Central do Timão
·26 Mei 2026
Técnica do Corinthians Feminino comenta oscilação da equipe nos segundos tempos e projeta Derby pela Copa do Brasil

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Na noite da última segunda-feira (25), o Corinthians entrou em campo no Estádio do Canindé, para enfrentar o Mixto, do Mato Grosso, em duelo válido pela 12ª rodada da fase de classificação do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026, e venceu sem sustos pelo placar de 4 x 1. Os gols das Brabas foram anotados por Jhonson, Duda Sampaio (duas vezes) e Ariel Godoi. O resultado fez com que a equipe corinthiana retomasse a liderança da tabela geral do torneio nacional com 28 pontos – nove vitórias, um empate e duas derrotas – 31 gols marcados e 13 sofridos.
Alguns minutos depois do término da partida, a técnica Emily Lima concedeu entrevista coletiva aos jornalistas presentes e foi questionada sobre a oscilação da equipe nos segundos tempos desde o começo do seu trabalho. Ela também explicou pela escolha da goleira Lelê no banco de reservas e Nicole como titular, além de ter projetado o Derby contra o Palmeiras, no próximo sábado (30), pela Copa do Brasil Feminina, no Allianz Parque.

Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
Além disso, a comandante voltou a falar sobre o retorno aos gramados das zagueiras Agustina Barroso e Thaís Regina, ambas no departamento médico, rodagem do elenco, desfalque de Gi Fernandes, oportunidades para a jovem Duda Mineira e a importância da parada para a Copa do Mundo de 2026, que acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho.
Confira abaixo as respostas da treinadora na coletiva após o triunfo sobre o Mixto-MT:
Queda de desempenho nos segundos tempos vem sendo ‘rotina’ em seu trabalho
“Pergunta difícil. A gente vem estudando e tentando detectar isso desde a estreia. Se eu não estiver errada, o único jogo que consegue manter e melhorar o segundo tempo foi o Bragantino. Nos outros, todos a gente oscila demais. Teve a conversa no vestiário e a pergunta foi se era tática, física. Os nossos dados quantitativos e qualitativos indicam que não. É muito mais atitude e a gente vem batendo nessa tecla. Já viramos a página e pensando no jogo tão importante no sábado, é mudar atitude desde já, deveríamos ter mudado. Mas não é fácil, é complexo e estamos trabalhando em cima disso.”
Lições da virada sofrida contra o Palmeiras em sua estreia, em meados de março, pelo Brasileirão Feminino
“Eu e a Jaque conversamos muito durante, após os jogos, em casa, na estratégia do que fazer. A lição muitas vezes não é só nossa, a reflexão tem que ser de todos. Todos tendo uma reflexão justa soma ao grupo, e não jogar só a responsabilidade para a gente. Todas juntas e tirar o melhor de todo mundo, não só das jogadoras. O trabalho é importante para todas se desenvolverem. As coisas vêm acontecendo nos momentos onde a gente pode e tem brecha e espaço para correção, o que não pode acontecer no sábado. Tem uma semana para corrigir, o pós-jogo foi de reflexão para casa, voltar quarta-feira com outra mentalidade e fazer um bom trabalho para sábado. Ou você mata ou você morre.”
Análise da vitória e sentimento de insatisfação pelo segundo tempo das Brabas
“Sentimento de derrota, mas eu nunca acho que o jogo está ganho na beirada do campo. O futebol feminino mudou muito, mais competitivo, quem joga contra o Corinthians dá a vida e acham que podem chegar, e podem, quase fizeram o segundo gol. É um sentimento de derrota para mim, a gente não trabalha para isso. Elas entregam muito nos treinamentos, é o que fico mais puta da vida, porque entregam muito no treino. Não consigo posicionar um treino que não foi legal. Não é o que reflete o segundo tempo. Falo sobre atropelar no bom sentido, no que eles entregam no treino, competição saudável. Os 15 primeiros minutos do segundo tempo foram os piores. Temos que mudar isso já e ter uma reflexão do que foi o Bragantino.”
Quando as zagueiras Agustina Barroso e Thaís Regina voltam a atuar?
“A gente tem contato diário com a parte médica. Todo fim de treino e pós-tratamento das jogadoras a gente espera o relatório. A comunicação é boa com todo o estafe, parte administrativa, todo mundo. É muita gente e a gente consegue administrar. A gente sabe da lesão da Thaís Regina, respeita o médico que fez a operação, seguir os caminhos que precisam. O médico deu ok, mas fisicamente precisamos deixa-la a ponto de um retorno para não expor.”
