Jogada10
·17 April 2026
STJD absolve executiva do Grêmio de acusação de injúria racial

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·17 April 2026

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu a executiva de futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, em julgamento realizado nesta sexta-feira (17), no Rio de Janeiro. A acusação envolvia uma suposta injúria racial contra um torcedor do Internacional durante o Gre-Nal disputado no final de março. O placar terminou em 3 a 2 a favor do Tricolor, e o clube gaúcho também recebeu absolvição unânime dos auditores, livrando-se de multas e perda de pontos.
O relator do caso, Pedro Gonet, destacou a gravidade social do crime de racismo em seu parecer oficial durante a sessão. Entretanto, o magistrado entendeu que os autos apresentavam insuficiência probatória para sustentar uma condenação desportiva neste momento específico. Outros dois auditores acompanharam o voto do relator, enquanto a divergência sugeria uma suspensão de 120 dias para a profissional gremista.

Dentro de campo, o Grêmio venceu o clássico por 2 a 1, pelo Brasileirão Feminino – Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Bárbara e o Grêmio respondiam ao artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que pune práticas discriminatórias no esporte. Caso o tribunal confirmasse a culpa, a executiva poderia enfrentar um afastamento de até 360 dias das suas funções. No depoimento, a dirigente relatou que a confusão começou após xingamentos de um funcionário colorado contra uma atleta gremista. Ela afirma que retrucou ofensas verbais dos torcedores, mas nega veementemente qualquer termo de injúria racial.
A defesa sustentou que as testemunhas presenciais não confirmaram a versão apresentada pelo torcedor integrante de uma organizada do Inter. Além disso, o Tricolor Gaúcho reforçou que os seus profissionais sofreram ataques verbais constantes durante a saída de campo naquele clássico. O tribunal aceitou o argumento de que não havia clareza nos fatos narrados pela acusação.
Apesar da vitória na esfera desportiva, o caso ainda tramita no âmbito criminal pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O delegado responsável indiciou a dirigente após ouvir 11 pessoas e coletar depoimentos que confirmariam as ofensas raciais relatadas. As câmeras de segurança do Sesc Protásio Alves registraram o tumulto, porém não captaram o áudio das interações entre os envolvidos. O Ministério Público agora deve analisar o inquérito para decidir se oferece denúncia formal à Justiça.
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