Um resultado muito melhor que a atuação do Inter na estreia da Libertadores
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O empate acabou sendo muito melhor para o Inter do que para o Bahia. Se alguém tem a lamentar, são eles. Por ser estreia, fora de casa e também pela atuação das duas equipes, é o Roger quem vai dormir aliviado nesta noite e não o Ceni.
Sendo bem realista, o Bahia em quase todo o jogo, o Bahia foi melhor que o Inter. Se olharmos com atenção, o time do Roger teve uma chance no primeiro e outra no segundo, a que fez o gol. De resto, boas jogadas, mas nada absurdo.
E isso passou muito pelo time recuado, com cinco na defesa e jogando nos contra-ataques, e também pelas atuações individuais abaixo, como a do Borré, por exemplo.
E, sim, vou começar pela forma de jogar. Fernando foi um terceiro zagueiro o tempo todo. Mais do que isso, até tomar o gol, o esquema tático foi um 5-4-1. Tal qual no Gre-Nal e diante do Flamengo, linha de cinco lá atrás. Na boa, não consigo concordar. Pra garantir um título com toda a pressão ou até pegando o melhor elenco do Brasil, passa. Contra o Bahia, não. Eu não vejo sentido em se proteger tanto e sair só em contra-ataques.
E a real é que o Bahia teve inúmeras oportunidades e o Anthoni, mais uma vez, foi destaque. Só isso já diz muito do que foi a partida.
O Inter até começou dando esperanças de que iria jogar no ataque. Nos primeiros minutos, fizeram uma marcação alta, lá na frente, e todos imaginavam que seria assim. Não. Pararam de fazer isso. E o Bahia, com Pulga e Cauly pelas pontas, com jogadas muito mais interessantes.
Além disso, diversas bolas foram perdidas pelo próprio Inter. Lances como do Bruno Henrique, por exemplo. E jogadores que estavam dispersos, tal qual Borré que andou pra trás com a bola e, inexplicavelmente, perdeu ela sem sentido.
O Inter teve duas chances no primeiro tempo, que o Vitinho chutou cara a cara com o goleiro e perdeu. Depois, teve uma, a que fez o gol, no segundo tempo. Se quisermos forçar, teve uma chance do Wesley, em jogada individual, que ele corta pra dentro e bate torto. Só. Nada mais.
Enquanto isso, o Bahia tinha Everton Ribeiro, Árias e Cauly entrando a todo momento no lado direito de ataque, esquerdo defensivo, mais o Jean Lucas e o Pulga caindo na esquerda de ataque, direita de defesa. Foi por ali o gol deles, inclusive. Uma tabela entre estes dois da direita, que saiu o gol.
O detalhe dessa história toda é que, neste momento, Roger já tinha tirado o Wesley para colocar o Thiago Maia. Estava fechando um empate em 0 x 0 lindamente. Mesmo assim, tomou o gol. Com cinco na defesa e dois volantes de marcação.
Só que foi justamente após o gol, que Roger aceitou liberar os laterais e jogar um pouco mais. O esquema ficou basicamente um 3-5-2, com Fernando ainda entre os dois zagueiros, mas os laterais indo pro ataque, se somando no meio-campo.
E o gol só aconteceu pelos laterais. Bernabei inverte o jogo, o Aguirre cruza chutando e, no rebote, o Valencia fez o gol. Ah, foi pelos laterais virarem alas e pelo Valencia ter entrado também. O Borré estava em uma noite muito infeliz.
Porém, não se iluda. O Inter não cresceu por marcar um gol. O Bahia é quem seguiu atacando. A partida termina com os baianos indo pra cima e o Inter se defendendo.
É inegável que foi um resultado muito melhor para o Inter do que pra eles. Não há nem comparação.
A minha única dúvida a partir de agora é se Roger vai seguir apostando nesta forma de jogar, com linha de cinco, nos contra-ataques, ou pensará em retomar um time que marca lá em cima, que tem bola no chão, via Alan Patrick e tudo mais. Muito mais do que o resultado, o nível de atuação é o que me incomoda.