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·25 Maret 2026
Palmeiras na Copa do Brasil: os 4 títulos e a história completa do Verdão na competição

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O Palmeiras é um dos maiores campeões da Copa do Brasil. Com quatro conquistas — 1998, 2012, 2015 e 2020 —, o Verdão construiu uma história de glórias, reviravolta e emoção na mais importante competição nacional de mata-mata do país. Cada troféu chegou em um contexto diferente, cada final tem um herói próprio, e cada título deixou uma marca indelével na memória da torcida alviverde.
Neste artigo, o Portal do Palestra reúne tudo o que você precisa saber sobre a trajetória palmeirense na Copa do Brasil: as campanhas título por título, os artilheiros, os técnicos, os momentos históricos, os números que definem a presença do clube na competição e os recordes que fazem parte do legado verde.
Do “gol espírita” de Oséas em 1998 à maestria de Abel Ferreira no bicampeonato mais recente, passando pela campanha invicta de Felipão em 2012 e pela madrugada dos pênaltis com Fernando Prass em 2015, a Copa do Brasil sempre reservou ao Palmeiras capítulos que ficarão para sempre na história do clube.
Leia também: A lista completa de títulos do Palmeiras
O Palmeiras conquistou a Copa do Brasil em quatro oportunidades: 1998, 2012, 2015 e 2020. São quatro décadas diferentes, quatro contextos distintos, quatro gerações de torcedores que viveram a emoção de ver o Verdão erguer o troféu nacional de mata-mata.
Entre os clubes que mais vezes levantaram a Copa do Brasil, o Palmeiras figura entre os cinco maiores campeões da história da competição, ao lado de nomes como Cruzeiro (6 títulos), Grêmio, Flamengo e Corinthians. Com quatro conquistas, o clube demonstra consistência ao longo de décadas em uma competição que exige qualidade em todos os jogos — não há segundo turno, não há pontos corridos. Ou você vence, ou você vai para casa.
O Palmeiras entrou na edição de 1998 da Copa do Brasil como um dos favoritos. Luiz Felipe Scolari comandava um elenco recheado de jogadores talentosos, em plena era Parmalat — o período mais glorioso da história recente do clube até então. A conquista viria em maio, meses antes da histórica Libertadores de 1999, e funcionou como um aperitivo do que estava por vir.
A campanha foi equilibrada. Em 12 jogos, o Verdão venceu 6, empatou 4 e perdeu 2, marcando 21 gols e sofrendo 8. A equipe eliminou o CSA, o Ceará, o Botafogo e outros adversários ao longo do caminho, até chegar à decisão contra o Cruzeiro — um dos rivais mais tradicionais do futebol brasileiro e um adversário de alto nível para qualquer finalista.
A ida foi no Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 26 de maio de 1998. O Cruzeiro venceu por 1 a 0, o que deixou o Palmeiras em situação delicada para o jogo de volta, marcado para 30 de maio, no Morumbi. Para conquistar o título, o Verdão precisava ganhar por pelo menos dois gols de diferença.
E foi exatamente o que aconteceu — mas com drama. No Morumbi, o Palmeiras construiu a virada, venceu por 2 a 0 e conquistou o título no agregado de 2 a 1. O herói da noite foi Oséas, cujo gol decisivo entrou para o imaginário coletivo da torcida como o “gol espírita” — uma finalização em ângulo impossível, com o atacante pressionado e sem espaço, que acabou encapotando a bola para dentro das redes cruzeirenses e decidindo o título nos minutos finais.
🏆 Copa do Brasil 1998 1º Título
Adversário na Final
Cruzeiro
Placar Agregado
2–1
Jogos da Final
26 e 30/05/1998
Técnico
Luiz Felipe Scolari
Artilheiro do PAL
Paulo Nunes (5 gols)
Herói da Final
Oséas
O título chegou meses antes da Copa Libertadores de 1999 — o primeiro grande ciclo vencedor da era Parmalat estava completo.
A conquista de 1998 foi mais do que um troféu. Foi a consolidação de que o Palmeiras de Scolari e da era Parmalat estava no nível mais alto do futebol sul-americano. No ano seguinte, o clube conquistaria a Copa Libertadores pela primeira vez na história, derrotando o Deportivo Cali na final.
Catorze anos depois do primeiro título, o Palmeiras voltou a conquistar a Copa do Brasil em uma das campanhas mais dominantes da história do clube na competição. A edição de 2012 foi marcada por uma contradição peculiar: ao mesmo tempo que o Verdão estava ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, conseguia se sagrar campeão nacional invicto em um torneio paralelo.
