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·3 Mei 2026
O VAR de ontem que copia exames não caiu do céu

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Desde cedo que o VAR de ontem tem mostrado incompetência no desempenho das suas funções. Primeiro como árbitro, agora como VAR. E não somos nós que estamos aqui a inventar um passado só porque ontem prejudicou o Benfica em Famalicão.
A própria imprensa já elencou, ao longo dos anos, uma série de casos à volta de Rui Oliveira. Desde a polémica dos exames de arbitragem até às decisões que teve de ir explicar ao Conselho de Arbitragem. Portanto, convém dizer isto com todas as letras: o problema não começou ontem. Ontem foi apenas mais um episódio.
Em 2014, o então presidente do Núcleo de Árbitros de Beja, Vítor Madeira, mostrou publicamente a sua indignação com o processo dos testes de acesso à arbitragem. O Correio Alentejo escreveu, em novembro desse ano, que Rui Filipe Oliveira, do Porto, foi “apanhado a copiar” e não entregou o exame.

Mais tarde, em 2017, o Record voltou ao tema e escreveu que Rui Oliveira teve uma “ascensão polémica” à primeira categoria, acrescentando que o árbitro foi acusado de ter sido beneficiado na subida.
Mas a história não fica por aqui.
Em 2018, Rui Oliveira foi chamado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, juntamente com Vasco Santos, para explicar o polémico golo validado a Felipe, na vitória do FC Porto frente ao Feirense. O assistente tinha assinalado fora de jogo, mas a decisão foi revertida depois da comunicação entre árbitro e VAR. O Record noticiou que ambos foram chamados para esclarecer a abordagem ao lance.
Ou seja, estamos a falar de um árbitro com um percurso cheio de episódios difíceis de explicar. Um árbitro que já esteve envolvido em polémicas nos testes. Um árbitro que já teve decisões suficientemente graves para ter de ir ao Conselho de Arbitragem dar explicações. E, mesmo assim, continua a aparecer em jogos decisivos, agora como VAR, com o Benfica a disputar objetivos fundamentais.
É isto que revolta.

Não é apenas o erro. É o histórico. É a repetição. É a normalização. É olhar para a ficha de um árbitro, ver polémicas atrás de polémicas, e mesmo assim continuar a vê-lo nomeado para jogos onde se decide o futuro desportivo e financeiro de um clube.
Depois querem que ninguém desconfie. Depois querem que todos aceitem isto como se fosse apenas mais um lance discutível. Depois querem que os benfiquistas fiquem calados perante um VAR que tinha obrigação de intervir e não interveio.
Rui Oliveira não caiu do céu. O seu percurso está escrito. As polémicas também. E ontem, mais uma vez, o Benfica ficou a pagar a fatura.







































