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·2 Mei 2026
O inesquecível dia (do) 2: Jorge Costa no centro da festa azul e branca no Dragão

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·2 Mei 2026

É um dia diferente na cidade do Porto. Não se trata apenas de um sábado.
Trata-se do dia em que o FC Porto pode voltar a sagrar-se campeão nacional da Liga Portugal Betclic, algo que tinha acontecido pela última vez em 2021/2022 e com Sérgio Conceição no banco de suplentes. Quatro anos depois, Farioli encontra-se pertíssimo de devolver a glória ao emblema da Invicta, ansioso e expectante para o jogo com o FC Alverca.
As horas que antecedem o encontro são marcadas pela ameaça de chuva e por um tempo que, ainda assim, não afasta a massa adepta do Estádio do Dragão, palco possível das primeiras celebrações. O ambiente é intenso: muito azul e branco, boa disposição no ar e uma vontade quase palpável de ver a bola rolar.
Estamos no segundo dia de maio. O final de temporada traz consigo o tempo das reflexões, onde se revisita o início desta caminhada, que se iniciou no verão passado, após um Mundial de Clubes que ficou aquém das expectativas.
A preparação desta época, recorde-se, contou com o contributo de Jorge Costa, uma das figuras maiores da história do clube, cuja morte, a 5 de agosto, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória no Olival, deixou um vazio profundo. O então diretor de futebol partiu antes mesmo do arranque oficial da temporada 2025/2026.
Uma perda irreparável, sentida por todo o universo portista e pelo futebol português em geral.
«Jorge Costa foi um dos nossos mais queridos jogadores, uma lenda que vivia o clube e o portismo como poucos. Era único na sua forma de ser e de se relacionar connosco e com as nossas cores. Queremos hoje dizer-lhe que estaremos sempre ao seu lado, com a consciência e a obrigação de lhe devolver tudo o que ele nos deu ao longo da sua vida», referiu André Villas-Boas na altura da morte, entre lágrimas e muita emoção nas palavras dirigidas à restante família presente no, agora, CTFD Jorge Costa.
O legado de Jorge Costa manteve-se presente ao longo de toda a temporada. Foram muitos os adeptos que fizeram questão de vestir a sua camisola durante o ano - gente que cresceu a vibrar com as conquistas, com a sua qualidade dentro de campo e que, acima de tudo, se revia na forma como personificava os valores do FC Porto.
Este sábado, 2 de maio de 2026, o cenário não é diferente. Caminhámos pelas imediações do Estádio do Dragão desde cedo, ainda várias horas antes do apito inicial marcado para as 20h30. Um Estádio do Dragão que ainda lambe as feridas da sua morte, mas que está prestes a sorrir com a conquista do 31.º título de campeão nacional.
Entre conversas, camisolas e mensagens escritas em cachecóis, sente-se um ambiente carregado de significado.
Não demorou muito até encontrarmos o primeiro adepto com a camisola «Jorge Costa». É deste ano, com o nome do antigo central dos azuis e brancos estampado nas costas. O passo apressado não permite mais do que um breve cruzar de olhares. Uma possível entrevista fica para a próxima.
Outro, aliás, também fez questão de prestar uma homenagem com o seu cachecol [ver primeira imagem de todas] e uma bandeira de Cabo Verde nas pernas. Um legado que se alarga a gerações e quebra fronteiras.
Continuamos a percorrer os arredores do estádio, tentando absorver cada detalhe do ambiente. Na 'Porta 2', como tantas vezes, juntam-se mais adeptos a tirar fotografias e a recordar o legado de «O Bicho». Muitos talvez ainda não tivessem tido oportunidade de parar ali, ou simplesmente quiseram guardar uma imagem carregada de simbolismo num dia que pode entrar para a história.
Os momentos multiplicam-se, o tempo passa a correr e o início do jogo aproxima-se. O resultado ainda é uma incógnita, mas uma coisa parece certa: se o FC Porto voltar a ser campeão nacional, um dos primeiros nomes a ecoar será o de Jorge Costa.
No dia 2 de maio, pois claro.
O número ligado a Jorge Costa.






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