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·16 Januari 2026

São Paulo vota impeachment de Julio Casares; siga em tempo real!

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O Conselho Deliberativo do São Paulo vota, nesta sexta-feira, o impeachment do presidente Julio Casares. Siga as movimentações no Morumbis em tempo real!


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Casares se defende

Antes da votação começar, Julio Casares irá se defender perante os conselheiros. Na sequência, os responsáveis pelo pedido de impeachment também argumentam. Após o rito, se inicia a votação.

Vai ter votação!

Ao todo, 223 conselheiros compareceram à reunião. O quórum mínimo foi alcançado, portanto, a votação do impeachment de Julio Casares irá acontecer.

Contagem dos presentes

Os conselheiros estão neste momento reunidos no salão nobre do Morumbis. Está sendo realizada a contagem dos presentes, tanto presencialmente quanto de forma virtual, para saber se há quórum suficiente para o início da votação. Lembrando: é preciso ter no mínimo 191 conselheiros.

Protestos da torcida

Enquanto os conselheiros se reúnem no salão nobre, torcedores do São Paulo fazem barulho do lado de fora do Morumbis. Foram estendidas várias faixas contra o presidente Julio Casares. Alguns dos principais cânticos entoados são: “Fora Casares” e “Se o Conselho não votar, olê olê olá, o pau vai quebrar”.

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(Foto: André Costa/Gazeta Press)

Reunião começando

Os conselheiros do São Paulo já entraram no salão nobre do Morumbis. Ao lado de seus advogados, Julio Casares já está presente na reunião que discutirá o seu impeachment.

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(Foto: André Costa/Gazeta Press)

Como vai funcionar?

A votação no Conselho será totalmente secreta e já passou por mudanças desde o início do processo. Inicialmente, o pleito seria realizado de maneira 100% presencial e, para a aprovação do impeachment de Casares, com base no artigo 112 do Estatuto Social do clube, seriam necessários dois terços dos conselheiros — ou seja, 171 dos 254 membros aptos.

No último dia 8 de janeiro, por sua vez, a defesa de Julio Casares levou a Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, uma interpretação baseada no artigo 58, que indica que seriam necessários 75% dos votos dos conselheiros para que a destituição fosse acatada (191 dos 254 membros). O pedido de mudança foi aceito pelo mandatário do CD, que concedeu coletiva de imprensa e justificou as alterações.

Diante deste cenário, um grupo de conselheiros foi à Justiça e entrou com uma ação visando promover mudanças no quórum necessário para a aprovação do impeachment e também no formato da reunião. Em decisão proferida pela 3º Vara Cível do Butantã, a liminar foi aceita e determinou que o pleito seja realizado de forma híbrida, com votos presenciais ou virtuais.

Além disso, a juíza responsável pela decisão também entendeu que é preciso ter 75% dos conselheiros (191 conselheiros) para que a reunião aconteça, mas o impeachment pode ser aprovado mediante os votos favoráveis de dois terços dos conselheiros (171), como seria antes do CD aceitar o pedido da defesa de Casares. O São Paulo tentou recorrer, mas a liminar foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Caso o Conselho do São Paulo aprove o impeachment de Casares, o presidente será afastado imediatamente do cargo, que será assumido por Harry Massis Júnior, primeiro vice-presidente do clube. Em contrapartida, se a destituição não passar no CD, o caso será encerrado.

Possíveis próximos passos

Se o Conselho Deliberativo der parecer positivo quanto ao impeachment de Casares, Olten Ayres, presidente do órgão, terá de definir uma data para a Assembleia Geral dos Sócios, que é a última instância do processo de destituição e conta com a participação dos associados do clube.

Nesse cenário, Casares permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Por outro lado, se os associados forem contra a destituição, ele retorna à cadeira presidencial normalmente.

