Território MLS
·20 Mei 2026
Os gigantes da Liga MX: veja os 10 maiores clubes do futebol mexicano

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Os maiores times da Liga MX, principal liga de clubes do América do Norte e Central
Fundada oficialmente em 1943, a Liga MX se consolidou como a principal liga da Concacaf e uma das competições mais tradicionais do planeta fora da Europa e da América do Sul. O futebol mexicano construiu clubes gigantescos, rivalidades históricas, estádios lendários e uma cultura esportiva que ultrapassa fronteiras, principalmente pela enorme conexão com a comunidade mexicana nos Estados Unidos.
Mas grandeza no México nunca foi apenas questão de títulos. O peso da torcida, a influência cultural, a relevância nacional, o impacto continental, os ídolos históricos e a importância de cada clube para o desenvolvimento da própria liga também fazem diferença. E historicamente, os clubes da Cidade do México sempre carregaram enorme vantagem política, financeira e midiática dentro do futebol mexicano.
Levando tudo isso em consideração, o Território MLS fez o ranking atual dos maiores clubes da história da Liga MX.
Mesmo representando uma cidade menor dentro do cenário mexicano, o Santos Laguna construiu uma trajetória extremamente respeitada nas últimas décadas. O clube virou potência principalmente a partir dos anos 1990, acumulando títulos nacionais e campanhas consistentes.
Além dos troféus, o Santos ganhou reconhecimento pela organização, pela capacidade de revelar jogadores e pela atmosfera criada por sua torcida no Estadio Corona. O clube ajudou a consolidar o crescimento do futebol no norte mexicano e se transformou em uma referência da era moderna da Liga MX. Apesar disso, o clube vem de campanhas ruins no Clausura e Apertura, sem conseguir destaque nacional nos últimos quatro anos.

Foto: divulgação/Santos Laguna
O León faz parte da elite histórica do futebol mexicano desde os primeiros anos da Liga MX. O clube brilhou em diferentes épocas e conseguiu permanecer relevante ao longo das gerações. Depois de um período difícil no começo dos anos 2000, o León voltou ao topo com o bicampeonato conquistado em 2013 e 2014, recolocando o clube entre os protagonistas nacionais. A paixão da torcida e a força histórica da equipe ajudam a explicar por que o León continua sendo um dos clubes mais respeitados do México.

Foto: divulgação/Club León
O Pachuca talvez seja o clube mexicano que mais cresceu internacionalmente neste século. Conhecido pela excelente estrutura e pela tradição em formação de atletas, o clube se transformou em uma potência continental graças às campanhas históricas na Concachampions.
Além do sucesso internacional, o Pachuca também acumulou títulos nacionais importantes e ganhou enorme respeito por sua estabilidade administrativa. O clube ainda entrou para a história ao conquistar a Copa Sul-Americana de 2006, feito raríssimo para uma equipe mexicana. Apesar disso tudo, os “Tuzos” ainda não contam com uma torcida grande e atenção da mídia nacional.

Foto: divulgação/Pachuca
Representando a Universidade Nacional Autônoma do México, o Pumas construiu uma das identidades mais fortes do futebol mexicano. O clube virou símbolo cultural da Cidade do México graças à tradição universitária, à formação de jogadores e à forte ligação popular.
Ao longo da história, os Pumas conquistaram títulos importantes e revelaram gerações fundamentais para o futebol mexicano. O ambiente do Estadio Olímpico Universitario e a relação emocional entre torcida e clube fazem do Pumas um dos gigantes históricos da Liga MX.

Foto: divulgação/Pumas
O Monterrey representa a modernização estrutural do futebol mexicano. Com enorme capacidade financeira, estádio de ponta e investimentos agressivos, os Rayados se consolidaram como uma das instituições mais fortes da Concacaf.
Além dos títulos nacionais, o sucesso continental elevou ainda mais o tamanho do clube. As campanhas em Mundiais de Clubes e o domínio recente na Concachampions ajudaram o Monterrey a se tornar uma das marcas mais fortes da América do Norte.

