enzo, Prioste está à porta. Com Dahl, a porta está fechada para o José Neto, mas se abrir, ele está perto da porta. Temos vindo a abordar os nossos problemas da mesma maneira. Se recordarmos o drama da lesão do Lukebákio, abordámos a sua importância, quando queríamos desenvolver a equipa de certa forma. Fomos encontrando soluções. Agora, a coisa está mais difícil, mas com a situação da equipa B estar na Segunda Liga, que dá experiência aos mais jovens, é muito bom para o desenvolvimento dos jogadores.»
Comparação ao último duelo com o SC Braga: «Por vezes, as vossas perceções de fora, que são legítimas, não são coisas que os treinadores queriam que acontecessem. Não acredito que o SC Braga, a vencer 2-1 ao intervalo, tenha entrado na 2ª parte a dizer que só queria defender. Não acredito, mas quem visse poderia pensar isso. Se alguém disser que o Benfica, depois de fazer o 0-1, sem ter feito muito para tal, tentou defender, é errado. Às vezes os jogos vão em direções que não queremos. É um jogo que tem de acabar com vencedor. Do que conheço do SC Braga, sem ter relação muito próxima do Carlos Vicens, não acredito que vá tentar segurar para ir a penáltis. Tem tudo para ser um bom jogo.»
Conquista da Taça da Liga chega para boa época? «É tudo muito hipotético. Nem sabemos se chegaremos à final. Se chegarmos, não sabemos se ganhamos. Tudo é hipotético. Não gosto de ver as coisas nesse sentido. Suficiente é fazer o que fazemos, que é chegar ao limite no que temos para dar, para mim, como treinador, e para os jogadores, assim como o staff, independentemente da situação ser boa, má ou péssima. Não é agora com 62 anos que vou mudar a minha maneira de ser.»
Lesão de Enzo Barrenechea e situação de Manu Silva: «Sobre o Enzo, foi decidido tratamento conservador e não cirúrgico. Se fosse cirúrgico, a época tinha acabado, tendo em conta que nós precisamos dele e a avaliação feita, há boas possibilidades de recuperar de forma mais conservadora, reforçando a área. Nesse sentido, vamos ver. Pode ser que chegue ao FC Porto na próxima semana, com o Rio Ave. Amanhã não e, eventualmente, uma final também não. Quanto ao Manu, é a questão das portas. Temos dois jogadores para a posição, o Manu e o Aursnes. Podemos jogar perfeitamente com o Aursnes e não com o Manu, mas as opções estão ali. O Prioste tem meia dúzia de minutos na equipa principal, mas muitos na B, a mostrar maturidade. Treina connosco todos os dias. É um jogador da equipa principal que vai à B e não o contrário.»
Palavras de Luciano Gonçalves sobre comunicação dos árbitros: «Presidente dos árbitros é a pessoa indicada para essa análise. Obviamente acho que o debate público encerra uma dose maior de pressão. Seria mais fácil para os intervenientes não o haver. Se fizesse um jogo horrível e perdesse, era melhor para mim não ir à imprensa e que não se falasse dos erros. Dá maior estabilidade. Mas, por outro lado, o debate público dá sentido de responsabilidade, obriga a enfrentar os problemas. Não sei o que será melhor ou pior. Acho que o que seria bom, é seguir a minha perspetiva de dizer que, antes dos jogos, todos os árbitros são bons, competentes e honestos. Vamos confiar neles. Não estou a vender fumo. É verdade. Para mim, todos os árbitros que possam apitar jogos do Benfica. Depois da performance, logo vemos. Nós treinadores vamos sempre dizer quando não estamos felizes. Os programas vão sempre analisar. Depois, dá para perceber que muitas situações que, mesmo analisadas, não têm unanimidade. Nessas situações é que continuo a dizer que o VAR perturba o desenvolvimento natural do jogo. VAR ajuda em situações claras, que ajudam o árbitro. As situações duvidosas é que dão origem a que se fala e crie instabilidade nos árbitros.»
Estreia na Taça da Liga e possível nova final: «Não consigo olhar para isso desse maneira. Primeiro, se calhar não jogo a final. Já aí é um se. Se jogar, pode ser que ganhe. Não gosto de ir no hipotético. Estou habituado a jogar finais, ganhei muitas, perdi algumas e isso dá-me estabilidade emocional. Mas acho que não ajuda a ganhar ou não. São coisas independentes. Ter ganho tanta coisa não me retira apetite. Continuo igual nesse sentido.»
Situação de Aursnes e gestão da equipa: «Não temos condições para pensar em gestão. Os dois jogos que temos marcados, com SC Braga e FC Porto. Eventualmente no meio a final. São jogos que não dão espaço a rotatividade, especialmente uma meia final, com a final em jogo. A situação do Aursnes, e de todos os outros, embora só ele esteja no limite, é que vamos com tudo até onde der. Não temos condições para rotatividade. Vamos como vamos e vamos até ao limite. Quando jogarmos com o FC Porto na quarta-feira, temos o Rio Ave dois dias depois. Temos de olhar jogo a jogo. Amanhã o Aursnes joga a titular. Se houver jogo depois, logo vemos como reage.»
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Importância de vencer o primeiro troféu pelo Benfica: «Para mim, 26 ou 27 não muda muito, mas gostava muito que acontecesse. Para o Benfica, mais um troféu não muda a história. Agora, a alegria dos adeptos, com um grupo que merecesse muito, é o que cativa. Olho para este grupo e é muito bom, com gente muito boa, muito amiga, que não cria problemas. As pessoas que trabalham à volta da equipa têm uma dedicação muito grande. Por todos eles é que queria vencer o troféu.»









































