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·13 Februari 2026

“Rodrigo Mora no FC Porto deveria ser uma imposição”

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O FC Porto desloca-se no domingo, pelas 15h30 (hora de Portugal Continental), ao Estádio da Madeira para defrontar o Nacional, em jogo da 22.ª jornada da I Liga, no qual Francesco Farioli terá, obrigatoriamente, de ‘inventar’, devido à sucessão de contratempos que afetam o plantel principal.

Nehuén Pérez, Jakub Kiwior, Martim Fernandes, Luuk de Jong, Samu Aghehowa (todos lesionados), Francisco Moura e William Gomes (ambos suspensos) são “cartas fora do baralho”, pelo que, para Rui Quinta, antigo treinador-adjunto dos dragões na ‘era Vítor Pereira’, Rodrigo Mora deveria ser uma opção obrigatória.


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“Se há jogador, no FC Porto, capaz de, no mínimo espaço, encontrar uma saída para que a equipa tenha sucesso, esse jogador é o Rodrigo Mora”, começou por afirmar o atual treinador dos sul‑coreanos do Chungbuk Cheongju, em declarações ao programa ‘Bola Branca’, da Rádio Renascença.

“Não falo de jogadores a correr, mas jogadores a encontrar espaços, a inventar jogadas, a ver coisas que os outros não conseguem ver em frações de segundo, não há muitos. Para mim, deveria ser uma imposição constitucional que jogadores desta qualidade devessem estar sempre dentro do jogo, nos espaços que os favoreçam”, acrescentou.

Rui Quinta admitiu que a deslocação à Choupana pode ser “uma boa oportunidade para o Deniz Gul tranquilizar e perceber melhor os momentos, os ‘timings’ e a forma como se liga com o que o jogo exige”. Ainda assim, não descartou que o substituto de Samu Aghehowa venha a ser o reforço de inverno Terem Moffi.

“Às vezes, é também nestes momentos que surgem situações de jogadores que não são muito conhecidos, que não são muito referenciados, e podem causar alguma surpresa. O facto de aparecer um jogador desconhecido também pode ser um fator de alguma desestabilização para a equipa adversária”, refletiu.

“O FC Porto sabe perfeitamente que, desde que ganhe os seus jogos, não há preocupação nenhuma com quem vem atrás”

Para concluir, o técnico de 65 anos apontou o FC Porto como favorito ao título nacional, apesar de ter perdido cinco pontos nas últimas duas jornadas, permitindo ao segundo classificado, o Sporting, reduzir para quatro pontos a diferença para o primeiro lugar.

“Para uma equipa que quer ser campeã, todos os jogos são de alto risco, mas também podemos pensar que é de aproveitar o próximo jogo para mostrarmos um sinal de revolta, de que estamos feridos, de que queremos demonstrar a nossa qualidade e, ao mesmo tempo, marcar a nossa posição, na caminhada que nos tem mantido no primeiro lugar”, referiu.

“O FC Porto sabe perfeitamente que, desde que ganhe os seus jogos, não há preocupação nenhuma com quem vem atrás, portanto, o problema está connosco, e a resolução do problema está sempre connosco”, completou o minhoto, cuja carreira inclui passagens por Penafiel, Paços de Ferreira, Paredes, Aliados Lordelo, Gil Vicente, Vizela, Sporting de Espinho, Lusitânia de Lourosa, Salgueiros e Flamengo.

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