Esporte News Mundo
·13 Februari 2026
São Paulo usa dívida para garantir reforço ‘sem custos’; entenda

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·13 Februari 2026

O São Paulo segue sua estratégia de reforços “low cost” para 2026 e encaminhou a contratação do meia Cauly, de 30 anos, que pertence ao Bahia. A operação foi estruturada pelo diretor executivo Rui Costa por meio de compensação financeira, evitando qualquer saída imediata de dinheiro do caixa.

Cauly pelo Bahia – Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
O empréstimo está fixado em 500 mil euros, mas o valor será abatido de parcelas que o Bahia ainda devia ao clube paulista por negociações anteriores. Na prática, o custo imediato é zero. O contrato inclui gatilhos que podem transformar o negócio em compra definitiva. Caso Cauly atinja 25 partidas, o São Paulo será obrigado a adquirir 50% dos direitos econômicos por 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,3 milhões). Se alcançar 40 jogos, haverá pagamento adicional de 600 mil euros (aproximadamente R$ 3,7 milhões) por outra porcentagem. O acordo ainda prevê bônus de 500 mil euros em caso de títulos ou metas individuais.
Cauly é o quinto reforço da temporada que chega sem investimento direto na aquisição de direitos. Antes dele, o clube acertou com o goleiro Carlos Coronel, que estava em fim de contrato no NY Red Bulls; com o zagueiro Dória, liberado pelo Atlas do México; e com os meio-campistas Danielzinho e Lucas Ramon, que deixaram o Mirassol em condições negociadas. Todos foram incorporados ao elenco sem taxa de transferência tradicional.
Dentro de campo, Cauly chega para reforçar o setor de criação. Ele pode atuar centralizado ou partindo das pontas e surge como opção para dividir responsabilidades com James Rodríguez e Luciano. A comissão técnica avalia que o time precisava de mais controle de ritmo e capacidade de articulação, algo que ficou evidente nas primeiras rodadas do Paulistão.
A estratégia da diretoria é equilibrar as contas sem abrir mão de competitividade, especialmente pensando na Libertadores. Com a dívida ainda elevada, o São Paulo aposta em contratos “criativos”, metas por desempenho e jogadores experientes para montar um elenco mais profundo sem comprometer o fluxo de caixa em 2026.









































