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·30 Maret 2026

MP intima Massis e mais sete da diretoria do São Paulo para depor em investigação

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A gestão do São Paulo se tornou alvo de um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público de São Paulo, após a análise de uma petição detalhada apresentada pela advogada Amanda Nunes Costa, integrante da Frente Democrática em Defesa do clube.

O documento fundamenta uma série de investigações sobre possíveis irregularidades administrativas que incluem conflitos de interesse, nepotismo e até o uso não autorizado da propriedade intelectual da instituição.


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Diante da gravidade dos relatos, o Ministério Público determinou que um grupo de oito dirigentes e ex-dirigentes preste esclarecimentos formais em um prazo de até 30 dias.

Entre os intimados a depor estão o presidente do clube, Harry Massis Júnior, e figuras centrais da administração, como o diretor de compliance Roberto Soares Armelin e a diretora administrativa Érica Ruiz Podadera.

Também deverão se manifestar o ex-superintendente geral Marcio Carlomagno, as diretoras Érica Duarte e Jaqueline Meirelles, além dos diretores Sergio Augusto Fonseca Pimenta e Eduardo Toni, responsáveis pelas pastas financeira e de marketing, respectivamente. O departamento jurídico do clube e outros advogados ligados à gestão também foram acionados para compor o corpo de depoimentos.

Um dos pilares da investigação aponta para um suposto conflito de interesses omitido nos documentos de governança do clube. Segundo a denúncia, Marcio Carlomagno e Érica Ruiz Podadera, que ocuparam cargos estratégicos e de influência direta em decisões administrativas, são casados, fato que não teria sido devidamente registrado.

A petição levanta suspeitas ainda mais severas ao citar indícios de gestão temerária e fraude em assinaturas. Alega-se que a diretora administrativa teria aumentado a própria remuneração e a de seu cônjuge de forma irregular, o que poderia caracterizar abuso de poder e crimes de natureza civil e penal.

A estrutura familiar na gestão também é questionada sob a ótica do nepotismo. O documento indica que a atual esposa do presidente Casares e uma ex-companheira do dirigente ocupam cargos diretivos nos departamentos social e assistencial.

O texto da Frente Democrática sustenta que, embora o estatuto possa permitir tais nomeações, a falta de justificativa técnica e transparência sugere um possível favorecimento indevido. Somado a isso, o uso da marca institucional para fins privados também entrou no radar do MP. Há questionamentos sobre a diretora Jaqueline Meirelles, que estaria promovendo acessórios de sua marca pessoal utilizando a imagem do São Paulo sem a comprovação de contratos de licenciamento ou pagamento de royalties.

Por fim, a investigação abrange aspectos da identidade visual e do cumprimento das normas estatutárias do clube. A Frente Democrática contesta o lançamento do uniforme planejado para a temporada de 2026, alegando que mudanças em símbolos institucionais exigem aprovação rigorosa dos órgãos competentes, o que não teria ocorrido conforme os ritos internos.

Embora o caso ainda esteja em fase inicial e as defesas ainda não tenham sido apresentadas ao Ministério Público, o inquérito coloca a atual administração sob uma pressão inédita por transparência e responsabilidade fiscal.

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