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·17 Maret 2026

Produz muito, resolve pouco: eficiência do Fluminense preocupa no Brasileirão

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O Fluminense vive um cenário curioso, e preocupante, neste início de Campeonato Brasileiro. Ao mesmo tempo em que se destaca como o time que mais cria oportunidades claras de gol, também é o que mais desperdiça.

Os dados foram levantados pelo jornalista Felipe Barros, especialista em análise de desempenho e scouts, e escancaram um problema que vai além da impressão de quem assiste aos jogos.


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Segundo números do SofaScore, o Tricolor soma 19 grandes chances criadas em apenas seis rodadas, o maior volume da competição. Quando o recorte é ampliado para métricas de qualidade de finalização, como o xG (Expected Goals), o time também aparece na liderança em produção ofensiva.

Na prática, isso confirma um ponto positivo, o sistema ofensivo montado por Zubeldía funciona. O Fluminense consegue chegar com frequência e variedade ao gol adversário, seja em jogadas trabalhadas, bolas paradas ou finalizações de média distância.

Mas o outro lado da moeda pesa, e muito.

Das 19 grandes chances criadas, apenas seis foram convertidas. Um aproveitamento de pouco mais de 31%, considerado baixo para equipes que brigam na parte de cima da tabela. Para efeito de comparação, o São Paulo FC, atual líder, tem mais de 64% de eficiência nesse mesmo recorte.

Ou seja: o Fluminense produz como protagonista, mas finaliza como coadjuvante.

Essa ineficiência já cobrou seu preço em jogos importantes. Contra Palmeiras e Bahia, por exemplo, o volume ofensivo não se transformou em resultado. Em contrapartida, vitórias sobre Remo e Athletico Paranaense só vieram porque a bola finalmente entrou.

Individualmente, nomes como Lucho Costa têm papel importante na criação, mas o problema está na conclusão das jogadas. A possível chegada de Rodrigo Castilho surge como alternativa para aumentar a competitividade no setor.

O diagnóstico é claro, o Fluminense tem um dos ataques mais produtivos do país, talvez o mais produtivo, mas precisa urgentemente melhorar a eficiência. Em alto nível, criar muito e converter pouco não é detalhe. É o tipo de falha que decide campeonato.

E, hoje, está decidindo contra.

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