Clube Atlético Mineiro
·15 Januari 2026
North x Galo: coletiva de imprensa com Diogo Alves

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·15 Januari 2026

Pergunta: Depois de 15 anos, o Atlético volta a jogar em Montes Claros. Vocês esperavam essa pressão?
DIOGO ALVES: “A gente esperava um jogo difícil, sim. Primeiramente, porque depois de 15 anos uma equipe do Norte do Estado não competia nesse nível. Então, claramente gera uma ilusão, uma emoção, gera uma histeria maior do que o normal, isso é válido. Depois a gente tem que falar da condição do gramado, que ela não é adequada, mas que isso em nenhum momento é desculpa para o rendimento positivo ou negativo de qualquer equipe. Mas eu acredito que a gente, de certa forma, foi se ajustando, foi se adaptando às demandas que o jogo dava e fez aquilo que era possível dentro daquilo que a gente podia fazer para hoje”.
“Eu acredito que, de forma global, a atuação não é superpositiva, isso está claro, mas eu acredito que a gente tem que também ter algum tipo de mérito em um adversário que realmente trouxe um pouco mais de dificuldade do que a gente esperava”.
Pergunta: O que tem de ideia sua e o que tem de ideia do Sampaoli, nessa vinda sua pra cá?
DIOGO ALVES: “O movimento do Sampaoli é de que a gente precisa preparar três grupos para uma temporada muito longa, muito desgastante, e que a gente não pode realmente minimizar esse efeito desse calendário tão extenuante. Então, basicamente, o Sampaoli precisava dar um pouquinho mais de atenção para esse grupo que ficou lá, porque todos esses dois grupos que vieram para cá recebem atenção diária do Sampaoli”.
“Enfim, acredito que a gente não minimiza, não menospreza o torneio, não menospreza o adversário. Ao contrário, a gente segue uma linha de que ela não foi alterada desde o começo da nossa temporada, no dia 2, e a gente vai se respeitando independente dos resultados que o Atlético vem a ter na competição. Professor, esse é o seu segundo jogo”.
Pergunta: Esse é o segundo jogo utilizando os jogadores da Base. Qual a avaliação que vocês já estão fazendo, analisando esses jogadores?
DIOGO ALVES: “Eu acredito que o mais gostoso desse período de preparação para o grupo técnico nosso, do Sampaoli, é que a gente possa se conviver com aqueles que são os melhores jogadores da base na nossa avaliação desde o momento que a gente chegou no Atlético”.
“Eu acredito que eles respondem à altura. O CIGA tinha passado um dado que me chamou muita atenção. Alguns jogadores como o Cauã, como o Vitor Fernandes, como o próprio Índio e o Isepp, não completaram ainda sete jogos como profissional. O Gabriel Delfim hoje fez seu sétimo. Então, claramente, é muito difícil para eles. A gente está colocando eles num nível de exigência muito alto, e não exigência somente pelo adversário ou pelo confronto”.
“O nível de exigência é pela pressão externa que a gente todo dia percebe nas redes e todo dia percebe do nosso próprio torcedor. É óbvio que a gente exige, que a gente quer que os nossos jogadores sejam pressionados, mas a gente precisa ter um pouquinho de compreensão. E justamente por isso, talvez a nossa escolha é de colocar alguns jogadores um pouquinho mais experientes, que tenham um pouquinho mais de jogos. No caso do Júnior, que tem 400, ou o Natanael, que tem 300, já ainda é muito jovem, para que a gente possa dar suporte aos meninos. Não é fácil para eles, ainda que eles sejam muito talentosos, e não tenho dúvidas de que o grupo técnico do Sampaoli vai dar atenção devida, adequada, com todo o carinho que eles merecem”.
Pergunta: Qual é a importância do Rony receber esse carinho e marcar o gol?
DIOGO ALVES: “O Rony deveria receber carinho quase sempre. Porque o Rony é um atleta extremamente profissional ao longo da sua carreira. A gente não está falando de Clube Atlético Mineiro, a gente está falando de Palmeiras, a gente está falando de Japão, de Athlético Paranaense, enfim. Eu acho que é um jogador que merece muito respeito do torcedor, porque ele entrega exatamente a paixão e o amor pelo futebol, pela instituição, pelo clube que o torcedor sempre tem na arquibancada. Então, fico contente que a torcida do interior o valorize, e espero que a partir de hoje a gente tenha uma maior aceitação, um maior carinho para esse menino, que esse menino é fora da curva”.
Pergunta: O Cauã, qual é a avaliação que você faz dele, que é um jogador que nasceu em Montes Claros?
