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·1 Mei 2026

Quais os motivos que levam o São Paulo a querer o arquivamento das investigações do MP?

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O São Paulo formalizou pedido de arquivamento do inquérito civil conduzido pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que investiga possível gestão temerária no clube.

A solicitação parte do entendimento de que os esclarecimentos já foram prestados à promotoria e de que o procedimento passou a se afastar de seu objeto inicial ao incorporar manifestações externas em sequência.


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A investigação, conduzida pelo promotor Paulo Destro, foi instaurada para apurar indícios de práticas como dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento indevido e eventual uso de recursos públicos, com potencial impacto coletivo.

Desde a abertura, dirigentes e ex-dirigentes foram chamados a depor, ampliando gradualmente o alcance das apurações.

Internamente, a avaliação é de que o inquérito civil passou a receber um volume crescente de petições semelhantes entre si, muitas delas apresentadas por terceiros sem vínculo formal com o processo. Esse movimento teria provocado um alargamento do escopo, incluindo temas que, na visão do clube, não se enquadrariam na competência da promotoria de patrimônio público e social.

Um dos episódios que mais incomodaram a atual gestão ocorreu após uma dessas manifestações, quando foi determinada a intimação de 19 pessoas, entre elas o ex-presidente Carlos Miguel Aidar.

O departamento jurídico, sob a orientação da gestão de Harry Massis Júnior, sustenta que há ausência de justa causa para continuidade do inquérito e pede, alternativamente, a delimitação do objeto investigado.

A linha adotada também defende a racionalização das apurações em curso, já que o clube é alvo de quatro procedimentos no MP-SP — três criminais e um civil —, o que, segundo essa leitura, pode gerar sobreposição de diligências e insegurança jurídica.

Outro argumento apresentado é o de que parte relevante das questões tratadas diz respeito à esfera interna de uma associação privada, devendo ser analisada prioritariamente por seus próprios órgãos estatutários.

Nesse sentido, o clube também solicita que o andamento do inquérito não seja influenciado por iniciativas externas, como denúncias ou petições de terceiros.

“O pedido do São Paulo não interfere nas investigações em andamento pelo Ministério Público. Reiteramos o absoluto respeito às autoridades responsáveis e reconhecemos a relevância do trabalho para o esclarecimento dos fatos”, disse Massis, por meio de um comunicado divulgado a jornalistas.

“Nas últimas semanas, fomos solicitados, reiteradamente, sobre os mesmos temas, o que acaba desviando o foco do que é essencial. Confiamos na compreensão das autoridades e reafirmamos o compromisso de seguir colaborando com todos os requerimentos, prática constante da atual gestão. O São Paulo Futebol Clube não abrirá mão, sob nenhuma hipótese, de apurar eventuais irregularidades que tenham causado prejuízos à instituição”, completa.

O ex-presidente Júlio Casares apresentou pedido próprio de arquivamento, alegando que as suspeitas se baseiam em denúncia anônima baseada apenas em reportagens, sem elementos concretos. Sua defesa afirma que não houve irregularidades na condução administrativa e que os principais pontos já foram esclarecidos às autoridades.

Apesar das manifestações, Destro indicou que não reconhece o recurso apresentado e sinalizou a continuidade das investigações. O pedido do São Paulo será analisado por instância superior dentro do próprio MP-SP. Enquanto isso, o procedimento segue ativo, com possibilidade de novas diligências.

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