“Ela está na fase final de transição, saindo do T3 para controle, fazendo aquecimento com a equipe. A partir dessa semana passa a ficar no controle e lgo, logo ela estará nos gramados. Infelizmente tem a parada, mas seguramente estará no retorno. Agustina está no mesmo caminho. Temos a última semana antes da Data Fifa, com dois jogos amistosos e tentam colocar essas meninas para entender como estão e voltar no retorno com elas em mente e bem para tê-las como opção no elenco.”
Desfalque de última hora de Gi Fernandes
“Desconforto. Procuramos deixá-la como no caso da Andressa, pensamos no jogo de sábado. Melhor cuidar delas, temos uma semana para o jogo, consegue ter a semana completa para chegarem bem no jogo de sábado.”
Rodagem do elenco em virtude do calendário
“Não é nem recuperação, mas todas que estão aqui têm talento para estar aqui. É oportunizar situações que estão aproveitando. É um elenco complicado de trabalhar pela competitividade e qualidade técnica. É bom ter essa dor de cabeça. Gerir o grupo é mais difícil do que futebol. A gestão é complicada, tentando rodar a equipe, mas nunca vamos agradar a todo mundo. Isso vai se afunilando, é um segundo semestre de decisões, tivemos rodagem no Paulista, mas o dia a dia vai fazer com que elas conquistem o espaço. Não é só o jogo, ser titular e vir relacionada está ligado ao que cada uma fez na semana.”
“Os treinos são competitivos, é bacana ter essa dor de convocar 23 jogadoras, é saudável, mas nunca vai agradar a todas. Gerir isso é diário, com conversas, passar confiança para todo mundo e entenderem onde estão. Não é uma equipe de fim de semana, é um Corinthians multicampeão. Tem que entender que a companheira é tão boa e competitiva quanto ela. É respeitar as decisões e as companheiras.”
Importância da parada para a Copa do Mundo de 2026
“Vem pontualmente com as lesionadas. Esse descanso vem num bom momento para recuperar todas na parte mental, estar com a família. Elas estão em transição.”
Chances para jovem zagueira Duda Mineira
“Ela está entendendo nossas ideias e as conversas com ela. Teve pouquíssimos minutos ano passado, fiz um levantamento e fiz a conversa com ela, perguntando coisas. Sei da qualidade dela, não chega aqui por acaso. Estamos dando confiança para ela, assim como para todas, e está aproveitando as oportunidades. Tem muito a evoluir ainda e está aproveitando as oportunidades.”
Lelê no banco de reservas
“A gente vem rodando as goleiras. As duas têm um nível de competitividade, qualidade técnica, tática, física. A Lelê faz um bom jogo contra o São Paulo, a Nicole um brilhante jogo contra o Bragantino, resultado que veio muito pelas defesas. O reflexo desse jogo do Bragantino é um todo, a equipe que iniciou, quem entrou, é um jogo de exemplo. Um jogo perfeito na ação das jogadoras. É essa rotatividade, duas goleiras com uma briga bem saudável, não só com elas, mas a Rillary e a (Ana) Morganti também. Estamos bem de goleiras, duas mais novas e duas experientes. Tentamos para rodar para ter esse ritmo.”
Expectativas para o Derby da Copa do Brasil Feminina, fora de casa
“Vamos jogar de igual para igual. Temos que nos estudar diariamente e estudar o Palmeiras. É um time com nível competitivo muito alto, também tropeçando assim como a gente, não sei se é a palavra certa. O nível do futebol feminino mudou, e se você não mantém o ritmo que você busca, dá brecha e o adversário pode surpreender. O Corinthians tem uma história grande, um trabalho bom em campo, ainda não excelente, mas dá para competir sim.”
Próximo compromisso
Depois de vencer o Mixto, em casa, e recuperar a liderança da primeira fase do Brasileirão Feminino, o Corinthians retoma o seu foco para a Copa do Brasil da modalidade. No próximo sábado (30), às 11h (de Brasília), as Brabas enfrentarão o Palmeiras, no Allianz Parque, em Derby único pela terceira fase da competição mata-mata nacional.







































