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·8 Juni 2026
Reinaldo Teixeira e a aprovação da chave de distribuição: «Dia marcante para o futebol português»

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·8 Juni 2026

Na sequência da Assembleia Geral Extraordinária que aprovou, com 80 por cento da votação, a chave de distribuição dos direitos televisivos proposta pela Liga Centralização, Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, falou «num dia marcante para o futebol português».
«Se há um ano e tal tive 80 por cento de votação na minha eleição como presidente, hoje teve a chave de distribuição 80 por cento de votação. Três sociedades desportivas da Liga e quatro da Liga 2 votaram contra, ou seja, seis votos contra da Liga e quatro votos contra da Liga 2», detalhou o dirigente.
«Temos de ser justos e verdadeiros. Foi por voto secreto, com a urna devidamente blindada. Às vezes, passam-se mensagens lá para fora, mas há transparência. Sabemos quantas sociedades votaram contra, não sabemos quais foram», acrescentou.
Reinaldo Teixeira abordou, ainda, as posições assumidas por Benfica e Nacional ao longo do processo: «Tivemos agora uma sociedade desportiva que recentemente renegociou as suas condições, que foi o caso do Benfica. O segundo, o terceiro e o quarto que ganham mais também conseguiriam melhores valores se renegociassem agora.»
«Por isso, o produto é apetecível, temos procura por vários operadores televisivos nacionais e internacionais. É um momento histórico que muitos tiveram dificuldade ou algum receio de assumir. Tivemos também um contributo muito grande do Nacional. O seu presidente, Rui Alves, teve uma postura e uma sugestão que defendeu com total correção, transparência e sinceridade para comigo», referiu, indo mais longe:
«Agora, é verdade que todos queriam mais. Se me dissessem que todos iriam receber acima de 100 milhões de euros, todos queriam. Mas também é verdade que reconhecem que este é um passo importante. Nesta proposta agora aprovada, passamos de um diferencial de 14.4 - de quem menos recebe para quem recebe mais - para 7.3. Ou seja, uma redução de mais de metade» explicou.
O presidente da Liga apontou também para a necessidade de tornar o futebol «mais competitivo» em Portugal. Ainda assim, o líder não quis, por agora, revelar valores de referência para uma eventual negociação.
«O que pretendemos é o máximo possível. A título de exemplo: na Liga espanhola, o peso do valor internacional no bolo total é cerca de 43 por cento; na Liga inglesa é cerca de 73 por cento. A nossa, ao nível internacional, hoje não tem mais de cinco por cento. Por isso, há aqui um crescimento grande para fazermos. Se eu disser 500 milhões podem dizer que é irracional, se disser 100 milhões também será irracional. Vamos tentar bater o recorde, sempre», afiançou.
«Estamos a prever ciclos de cinco anos. Entendemos que é o período que dá mais conforto ao investidor para valorizar o produto. A ideia é vender um produto em que os compradores também ganhem dinheiro com ele. É esse equilíbrio que deve nortear-nos. Foi um dia marcante para o futebol», concluiu.







