Luiz Felipe Scolari — o mesmo Felipão de 1998 — retornava ao clube para uma segunda passagem e construiu uma campanha simplesmente impecável. Em 11 jogos disputados, o Palmeiras venceu 8 e empatou 3. Nenhuma derrota. O melhor ataque da competição, com 23 gols marcados. A melhor defesa, com apenas 6 gols sofridos — uma média de 0,54 por partida. Foi a campanha mais dominante do Verdão em qualquer Copa do Brasil.
O Palmeiras começou a competição pela primeira fase, eliminando o Coruripe-AL (1–0 fora, 3–0 em casa) com tranquilidade. Na sequência, despachou o Horizonte e avançou pelas fases seguintes eliminando o Paraná e o Athletico-PR. Na semifinal, o adversário foi o Grêmio, que também foi superado. A campanha foi de consistência absoluta — o Palmeiras nunca deu a impressão de que poderia perder naquela Copa do Brasil.
O adversário na grande final foi o Coritiba, clube paranaense que vivia um bom momento. O jogo de ida, no dia 5 de julho de 2012, foi disputado na Arena Barueri — o Palmeiras ainda não tinha o Allianz Parque — e o Verdão venceu por 2 a 0, construindo uma vantagem confortável para o confronto de volta.
Na partida de volta, no 11 de julho de 2012, no Estádio Couto Pereira em Curitiba, o Coritiba diminuiu o placar agregado com um gol, mas o Palmeiras respondeu logo em seguida com Betinho, garantindo o resultado em 1 a 1 na partida e 3 a 1 no agregado. Título conquistado. Campanha invicta encerrada com chave de ouro.
🏆 Copa do Brasil 2012 2º Título
Adversário na Final
Coritiba
Placar Agregado
3–1
Jogos da Final
05 e 11/07/2012
Técnico
Luiz Felipe Scolari
Campanha
Invicta (8V 3E)
Herói da Final
Betinho
Campanha invicta com o melhor ataque (23 gols) e a melhor defesa (6 gols sofridos) da competição — a mais dominante da história do Verdão na Copa do Brasil.
O paradoxo daquela temporada é um capítulo curioso na história do clube. O mesmo Palmeiras que ergui o troféu da Copa do Brasil em julho de 2012 terminou o Campeonato Brasileiro rebaixado para a Série B naquele ano. Foi uma das situações mais dramáticas e contraditórias vividas pela torcida alviverde: campeão em um torneio, descendo em outro. A Copa do Brasil de 2012 ficou marcada pela grandeza técnica da campanha e pela amargura que viria meses depois.
Se a Copa do Brasil de 2012 foi sobre domínio, a de 2015 foi sobre drama. A terceira conquista palmeirense na competição foi decidida nos pênaltis, em uma final contra o Santos que entrou para a memória coletiva da torcida verde como uma das noites mais emocionantes da história do Allianz Parque.
A campanha de 2015 teve o técnico Marcelo Oliveira no comando. O Palmeiras eliminou ao longo do torneio o Vitória da Conquista, o Sampaio Correia, o ASA, o Cruzeiro (nas oitavas), o Internacional (nas quartas) e o Fluminense (na semifinal). Uma sequência de adversários respeitáveis que o Verdão superou para chegar à decisão contra o rival santista.
O jogo de ida foi na Vila Belmiro, em 25 de novembro de 2015. O Santos venceu por 1 a 0, impondo ao Palmeiras a necessidade de reverter o resultado no Allianz Parque.
A volta aconteceu em 2 de dezembro de 2015, no Allianz Parque lotado. Dudu foi o nome da noite. O atacante marcou os dois gols do Palmeiras: aos 11 e aos 39 minutos do segundo tempo. O Santos descontou aos 42, com Ricardo Oliveira, levando o placar para 2 a 1 na partida — e 2 a 2 no agregado. Pela primeira vez na história da Copa do Brasil, uma final iria para os pênaltis.
E nos pênaltis veio o momento mais marcante da noite. Com todos os jogadores de linha já tendo batido, restava ao goleiro Fernando Prass — que nunca havia cobrado um pênalti em toda sua carreira profissional — assumir a responsabilidade do quarto e decisivo chute palmeirense. Prass foi até a marca do pênalti. Converteu. E o Palmeiras se tornava tricampeão da Copa do Brasil no primeiro título conquistado dentro do Allianz Parque.
