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·25 Maret 2026

MP requisita documentos, auditoria da EY e ata de reunião que aprovou afastamento de Tuma no Corinthians

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  1. Por Henrique Vigliotti/Redação da Central do Timão

Nesta terça-feira (24), o Ministério Público de São Paulo encaminhou ofício ao Corinthians requisitando o envio de documentos relacionados a investigações em andamento, bem como à reunião do Conselho Deliberativo realizada na última segunda-feira, que resultou na aprovação do afastamento do presidente do órgão Romeu Tuma Júnior.

O despacho é assinado pelo promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino e foi juntado aos autos de procedimento investigatório criminal em tramitação no Ministério Público, que apura atos praticados nas últimas gestões do clube e já resultou no oferecimento de denúncia contra os ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves.


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Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians

No documento, ao qual a Central do Timão teve acesso, o promotor afirma que já havia sido concedido prazo de dez dias para que o clube encaminhasse documentação que se comprometeu a entregar ao Ministério Público durante diligência realizada no Parque São Jorge em 12 de março, quando houve arrecadação de documentos com anuência da diretoria. Como o prazo se esgotou sem envio do material, o MP determinou nova cobrança por e-mail, fixando prazo de 48 horas para apresentação dos documentos pendentes.

Além disso, o Ministério Público requisitou cópia da ata da reunião realizada na última segunda-feira, na qual foi deliberado o afastamento provisório do presidente do Conselho Deliberativo. Segundo o ofício, há indícios de que a destituição teria ocorrido “aparentemente ao arrepio do Estatuto e do Regimento” do clube, motivo pelo qual o material será juntado ao inquérito civil que analisa a hipótese de intervenção judicial no clube, para apuração das circunstâncias e das “verdadeiras razões” do ato administrativo. Para esse envio, foi fixado prazo de 72 horas.

O promotor também determinou o encaminhamento integral da auditoria realizada pela empresa Ernst & Young, incluindo todos os documentos que embasaram o relatório. De acordo com o despacho, o conteúdo da auditoria interessa aos autos do procedimento investigatório criminal em curso e também a outro procedimento em tramitação na 6ª Promotoria de Justiça Criminal, especialmente em razão de cláusula mencionada no relatório que pode ter repercussões na esfera penal.

O ofício ressalta que, por ser considerado vítima nos procedimentos investigatórios, o próprio clube não teria interesse em ocultar informações, razão pela qual o Ministério Público entende não ser necessário requisitar os documentos diretamente à empresa auditora, devendo o Corinthians encaminhá-los espontaneamente. O relatório também foi apontado como relevante para verificar eventuais reflexos de natureza tributária decorrentes dos fatos investigados.

Por fim, o MP determinou que o envio da auditoria seja acompanhado da ata da reunião do Conselho de Orientação (CORI) de 25 de novembro de 2024, na qual há menção ao relatório e à cláusula destacada pelo promotor. Para essa remessa, foi fixado prazo de cinco dias.

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