Jogada10
·14 Juni 2026
Nascido em campo de refugiados, joia da Austrália faz história na Copa do Mundo

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·14 Juni 2026

Ter jogadores que nasceram em campo de refugiados em uma edição de Copa do Mundo é um fato pouco comum. Marcar gol no torneio, então, nem se fala. Foi o caso de Nestory Irankunda, que fez história ao abrir o placar para a Austrália na vitória por 2 a 0 sobre a Turquia, na madrugada deste domingo (14), pelo Grupo D, em Vancouver. O atacante de 20 anos nasceu na Tanzânia, após a família fugir do Burundi. Em seguida, imigraram para a terra dos cangurus.
Com o feito, Irankunda se junta a Alphonso Davies, que nasceu em campo de refugiados em Gana e se naturalizou canadense. Ele, inclusive, anotou o primeiro gol de sua seleção na história dos Mundiais, em 2022, contra a Croácia. Curiosamente, a trajetória dos dois se cruzou no Bayern de Munique, afinal Irankunda foi contratado pelos alemães, mas nunca jogou pelo time principal. Ao contrário de Davies, que costuma ser titular da lateral esquerda da equipe bávara.
O australiano se tornou profissional pelo Melbourne United e logo chamou a atenção de clubes europeus por sua velocidade e habilidade. O Bayern comprou os direitos econômicos da promessa por 3 milhões de euros (equivalente a R$ 15.8 milhões), em 2023, e o emprestou para o Grasshoppers, da Suíça. E no ano passado decidiu vendê-lo para o Watford, da Inglaterra, onde é titular. O gol contra a Turquia foi o sétimo dele pela Austrália.

Austrália brilhou contra a Turquia e largou na frente do Grupo D – Foto: Reprodução / Socceroos
“Havia uma guerra entre algumas tribos (no Burundi), e minha família teve que fugir para a Tanzânia. Foi muito difícil para eles, pelas histórias que escutei. Mas estamos muito gratos de estarmos na Austrália agora e vivermos uma boa vida”, disse Irankunda, em entrevista ao canal de Youtube “Keepup”.
“É um longo caminho sair de um campo de refugiados para a Austrália. A vida foi difícil para nós e obviamente quero deixá-los orgulhosos. O sonho do meu pai era ser jogador de futebol e eu estou realizando este sonho por ele”.
Mas Nestory Irankunda não está sozinho neste seleto grupo entre os convocados dos socceroos. Os também atacantes Awer Mabil e Mohamed Touré tem origem similar, já que nasceram em campos de refugiados do Quênia e na Guiné, respectivamente. Mabil, por sinal, disputou a Copa de 2022.
Até 2018, a Austrália costumava ter apenas atletas com raízes nativas e aborígenes em seu elenco. Nos últimos anos, porém, a miscigenação se tornou comum e, hoje, 15 dos 26 chamados têm famílias oriundas da Ásia e da África.
Outro jogador de muito destaque internacional que é oriundo de um campo de refugiados é Eduardo Camavinga. O meio-campista, que também atua como lateral-esquerdo, nasceu em Angola e defendeu a França na Copa de 2022.
Para este Mundial, no entanto, Camavinga ficou fora da lista do técnico Didier Deschamps. Ele defende o Real Madrid há cinco temporadas.

Eduardo Camavinga, do Real Madrid, é oriundo de um campo de refugiados em Angola – Foto: Denis Doyle / Getty Images
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