🏆 Copa do Brasil 2015 3º Título
Adversário na Final
Santos
Decisão
4–3 nos pênaltis
Jogos da Final
25/11 e 02/12/2015
Técnico
Marcelo Oliveira
Herói da Final
Fernando Prass / Dudu
Destaque
1ª final por pênaltis
Fernando Prass, que nunca havia cobrado um pênalti na carreira, foi o 4º batedor e converteu — e o Palmeiras se tornou tricampeão no primeiro título conquistado no Allianz Parque.
A Copa do Brasil de 2015 foi também o primeiro troféu no novo estádio e inaugurou uma nova era de conquistas no Allianz Parque. Nos anos seguintes, o Verdão acumularia títulos dentro de casa e o estádio se tornaria símbolo de força para o clube.
A quarta estrela do Palmeiras na Copa do Brasil chegou com Abel Ferreira no comando e em meio a um contexto sem precedentes: a pandemia de COVID-19. A edição de 2020 foi disputada com atrasos, biosbolhas, jogos sem torcida e dificuldades logísticas nunca antes vistas. Ainda assim — ou talvez por isso — a conquista ficou marcada como uma das mais simbólicas da história recente do clube.
Para complicar ainda mais, as finais da Copa do Brasil 2020 foram disputadas em fevereiro e março de 2021, após a participação do Palmeiras no Mundial de Clubes (onde enfrentou o Bayern de Munique na final). O intervalo entre o início e o fim da competição foi um dos maiores da história.
Abel Ferreira, recém-chegado ao Brasil, construiu uma campanha de consistência. Em 8 jogos, o Palmeiras venceu 6 e empatou 2, marcou 15 gols e sofreu apenas 4. Na semifinal, o Verdão enfrentou o Ceará em um momento especialmente difícil: mais de 15 jogadores estavam afastados por COVID-19 e Abel precisou lançar mão da base para escalar a equipe. O clube passou assim mesmo.
O adversário na final foi o Grêmio — um dos clubes com mais títulos na Copa do Brasil, com 5 conquistas na época.
O jogo de ida foi em 28 de fevereiro de 2021, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Jogando fora de casa, o Palmeiras venceu por 1 a 0. Uma vitória magra, mas suficiente para levar vantagem para o Allianz Parque.
A volta, no 7 de março de 2021 no Allianz Parque, foi uma celebração. O Palmeiras dominou completamente o adversário e venceu por 2 a 0. Os gols saíram dos pés de dois jovens revelados pela base do clube: Wesley (aos 7 minutos do segundo tempo) e Gabriel Menino (aos 39 minutos). Placar agregado: 3 a 0. Tetracampeonato conquistado.
Raphael Veiga foi o grande destaque individual da campanha, artilheiro do Palmeiras com 4 gols e eleito pela CBF o melhor jogador da Copa do Brasil 2020.
🏆 Copa do Brasil 2020 4º Título
Adversário na Final
Grêmio
Placar Agregado
3–0
Jogos da Final
28/02 e 07/03/2021
Técnico
Abel Ferreira
Melhor Jogador (CBF)
Raphael Veiga (4 gols)
Gols na volta
Wesley e Gabriel Menino
Disputado em plena pandemia de COVID-19, com jogos sem torcida. Os gols da final foram marcados por jovens da base — símbolo de um projeto de longo prazo que estava dando frutos.
A Copa do Brasil 2020 foi parte de um ano extraordinário para o Verdão. Na mesma temporada, o Palmeiras conquistou também a Copa Libertadores, derrotando o Santos na final histórica de janeiro de 2021 — o ano se tornou o período mais glorioso do clube na era Abel Ferreira.
Além dos quatro títulos, o Palmeiras acumulou ao longo das décadas um conjunto impressionante de estatísticas na Copa do Brasil. O clube disputou 15 edições da competição e participou de 93 jogos ao longo desse período, com um aproveitamento geral de 63,44%.
1998
Scolari no comando, Oséas herói com o “gol espírita” na volta, agregado 2–1. Prelúdio da Libertadores 1999.
1999–2011
O clube disputou a competição em diversas edições mas não voltou ao título por 14 anos.
2012
Scolari de volta. 8 vitórias, 3 empates, nenhuma derrota. Melhor ataque (23 gols) e melhor defesa (6 sofridos). Título paradoxal: o clube seria rebaixado no Brasileirão meses depois.
2015
Primeira final da Copa do Brasil decidida nos pênaltis. Fernando Prass (que nunca havia cobrado um pênalti) converteu o gol do título. Dudu marcou os dois gols de campo. Primeiro troféu no Allianz Parque.
