Fala Galo
·11 April 2026
Torcedores, calma! Vamos falar de nível tático?!

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·11 April 2026

Foto: Pedro Souza Por: Diego Callegary
O Galo de Domínguez está em desenvolvimento. A pausa para a Data FIFA foi importante para dar base a um modelo de jogo e às variações táticas.
Com isso, alguns padrões começam a aparecer em campo.
“Buscamos ser uma equipe em princípio que esteja compacta, que esteja junta, que essa força de estar junto nos permita sair rápido para o ataque.” — Barba, Domínguez
E vagabundo tá lá, será que o Barba vai com um ou dois volantes?
O esquema tático é mera formalidade; o mais importante é analisar os movimentos. O Galo parte de uma base no 4-2-3-1, variando para o 4-4-2 — com Hulk atuando de forma móvel entre meio e ataque.
No meio-campo, os meias atuam por dentro, com destaque para Victor Hugo, que tem liberdade de flutuação, enquanto Tomás Pérez funciona como referência à frente da zaga, podendo atuar centralizado ou em dupla com Franco, sendo suporte nas subidas de Natanael.
Com isso, os laterais avançam de forma controlada, garantindo amplitude pelo lado oposto e opções de saída.
Pelo lado esquerdo, Cuello mantém a amplitude, enquanto Lodi se aproxima mais da construção, ocupando zonas interiores.
Ao longo dos três jogos — contra Chapecoense, Athletico e Puerto Cabello — houve adaptações pontuais de funções, com jogadores assumindo papéis diferentes conforme o contexto.
“Uma equipe sólida… não queremos uma posse de bola por tê-la, mas sim para danar o rival e chegar com força à área adversária.” — Domínguez
O jogo contra a Chapecoense evidenciou uma das variações mais claras do modelo, com a equipe partindo de um 4-1-3-2.
A estrutura tinha Ruan e Lyanco na zaga, Natanael e Lodi como laterais com funções distintas, Tomás Pérez como referência à frente da defesa, Bernard pelo lado direito, Victor Hugo por dentro, Cuello pela esquerda e Hulk e Reinier no ataque.
Na fase ofensiva, a equipe se organizava em uma estrutura de 1-2-5-2, com forte concentração no corredor central e presença entrelinhas. Lyanco avançava para junto de Tomás Pérez, enquanto Ruan permanecia como cobertura. Natanael dava amplitude e profundidade pela direita, enquanto Lodi ocupava zonas mais interiores. Cuello mantinha amplitude pela esquerda.
Essa ocupação gerava superioridade no corredor central e sustentação da posse.
Por dentro, Bernard, Victor Hugo e Lodi davam continuidade à circulação, enquanto Hulk e Reinier atacavam zonas de finalização.
Sem bola, o comportamento alternava entre pressão alta e bloco médio, com 4-4-2 na pressão e 4-5-1 na recomposição.
“Se ataca bem, se defende menos. Então, me parece encontrar o equilíbrio o mais rápido possível para ser uma equipe compacta, equilibrada, que saiba como e onde atacar e defender.” — Domínguez, Eduardo
Contra o Athletico, o Galo apresentou um comportamento mais vertical, partindo do 4-2-3-1 com variações entre os meias e Hulk.
O lado direito foi o principal setor de progressão, com associações entre Hulk e Victor Hugo, liberando o corredor para Natanael.
O jogo foi mais direto, com menos construção sustentada.
Sem bola, a equipe alternou pressão alta e bloco médio/baixo, mantendo organização em 4-4-2.
No primeiro gol, Hulk recua, pressiona e inicia a transição que termina em gol de Victor Hugo.
Uma ação individual importante durante a partida, foi a marcação de Vitor Hugo sobre Viveros, limitando sua participação.
“Não podemos admitir uma atuação como esta… jogamos mal.” — Barba, Domínguez
Com equipe alternativa, o Galo perdeu para o Puerto Cabello. O time iniciou em 4-2-3-1, com Cissé e Igor Gomes na base, Bernard, Scarpa e Dudu no meio, e Cassierra como referência.
A construção foi lenta e pouco conectada, com dependência excessiva de Igor Gomes na saída de bola.
O trio de meias teve baixa intensidade, isolando o atacante.
Defensivamente, houve desorganização pelo lado esquerdo e dificuldades de ajuste, mesmo com mudanças na linha defensiva.
O time sofreu para controlar transições e perdeu a consistência estrutural dos jogos anteriores.
“Tivemos muito a bola, mas não controlamos o jogo… quando se corre para qualquer lado, provavelmente vai sofrer na defesa.” — Domínguez
Nos três jogos, o segundo tempo apresenta um padrão de queda de controle, com perda de intensidade na pressão e menor sustentação entre setores.
As substituições ajudam pontualmente a recuperar o nível competitivo, trazendo mais mobilidade ao meio e acelerando as transições ofensivas.
A entrada de Scarpa, Dudu e Igor Gomes contra a Chapecoense aumentou o controle em um momento de instabilidade, assim como Cissé, Scarpa e Bernard contra o Athletico. Já diante do Puerto Cabello, Maycon e Alexsander melhoraram a fluidez do jogo, ainda que sem impacto suficiente no resultado.
Quem quer rir, tem que fazer rir!
Me ajuda a te ajudar Barba!
Existem determinados posicionamentos que poderiam ser ajustados, como Igor Gomes na primeira linha de construção e Bernard pelo lado direito, ambos não gozam de prestígio com a massa e colocar eles em posições prejudiciais ao desempenho individual, reduz a eficiência coletiva do time.
No geral, a atuação na Sul-Americana deve ser tratada como um ponto de alerta, mas não necessariamente como ruptura do processo de evolução da equipe.
Langsung


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