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·30 Januari 2026

Tite admite dificuldades, cobra reação e vê goleada como lição dura na estreia do Brasileiro

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O Cruzeiro começou o Campeonato Brasileiro de 2026 com um resultado muito abaixo do esperado. Na noite da estreia, a equipe celeste foi goleada pelo Botafogo por 4 a 0, no Estádio Nilton Santos, em atuação que expôs fragilidades coletivas e gerou fortes dúvidas sobre a capacidade atual da equipe.

Após a partida, em sua entrevista coletiva, o técnico Tite fez uma análise direta do momento da equipe. O treinador admitiu dificuldades para fazer o time atingir o nível apresentado na temporada passada e apontou fatores como falta de ritmo competitivo, ajustes estratégicos e impactos emocionais do jogo.


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Segundo Tite, a preparação e a gestão de carga física podem ter influenciado no desempenho inicial do time e ressaltou que a equipe se perdeu depois que tomou o segundo gol.

“Talvez o erro maior nas repetições, agora que eu to treinando. E aí a estratégia que eu não entendi ser a mais importante. Poderia ter jogado mais jogos, mesmo correndo algum risco de lesão, talvez estaria mais ritmada. Estaria com um comportamento e um ritmo melhor, tal qual ano passado. O jogo, das circunstâncias, do placar dilatado, foi determinante o segundo gol. Um gol no momento que estávamos fazendo substituições, o Jonathan sentiu, o árbitro apressou, eu seguro porque ia modificar, entrar o João e sai o segundo gol. A partir daí vira outro jogo. E a grandeza do Cruzeiro não permite um placar tão elástico.”

Questionado sobre a queda de rendimento no segundo tempo, Tite evitou o termo “apagão”, mas reforçou a necessidade de resposta rápida, especialmente pela dimensão do clube e pela cobrança externa.

“Persistência e resiliência é fundamental no futebol. Temos que ter a grandeza de enteder todas as críticas que vieram, a dor que o torcedor está sentindo. A única forma de reverter é melhorando com resultados. E isso se transfere pro próximo jogo. O ritmo, eu volto a dizer, uma equipe que tivesse jogando mais, estaria num estágio melhor. E eu preservei, talvez pela própria saúde de alguns. E eu faço adendo, ela tomou gol, mas continuou concentrada e teve perto de fazer o empate. Depois do segundo gol, sim.”

Tite também abordou a pressão natural após uma temporada anterior positiva e reforçou que o início de ciclo exige ajustes.

“Primeiro a retomada deste trabalho. Tu não termina uma competição e inicia outra no mesmo nível. Dá um passo pra trás, simplicidade, ouvir, sentir as críticas, trabalhar e reverter em campo. Não tem outra forma.”

Dentro do modelo de jogo, o treinador admitiu dificuldades para equilibrar posse de bola com verticalidade ofensiva, característica marcante da equipe anteriormente.

“É sempre um contexto todo. Ter a serenidade de conduzir o grupo. Essa verticalidade a gente não quer perder. Mas essa retomada, eu tô tendo dificuldade. Talvez os próprios resultados tirem a confiança, num momento mais decisivo, que é a efetividade. Talvez, sim, uma coisa puxe a outra: essa falta de ritmo gerando uma finesse melhor.”

Sobre a substituição de Christian para a entrada de Gerson no time titular, Tite explicou que a mudança teve caráter técnico e estratégico, buscando mais capacidade de articulação ao lado de Matheus Pereira.

“A ideia foi ter mais um jogador pra articular, com o Pereira. É a função onde o Gerson mais produz. Normal e natural. Dividir a articulação. O Christian foi adaptado ali, bem, mas sua função de origem é meio-campista mais atrasado, box-to-box, as vezes um externo. Não é uma invenção, é dar mais posse de bola e senso criativo à equipe.”

Apesar do resultado negativo, o treinador garantiu que seguirá utilizando força máxima também no Campeonato Mineiro. “Definitivamente sim.”, disse o comandante.

Tite ainda indicou que Arroyo ganha força como opção entre os titulares.

“Também. A gente fica, independentemente do resultado, fica pesado pra todo mundo, eu tenho noção da grandeza do Cruzeiro e do resultado ruim. Alguns aspectos são importantes e o Arroyo é um deles.”

Para o comandante celeste, o peso da goleada dependerá da resposta imediata da equipe nas próximas rodadas.

“Depende de como reagirmos. Se a equipe tiver a personalidade de absorver as críticas que vão acontecer, em cima de desempenho em alguns momentos do jogo. Efetividade, consistência. Tu não faz gol sozinho. E quando toma gol, é conjunta. Depende da capacidade da grandeza da equipe.”

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