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·19 Juli 2026
Solução para o São Paulo e Morumbi? Conheça a tecnologia da Copa do Mundo que pode revolucionar no Tricolor

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Solução para o São Paulo e Morumbi? Conheça a tecnologia da Copa do Mundo que pode revolucionar no Tricolor
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“Imagina trocar o gramado inteiro de um estádio e poucas horas depois jogar uma partida de Copa do Mundo em cima dele, sem parecer que a grama chegou ontem. Parece impossível? É exatamente o que aconteceu em quase todos os estádios dessa Copa, simplesmente 15 dos 16. A gente chama essa tecnologia de sodgrown plastic, grama cultivada sobre o lacho.
Ela resolve um problema que sempre atormentou o manejo do gramado esportivo. Deixa eu te explicar como funciona. Normalmente, quando a gente colhe um tapete de grama na fazenda, a gente corta as raízes.
E raiz cortada é raiz traumatizada, planta traumatizada. Ela precisa de semanas para se restabelecer no novo campo. Em um evento como a Copa, onde às vezes você tem que ir 10 dias entre instalar e jogar, isso pode não funcionar.
Não funciona. Aí entra a sacada genial. Ao invés de plantar a grama na terra, lá na fazenda, a gente planta ela em cima de uma manta blacha e uma camada de areia em cima.
Quando a raiz começa a crescer para baixo e bate no plástico, ela não tem para onde ir. Ela começa a crescer para o lado, se entrelaçando, formando um novelo, um tapete denso, travado. O resultado, na hora que você vai colher, a raiz sai inteira.
Ela não é cortada, não é traumatizada. Ela é literalmente enrolada como um carpete, transportada num caminhão refrigerado e chega no estádio. Por isso o campo fica jogável quase que na hora, sem choque de transplante, sem semanas, nem dias de espera.
O estado de Miami, que está jogando a Copa, só esse ano já recebeu o Grand Prix de Fórmula 1, Miami Open de Tênis. Toda vez que precisa, eles fazem isso. Troca a grama, está pronto no dia seguinte.
Eles fazem isso de oito a dez vezes por ano. Sim, você precisa de programação e de logística. A grama de todos os estádios da Copa saiu de nove fazendas.
Seis aqui nos Estados Unidos, duas no Canadá e uma no México. Todas viajaram de caminhão refrigerado. No Acronstádio, em Guadalajara, onde eu trabalhei, a grama foi cultivada perto de Monte Rei, quase mil quilômetros.
Ela encarou quase dez horas de estrada até chegar no campo. A grama de estádio não é mais só grama. É engenharia, ciência, logística.
E é aqui que eu quero te fazer pensar numa coisa. No Brasil, o maior argumento para defender o gramado sintético é sempre o mesmo. O estádio precisa receber show, evento, todo em cima de jogo.
O grama natural não aguenta esse ritmo. Mas foi exatamente esse problema que essa tecnologia veio resolver. Se dá para trocar o gramado inteiro de um estádio de Copa do Mundo e jogar poucas horas depois, o grama natural é de altíssimo nível.
Então, o argumento do não dá para manter grama natural por causa dos eventos começa a cair por terra. Imagina, o clube faz um show no sábado e no domingo, o campo natural está novo, pronto, instalado, sem plástico, sem sintético, sem lesão a mais, sem jogador reclamando, futebol de verdade. Eu não estou dizendo que é simples nem barato, mas a tecnologia existe, já está aí funcionando e na maior vitrine do planeta.
Então, talvez a pergunta não seja mais dá para ter grama natural com tantos eventos? Talvez a pergunta agora seja por quanto tempo ainda vão usar os eventos como desculpa?”







