2020
Finais disputadas em fev/mar 2021 sem torcida (pandemia). Goleada sobre o Grêmio por 3–0 no agregado. Veiga eleito melhor jogador. Wesley e Gabriel Menino marcaram na volta — jovens da base como símbolo do projeto.
Aproveitamento geral 63,44%
Aproveitamento como mandante 74,07%
Aproveitamento como visitante 53,47%
93
Jogos
51
Vitórias
191
Gols pró
96
Gols contra
Fonte: CBF · Compilação Portal do Palestra
Entre os recordes do clube na competição, destaca-se a maior goleada da história do Palmeiras na Copa do Brasil: um surpreendente 8 a 0 sobre o Sergipe, registrado na edição de 1996. A campanha de 1996 também foi a mais prolífica em termos de gols, com 26 marcados em 9 jogos.
Com quatro títulos, o Palmeiras figura entre os cinco clubes que mais vezes conquistaram a Copa do Brasil. O maior campeão da história da competição é o Cruzeiro, com 6 troféus. Grêmio e Flamengo aparecem com 5 conquistas cada. Palmeiras e Corinthians, com 4 títulos, completam o grupo dos maiores campeões.
Os 4 títulos palmeirenses também são marcados pela distribuição temporal: foram conquistados em 1998, 2012, 2015 e 2020 — ou seja, em quatro décadas diferentes. Isso demonstra que a tradição do Verdão na Copa do Brasil não é produto de um único ciclo, mas de uma presença consistente ao longo de toda a história da competição.
Vale destacar ainda que o Palmeiras conquistou seus quatro títulos com apenas dois técnicos diferentes: Luiz Felipe Scolari venceu em 1998 e 2012, tornando-se o treinador mais vitorioso na história do clube nesta competição. Abel Ferreira conquistou o título em 2020 e mantém a porta aberta para aumentar esse número.
Cruzeiro 6 títulos
Grêmio 5 títulos
Flamengo 5 títulos
Palmeiras 4 títulos
Corinthians 4 títulos
Fonte: CBF · Atualizado em 2026
O Palmeiras tem 4 títulos da Copa do Brasil, conquistados nas edições de 1998, 2012, 2015 e 2020. É um dos cinco clubes que mais vezes venceram a competição na história.
Raphael Veiga foi o artilheiro do Palmeiras na Copa do Brasil 2020, marcando 4 gols. Ele também foi eleito o melhor jogador da competição pela CBF.
Luiz Felipe Scolari (Felipão) é o técnico mais vitorioso do Palmeiras na Copa do Brasil, com dois títulos: 1998 e 2012. Curiosamente, 14 anos separam as duas conquistas com o mesmo treinador.
Sim. A final de 2015 entre Palmeiras e Santos foi a primeira final da Copa do Brasil decidida nos pênaltis em toda a história da competição. Fernando Prass, que nunca havia cobrado um pênalti na carreira profissional, foi o 4º batedor do Palmeiras e converteu o gol do título.
Não. O maior campeão da Copa do Brasil em número de títulos é o Cruzeiro, com 6 conquistas. O Palmeiras, com 4 títulos, está entre os cinco clubes mais vencedores da história da competição.
Apesar de se chamar “Copa do Brasil 2020”, as finais foram disputadas em 2021: a ida em 28 de fevereiro e a volta em 7 de março, ambas sem torcida por conta da pandemia de COVID-19. O Palmeiras venceu o Grêmio por 3 a 0 no agregado.
Na ida (1–0 fora), o gol foi marcado pelo Palmeiras no Estádio Arena do Grêmio. Na volta (2–0 em casa), os gols foram de Wesley e Gabriel Menino — dois jovens revelados pela base do clube.
Os quatro títulos do Palmeiras na Copa do Brasil não são apenas conquistas isoladas — são capítulos de uma história maior, que reflete a identidade de um clube que sempre competiu no mais alto nível do futebol nacional.
De Felipão a Abel, de Paulo Nunes a Raphael Veiga, de Oséas a Fernando Prass, cada conquista na Copa do Brasil teve um personagem diferente, um contexto diferente e uma emoção diferente. Mas todas têm algo em comum: o Palmeiras soube ganhar quando precisava ganhar.
Com a Copa do Brasil ainda como alvo constante para as próximas temporadas, a pergunta que a torcida alviverde faz é: quando virá o 5º título? A história mostra que, com o Verdão, é sempre questão de tempo.
Conheça a história completa do Palmeiras consultando a Enciclopédia Alviverde.









