DIOGO ALVES: “A gente fica contente, o Cauã é da cidade, o Cauã estava super emocionado por estar provavelmente próximo de seus amigos e seus familiares. O Cauã entrou no momento que o jogo se desenhava para um abafo, para uma situação de bolas muito próximas da área, ele quase toca na primeira, se não estou equivocado”.
“Obviamente depois a expulsão condiciona, ele passa a ter uma atuação muito mais defensiva, quase que sem função, mas a gente fica muito feliz, é um menino que a gente segue apostando e segue trabalhando dia a dia”.
Pergunta: Campeonato curto, tempo de preparação também curta?
DIOGO ALVES: “Sem dúvida, todas as equipes do país estão sofrendo com isso. A gente vê outros estaduais aí, o próprio Mirassol, hoje acho que foi derrotado, até então não vinha sendo derrotado, o Cruzeiro na primeira rodada teve dificuldade, enfim”.
“O tempo de preparação é curto, os times do interior, acredito que assim como Sampaoli, que é o meu estado de nascimento, também se preparam desde os meses de novembro, dezembro, e claramente a demanda vai ficando sempre muito dificultada”.
Pergunta: A equipe, ela veio com uma conformação um pouco diferente, principalmente na parte defensiva, com três jogadores especialistas ali atrás. Depois você conhece uma opção por atrasar um pouco o Natanael, ainda com dois zagueiros, mas ainda a gente perdeu um pouquinho no meio de campo, ainda que não está conseguindo fazer a transição. Como é que você enxerga o caminho pra chegar nessa montagem legal, pra último passo, terceiro, terço de campo, ele ser bem construído nessa caminhada do Atlético?
DIOGO ALVES: “Concordo com você em relação a esse, abre aspas, vazio no meio de campo, que muitas vezes a gente acabou se confrontando. Eu acredito, sempre falam, as respostas não podem ser simples, e isso a gente tem um treinador aqui no Brasil que é o Fernando Diniz, que fala isso constantemente”.
“Não é porque a gente usou três defensores que a gente carece de mais criação, isso eu acho que é uma discussão que ela é muito rasa, pouco aprofundada. Eu acredito sim que a gente vem trabalhando pra otimizar essas relações ofensivas, o jogo Sampaoli é um jogo que demanda absolutamente muito a situação de ataque, mas obviamente, nós estamos falando de dez dias de preparação, nesses dez dias a gente teve dois jogos, claramente não era um time nem com a fluidez que a gente imagina, e não aconteceria em qualquer equipe do mundo com esse pouco tempo de preparação. A gente vai trabalhando, e não tenho dúvidas que a gente vai encontrar esse caminho que vocês também estão buscando”.
Pergunta: Resultado mesmo da definição da equipe na próxima semana?
DIOGO ALVES: “Não, eu acredito que a nossa preparação foi construída lá em dezembro, quando a gente conseguiu preparar esses três grupos de trabalho, pra que vocês entendam e fique claro, quando a gente elaborou esses três grupos de trabalho, a gente visava principalmente ofertar minutos, oportunidades, situações de jogadores que a gente acreditava que tinham tido menos minutos conosco no ano passado. Foram os casos de Renier, de Gabriel Menino que até então que estava aqui conosco, enfim. Outros jogadores que estão inseridos nesse grupo não estão vinculados à titularidade ou suplência, que são os casos de Alonso, de Alan Franco, a gente acredita em Rony, a gente acredita que esses jogadores não precisam, tampouco, de uma preparação muito extensa, porque eles estão acostumados a jogar 60, 70 jogos na temporada”.
“Aquele grupo que ficou lá, que muitas vezes a gente imagina que seja um grupo especial, titular, isso é uma mentira, esse grupo está lá porque, de fato, tem jogadores mais velhos, jogadores que talvez nunca tiveram um tempo de preparação grande, como são os casos do Ruan, por exemplo, defensor, que chegou hoje no final da temporada, e que a gente acreditava que precisavam demandar uma preparação mais extensa, visando, logicamente, todo o caminho da temporada. Então, eu acredito que o Atlético foi muito bem representado nesses dois jogos, acredito que se o Jorge escolher os selecionados para seguir representando o Atlético, vai ser bem representado, como sempre foi, eu não gosto de discriminar garotos, jovens ou jogadores mais experientes, eu acho que não é assim que o futebol funciona, eu acredito que a gente vai, pouco a pouco, tentando encontrar os tempos de preparação de cada um, os tempos de respostas físico, principalmente, ou de tempo de jogo de cada um, e, pouco a pouco, obviamente, o Sampaoli vai inserindo, vai insertando esses novos jogadores, porque a gente tem daqui a poucos dias, uma estreia no campeonato nacional, que sempre é muito complicado”.
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