Rui Silva passou o jogo a perder tempo mas diz que: “O FC Porto teve poucas oportunidades claras de golo, tanto num jogo como noutro” | OneFootball

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·23 April 2026

Rui Silva passou o jogo a perder tempo mas diz que: “O FC Porto teve poucas oportunidades claras de golo, tanto num jogo como noutro”

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Rui Silva passou os 90 minutos a deitar-se sobre a bola, a esticar reposições e a inventar mazelas, mas não teve pejo, no final, em vir ao microfone garantir que “o FC Porto teve poucas oportunidades claras de golo, tanto num jogo como noutro”.

Uma análise curiosa, vinda precisamente do guarda-redes que mais beneficiou de cada paragem, de cada substituição arrastada, de cada cronómetro empurrado para a frente. Se o FC Porto criou assim tão pouco, fica por explicar a urgência com que a equipa de Alvalade gastou cada segundo de posse de bola fora da área leonina.


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Na sua leitura da eliminatória, o internacional português vendeu o filme habitual: “Jogo de resiliência, de sofrimento, quando tocou sofrer, e ter bola e personalidade. Nas duas mãos fomos superiores, tivemos muita qualidade com e sem bola.” Sofrimento, é certo, houve. Superioridade com bola, essa ficou bem disfarçada por debaixo das camisolas verde e branca em quedas teatrais ao mais leve toque.

Aproveitou também o guardião para se queixar do calendário sportinguista: “Com o Arsenal, apesar de sermos eliminados, fizemos uma grande eliminatória ante uma das grandes equipas do mundo, depois perdemos o dérbi com o rival, foi duro, ainda por cima na nossa casa, ficámos mais longe do nosso objetivo, a conquista do campeonato, e passados três dias vir aqui discutir a segunda mão da meia-final não é fácil, tanto a nível físico como mental e emocional.” Um lamento que ignora convenientemente a realidade de uma temporada em que o FC Porto também acumulou jogos europeus, deslocações e desgaste, sem que daí se tenha feito bandeira em cada microfone.

Saiu com queixas na coxa esquerda, ligada. “Na coxa, no gémeo, no tornozelo. Faz parte, muitos jogos nas pernas, muito desgaste.” Talvez o gémeo se ressentisse, sobretudo, das idas e vindas repetidas até à linha lateral para retardar o relançamento do jogo.

Resiliência houve, sim. A do FC Porto, em tentar jogar futebol contra um adversário decidido a transformar uma meia-final do Dragão em manual de antifutebol.

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