Foto: divulgação/Monterrey
Nenhum clube cresceu tanto no século XXI quanto o Tigres. A partir dos anos 2010, a equipe de Monterrey passou a dominar o futebol mexicano graças à combinação entre estabilidade, investimento e grandes jogadores.
A era de Ricardo Ferretti e André-Pierre Gignac transformou completamente o patamar do clube. O Tigres acumulou títulos nacionais, finais consecutivas e ainda entrou para a história ao alcançar a final do Mundial de Clubes da FIFA em 2020. Hoje, o clube possui uma das torcidas mais intensas e apaixonadas do México, e fará a final da CONCACHAMPIONS contra o Toluca.

Foto: divulgação/Tigres
Mesmo sem o peso midiático dos clubes da capital, o Toluca construiu um dos currículos mais fortes da história da Liga MX. O clube dominou especialmente os anos 1990 e o começo dos anos 2000, tornando-se uma máquina vencedora.
A geração liderada por José Saturnino Cardozo marcou época pelo futebol ofensivo e pela enorme eficiência em mata-matas. Os títulos acumulados colocaram o Toluca definitivamente entre os clubes mais importantes do futebol mexicano. Atualmente, é o clube a ser batido no país, vindo de um bicampeonato seguido, e está na decisão da CONCACHAMPIONS.

Foto: divulgação/Toluca
O Cruz Azul se transformou em uma das instituições mais tradicionais e populares do México graças ao domínio construído nos anos 1970. A “Máquina Cementera” acumulou títulos nacionais e consolidou uma torcida gigantesca espalhada por todo o país.
Mesmo atravessando décadas de frustrações em finais e longos jejuns sem títulos, o clube jamais perdeu relevância. Pelo contrário: a pressão constante e a paixão da torcida fortaleceram ainda mais sua dimensão cultural dentro do futebol mexicano. Atualmente, “Lá Máquina” está na decisão do Clausura e irá encarar o Pumas.
Foto: divulgação/Cruz Azul
O Chivas transcende o futebol. A decisão histórica de atuar apenas com jogadores mexicanos transformou o Guadalajara em um dos maiores símbolos culturais do país.
A era do “Campeonísimo”, entre as décadas de 1950 e 1960, ajudou a moldar a identidade vencedora do futebol mexicano. Além disso, o clube construiu uma conexão emocional gigantesca com milhões de torcedores espalhados pelo México e pelos Estados Unidos. Mesmo em momentos de crise, o peso cultural do Chivas permanece intocável.
O caso do Cade Cowell gerou muita discussão porque ele nasceu nos Estados Unidos e atuou pelas seleções de base americanas. Porém, Cowell possui ascendência mexicana por parte da família e tem cidadania mexicana, algo que o Chivas considera compatível com sua filosofia institucional.
Historicamente, o clube já flexibilizou a interpretação em outros casos parecidos. Ou seja: a regra não é necessariamente “apenas mexicanos nascidos no México”, mas sim jogadores considerados mexicanos pelo clube em termos de identidade e nacionalidade. Mesmo assim, a contratação do Cowell foi bastante debatida no México porque muitos torcedores entendem que ela representa uma flexibilização mais moderna da tradição histórica do “Rebaño Sagrado”.

Foto: divulgação/Chivas
Nenhum clube representa mais poder, protagonismo e influência no futebol mexicano do que o América. O clube da capital acumulou títulos, estrelas históricas e campanhas marcantes ao longo de diferentes gerações, consolidando-se como a principal potência da Liga MX.
Além de ser o maior campeão nacional, o América construiu enorme relevância continental e se transformou em uma das marcas esportivas mais fortes da América Latina. O peso político, econômico e midiático da Cidade do México também ajudou o clube a ampliar sua influência ao longo das décadas. Amado por milhões e odiado por praticamente todos os rivais, o América ocupa hoje o topo definitivo da história do futebol mexicano, sob comando do brasileiro André Jardine, técnico com mais títulos na história das “Águias” e dono do inédito tricampeonato mexicano seguido.

Foto: divulgação/Club América







































