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·12 Maret 2026

Osmar Stabile pede afastamento cautelar do presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians

Gambar artikel:Osmar Stabile pede afastamento cautelar do presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians
  1. Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

O presidente do Corinthians Osmar Stabile protocolou na última quarta-feira (11) um requerimento junto à Comissão de Ética e Disciplina do clube solicitando o afastamento cautelar de Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho Deliberativo (CD). A informação foi publicada inicialmente pela Gazeta Esportiva e confirmada pela Central do Timão.

Stabile afirma que o presidente do Conselho teria adotado uma postura de “interferência agressiva” na gestão, citando o envio de sucessivos requerimentos com pedidos de esclarecimento sobre atos da diretoria. O mandatário também relatou um episódio ocorrido no último fim de semana, nas dependências da pizzaria do clube, que classificou como ameaça.


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Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior. Foto: Henrique Vigliotti/Central do Timão

O assunto foi levado por Stabile ao plenário do Conselho Deliberativo na reunião realizada na última segunda-feira (9), convocada para deliberar sobre o projeto de reforma do Estatuto do Corinthians. As declarações provocaram forte reação entre os conselheiros, gerando tumulto e impedindo a continuidade da sessão. Diante do impasse, Tuma encerrou a sessão e determinou que a proposta fosse encaminhada diretamente à Assembleia Geral, posteriormente convocada para o dia 18 de abril.

Fundamentação estatutária do pedido

No requerimento encaminhado ao presidente da Comissão de Ética e Disciplina Leonardo Pantaleão, o presidente do clube baseia o pedido nos artigos 27, 28 e 30 do Estatuto social, que tratam das penalidades aplicáveis a associados.

Os dispositivos estabelecem hipóteses de advertência, suspensão e desligamento, incluindo casos de comportamento agressivo, prática de ato considerado condenável, reincidência em infrações ou conduta que possa prejudicar a imagem da instituição. O artigo 30 prevê que as sanções sejam aplicadas pela Comissão de Ética e Disciplina, podendo haver suspensão liminar do associado quando a infração em apuração admitir pena de desligamento.

Conforme o Estatuto, o procedimento deve ser conduzido pela Comissão de Ética e Disciplina, que elabora parecer a ser encaminhado ao Conselho Deliberativo, responsável pela decisão final. O presidente do CD ainda não foi formalmente notificado da solicitação.

Nos bastidores, a expectativa é que Romeu Tuma Júnior utilize o artigo 89 do Estatuto para contestar o pedido. O dispositivo define que compete à Comissão de Ética instruir e relatar processos envolvendo membros do Conselho Deliberativo e da diretoria, mas não faz previsão expressa de afastamento cautelar de dirigentes, o que pode abrir discussão sobre a legalidade da medida pretendida pela presidência do clube.

O que muda caso o presidente do Conselho seja afastado

Caso o afastamento do presidente do Conselho Deliberativo seja confirmado, haverá alteração imediata na composição dos principais órgãos internos do clube. O atual vice-presidente do Conselho Leonardo Pantaleão assumiria a presidência do órgão. Com a mudança, a conselheira Maria Ângela Ocampos, atualmente secretária do Conselho Deliberativo, passaria a ocupar a vice-presidência e, consequentemente, assumiria também o comando da Comissão de Ética, órgão responsável pela condução do processo.

A possível alteração na estrutura volta a gerar debates internos por causa de um episódio ocorrido em 31 de maio de 2025, quando Maria Ângela, ao lado de aliados do presidente destituído Augusto Melo, anunciou o suposto afastamento de Romeu Tuma Júnior e tentou rever decisões tomadas pelo Conselho Deliberativo, inclusive medidas relacionadas ao processo de impeachment do presidente.

Na ocasião, o então presidente da Comissão de Ética Roberson de Medeiros, conhecido como Dunga, encontrava-se afastado por motivos de saúde, motivo pelo qual a secretária alegou ter assumido interinamente a presidência do órgão. O afastamento de Tuma, no entanto, não foi formalizado, e o episódio passou a ser tratado internamente como uma tentativa de ruptura institucional, atualmente sob apuração na própria Comissão de Ética.

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