Rui Borges provoca Francesco Farioli: “Deve-se ter esquecido das bolas e das toalhas” | OneFootball

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·23 April 2026

Rui Borges provoca Francesco Farioli: “Deve-se ter esquecido das bolas e das toalhas”

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Há provocações que se viram contra quem as faz. Rui Borges saiu do Dragão a atirar farpas a Francesco Farioli, dizendo que o italiano “deve-se ter esquecido das bolas e das toalhas”. A graça teria piada se viesse de outro banco qualquer. Vinda do treinador da equipa cujo guarda-redes passou a noite agarrado ao relvado, a esticar reposições e a transformar cada falta no centro do campo num ritual de massagem prolongada, é simplesmente surreal.

Sobre o jogo, o técnico leonino vendeu a sua própria versão da realidade: “Primeira parte muito boa com bola. Batemos quase sempre a pressão do FC Porto, só tiveram um lance de perigo aos 47 minutos.” Curiosa contabilidade. Reduzir a primeira meia hora portista a “um lance de perigo” exige uma generosidade interpretativa que só se explica pela cor da camisola. Quem viu o jogo viu outra coisa: um FC Porto a empurrar o Sporting para trás, a obrigar Rui Silva a trabalhar, e um adversário a refugiar-se nas paragens cada vez que a bola se aproximava da grande área. E viu um árbitro a impedir o FC Porto de chegar ao golo, perdoando uma expulsão e um penalty ao Sporting.


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Continuou Rui Borges no registo ridículo: “Na segunda parte o cansaço veio um bocadinho e é impossível não vir. Pelos últimos jogos, pelas lesões, coisas traumáticas que não controlamos.” A narrativa do mártir está a tornar-se marca da casa. O calendário do FC Porto, esse, terá sido feito de férias e festas de aniversário, presume-se. Convém lembrar que os dragões também jogaram competições europeias, também tiveram lesões, também acumularam minutos. A diferença é que não se faz disso conferência de imprensa todas as semanas.

Sobre Farioli, a piada das “bolas e toalhas” merece resposta à altura. Se há banco que devia evitar esse tema é precisamente o do Sporting. Foram os apanha-bolas a entregar a esférica com prontidão suspeita ao guarda-redes leonino sempre que convinha ganhar tempo. Foram os jogadores de verde e branco a cair ao chão ao mais leve roçar. Foi Rui Silva a transformar cada reposição num pequeno episódio de teatro. Falar de bolas e toalhas, depois disso, é admitir que o tema esteve no centro da estratégia.

Resta uma certeza: quem precisa de provocar adversários no final de uma eliminatória resolvida nos detalhes, sabe perfeitamente que não venceu pelo futebol. Venceu pelo cronómetro. E o cronómetro, esse, lembra-se sempre de tudo, incluindo das bolas e das toalhas.

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