Portal dos Dragões
·10 Mei 2026
Sérgio Ferreira após título de juniores do FC Porto: “Época brilhante, roçámos quase a perfeição”

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Sérgio Ferreira festejou o título nacional de juniores do FC Porto com uma leitura que atravessou toda a época: a conquista não resulta de um impulso momentâneo, mas de um trajecto construído com tempo, confiança e consistência. No balanço de uma campanha que considerou de elevado nível, o treinador valorizou o percurso colectivo e a capacidade da equipa resistir até ao fim perante um adversário de grande valia. E deixou a garantia: “Época brilhante, roçámos quase a perfeição”.
Ao fazer a análise de uma temporada coroada com o título de sub-19, Sérgio Ferreira manteve uma mensagem de fundo muito clara: mais do que um troféu, o que está em causa é a confirmação de um processo. O treinador dos juniores portistas enquadrou a conquista como sinal de que o caminho seguido é o correcto, num discurso em que o clube, a formação e a cultura competitiva estiveram sempre no centro.
Interrogado sobre a relevância de um título que descreveu como assente na crença, Sérgio Ferreira recuou no tempo e recusou ver o desfecho como um episódio isolado. O treinador falou de continuidade, de trabalho acumulado e de uma equipa que nunca perdeu a convicção de que podia terminar no primeiro lugar.
“Em primeiro lugar, é importante dizer que é uma conquista do clube, de tempo. Já construímos isto desde a época passada”, afirmou. “A equipa sempre teve uma crença enorme de que era possível vencer e hoje foi prova disso. Jogámos até ao último minuto com honra e bravura e acho que é muito merecido já desde o ano passado, com uma equipa em que tínhamos seis jogadores sub-17 e também fomos até ao fim contra um adversário muitíssimo forte. Época brilhante, roçámos quase a perfeição, o clube merece muito e é uma conquista muito importante, porque significa que estamos no caminho certo e que sabemos o que estamos a fazer”.
Nas palavras do técnico, sobressai uma reivindicação de continuidade e método. O título surge como recompensa, mas também como validação de um trabalho que, na sua visão, já vinha a ser desenhado e testado muito antes do momento da consagração.
Quando a conversa passou da medalha para o futuro dos jogadores, Sérgio Ferreira voltou a centrar o debate no terreno onde a formação é realmente avaliada. O treinador fez questão de sublinhar que o objectivo principal não termina na conquista desportiva, antes começa na capacidade de preparar jovens para patamares mais exigentes.
“Quando estamos na formação, temos de perceber que o foco principal é formar jogadores para a equipa principal. Esta é uma conquista, mas a verdadeira conquista é conseguirmos tornar estes jovens em homens e jogadores preparados para dar resposta a uma exigência profissional”, explicou. “Isso aconteceu, com vários jovens na B com uma preponderância enorme, mas essa é a nossa maior conquista e o nosso maior enorme orgulho, vermos Mide a servir, Cunha a desequilibrar, André a entrar no Dragão num jogo muito importante para a equipa principal… Mas todos imbuídos desta cultura de vitória. Ficou comprovado que esta equipa foi do início ao fim sempre”.
O retrato final é o de um treinador que vê o troféu como consequência, e não como meta final. Na leitura de Sérgio Ferreira, o título ganha ainda mais significado precisamente por surgir em paralelo com aquilo que, para quem trabalha na formação, vale mais do que qualquer celebração imediata: ver crescer jogadores capazes de responder à exigência e de manter intacta a cultura de vitória.
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