Consequências

Caso Casares seja definitivamente destituído da presidência após a Assembleia Geral dos Sócios, perderá o restante do mandato, que iria até o fim de 2026. No entanto, ele se manteria como associado do clube e estaria apto a concorrer a qualquer outro cargo em uma eleição futura.

Quem assumiria a presidência?

Com o possível impeachment de um presidente, quem assume de maneira imediata é o vice-presidente da atual gestão, segundo consta no Estatuto Social do clube. Neste caso, com a eventual destituição de Julio Casares, o sucessor imediato é o vice Harry Massis Júnior, que está no cargo desde 2021.

Conforme o Estatuto do São Paulo, Massis Jr. ficaria no clube até o término do mandato do presidente que foi destituído. Ou seja, o novo presidente comandaria o Tricolor até o fim de 2026.

Harry Massis Júnior, de 80 anos, é empresário e sócio do São Paulo desde 1964. Conselheiro vitalício do clube, o profissional já exerceu diferentes funções no Tricolor. Entre 2001 e 2002, por exemplo, atuou como diretor adjunto de futebol. Também já foi diretor adjunto adminstrativo entre 1992 e 1993.

Os motivos

A gestão de Julio Casares no São Paulo vive seu período de maior turbulência. Diante dos recentes escândalos divulgados pela imprensa e das investigações abertas pela Polícia Civil, o grupo de conselheiros “Salve o Tricolor Paulista” protocolou o pedido de impeachment do presidente com base nos artigos 63, 79 e 112 do Estatuto Social do clube.

O grupo político reuniu 57 assinaturas de conselheiros. Além disso, os opositores divulgaram que deste montante, 13 são atores políticos considerados da situação. Ou seja, antigos aliados de Julio Casares estão mudando de lado no tabuleiro político tricolor.

A cronologia

A pressão política sobre Casares começou a crescer no dia 16 de dezembro de 2025, com a revelação de um esquema ilegal de venda de ingressos para shows em um camarote no Morumbis, feita pelo ge. Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo e ex-esposa do presidente tricolor, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base, foram citados nominalmente e pediram licença de seus respectivos cargos. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso.

Pouco tempo depois, no dia 22 de dezembro, o UOL revelou que a Polícia Civil também investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro na venda de atletas, iniciado em 2021, quando se iniciou a gestão Casares. Foi após este escândalo que o grupo de conselheiros da oposição decidiu protocolar o pedido de impeachment do mandatário tricolor.

Já no último dia 6 de janeiro deste ano, a investigação da Polícia Civil identificou movimentações suspeitas relacionadas a Julio Casares, apontadas por relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O presidente do São Paulo teria recebido R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro em sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025, período em que já administrava o Tricolor. Por meio de nota oficial, os advogados do mandatário descartaram qualquer tipo de irregularidade.

Também foram identificados 35 saques em dinheiro das contas do clube, entre 2021 e 2025, que totalizaram R$ 11 milhões. Diante deste cenário, a Polícia Civil passou a investigar Nelson Marques Ferreira, ex-diretor adjunto de futebol, que teria aberto 15 empresas justamente no período em que atuou no clube, segundo revelado pelo Fantástico. As autoridades procuram entender se há algum tipo de ligação entre a abertura das companhias e os possíveis desvios de dinheiro.

Já na última quinta-feira, um dia antes da votação de impeachment, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para apurar possível gestão temerária no São Paulo, com indícios de dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes e eventual uso irregular de recursos públicos ou benefícios fiscais.

Para coletar informações, o órgão listou uma série de nomes e entidades que podem ser convocados para prestar informações e esclarecimentos. Na lista, além de Julio Casares, presidente do São Paulo, e membros da diretoria do clube, estão Samir Xaud, presidente da CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Perda de apoio

Após os escândalos, Casares perdeu apoio da torcida. As principais organizadas do São Paulo — Independente e Dragões da Real — já se manifestaram pela primeira vez de forma contundente exigindo a renúncia de Julio Casares.

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