Esporte News Mundo
·20 Juni 2026
Opinião: Brasil vence, mas atuação deixa dúvidas

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·20 Juni 2026

A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira, pela Copa do Mundo, pode até soar tranquila no placar, mas está longe de refletir uma atuação realmente convincente da Seleção Brasileira. O time resolveu o jogo ainda no primeiro tempo, com eficiência e intensidade, mas voltou do intervalo com uma postura completamente diferente, e isso liga um alerta importante.
Na etapa inicial, o Brasil mostrou organização, pressionou alto e soube aproveitar as oportunidades, com destaque para Matheus Cunha, que foi decisivo ao marcar duas vezes. A equipe parecia encaixada, criando com naturalidade e dominando um adversário tecnicamente inferior. O terceiro gol, marcado por Vinicius Junior, reforçava a impressão de uma vitória construída sem maiores dificuldades.
O problema veio no segundo tempo. O Brasil diminuiu drasticamente o ritmo, perdeu concentração e passou a oferecer espaços desnecessários. Contra uma seleção mais qualificada, esse tipo de queda de intensidade pode custar caro. O Haiti, mesmo limitado, conseguiu assustar em alguns momentos, algo que não deveria acontecer diante de uma equipe com as pretensões do Brasil.
Outro ponto que chama atenção é a falta de consistência ao longo dos 90 minutos. A Seleção ainda oscila demais dentro de um mesmo jogo, o que impede uma leitura mais otimista sobre seu real nível nesta Copa.
Por outro lado, a entrada de Endrick foi um dos aspectos mais positivos da partida. O jovem atacante deu mais mobilidade, intensidade e presença ofensiva ao time. Mesmo com pouco tempo em campo, participou bem das jogadas, se mostrou ativo e chegou a balançar as redes, ainda que em posição irregular. É o tipo de jogador que muda o ritmo da equipe, algo que o Brasil claramente perdeu no segundo tempo.
Diante disso, a discussão sobre sua titularidade deixa de ser apenas uma aposta para o futuro e passa a ser uma necessidade imediata. Endrick oferece características que hoje parecem indispensáveis para o ataque brasileiro, principalmente em jogos que exigem mais dinamismo e agressividade.
A vitória veio, os três pontos também, mas a atuação deixa dúvidas. Se quiser realmente brigar pelo título, o Brasil vai precisar manter o nível do primeiro tempo durante toda a partida — e, talvez, dar mais espaço a quem demonstra estar pronto para assumir protagonismo.







































