Esporte News Mundo
·3 Juni 2026
Presidente do Corinthians é alvo de novo pedido de impeachment

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·3 Juni 2026

Nesta quarta-feira (3), grupo de conselheiros e associados do Corinthians pediu o impeachment do presidente Osmar Stabile. A informação é do jornalista Fábio Lázaro, do UOL.
A atual gestão teria cometido irregularidades em contratações de empresas ligadas à área de segurança e controle de acesso do clube, segundo o documento.
O pedido de impachment contra Osmar Stabile é assinado por um grupo de oposição à atual gestão. Entre eles estão o ex-vice-presidente Antonio Roque Citadini, e ex-dirigentes do clube como: Fernando Perino, Marcelo Mandel e Yun Ki Lee.
Os autores solicitam que o Conselho Deliberativo receba e processe o pedido de impeachment, além de comunicar formalmente os fatos ao Ministério Público de São Paulo.
O caso da Mega Assessoria Operacional, empresa investigada pelo Ministério Público de São Paulo, é o principal argumento dos conselheiros. A Mega prestou serviços ao Corinthians sem contrato formal.
Documentos obtidos pelo UOL mostram que o Corinthians realizou pagamentos à empresa que somam cerca de R$ 676 mil. Os autores do pedido de impeachment afirmam que a contratação ocorreu sem o cumprimento de exigências estatutárias.
A Bear Security Ltda também é citada no requerimento contra Stabile. Segundo os autores, a contratação teria ocorrido sem concorrência formal e a ausência de registros administrativos chamou atenção. A Bear teria recebido pagamentos do Corinthians sem regularização junto à Polícia Federal para atuação na área de segurança privada.
As informações relacionadas à Bear foram publicadas inicialmente pelo site Sport Insider. Em resposta ao veículo, o Corinthians afirmou que a contratação passou pelos procedimentos internos de compliance do clube e que a escolha ocorreu pela confiança existente com os profissionais envolvidos.

Osmar Stabile (Foto: Rodrigo Coca / Ag Corinthians)
O presidente Osmar Stabile é alvo de dois pedidos de impeachment. Em abril, o dirigente foi acusado de usar o Parque São Jorge como garantia no acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para pagamento de débitos não previdenciários, previdenciários e Fundo de Garantia (FGTS).
O documento cita que “a oneração do Parque São Jorge, um dos bens mais valiosos e simbólicos do Clube, foi realizada sem a observância das formalidades legais e estatutárias”, o que “configura flagrante violação” da gestão Stabile.
Clube mais endividado do país, o Corinthians se vê em uma situação crítica. O futuro de Stabile no Timão será definido em breve.
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