Portal dos Dragões
·30 April 2026
Villas-Boas do VAR ao “manto verde”: “Esse trauma não passa, dá coceira, incomoda”

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No editorial da Revista Dragões, André Villas-Boas falou sobre “o que muitos gostariam que o FC Porto ignorasse”.
“Há quem ande a vender a ideia de que ‘se o VAR existisse mais cedo’ teriam ganho mais títulos no seu clube de coração. É um lamento recorrente e revelador. Revelador porque, com VAR ou sem VAR, houve uma realidade que esses “lesados” tiveram de engolir: no seu tempo o FC Porto ganhou a Taça dos Campeões Europeus, ganhou a Champions League, venceu a Taça UEFA, ganhou a Liga Europa e foi vencedor da Taça Intercontinental por duas vezes! Foi campeão nacional, bicampeão, tricampeão, tetracampeão, pentacampeão. E esse trauma, pelos vistos, não passa. Dá coceira. Incomoda”, sublinhou o líder dos azuis e brancos, que recordou ainda o episódio recente na meia-final da Taça de Portugal, quando o Sporting não quis passar pela entrada habitual de acesso aos balneários, onde estavam expostos os sete títulos internacionais do FC Porto:
“E é por isso que no Dragão assistimos a mais um episódio dessa pequenez: a escolha de uma entrada discreta, pela porta das traseiras, para evitar encarar de frente o peso da História do FC Porto. Quando a História pesa, alguns preferem não a enfrentar. Nós convivemos com ela todos os dias, porque fomos nós a construí-la com o nosso suor e a exigência que nos distingue, algo que, para esses, será sempre inalcançável, com VAR ou sem VAR”.
Villas-Boas apontou também para a “falta de isenção clara”.
“A ausência de contraditório é desejada e a recusa em confirmar na fonte qualquer ato mantém-se, pois o objetivo de deturpar a opinião pública é muito mais importante que o respeito por uma Instituição e as suas pessoas”, escreveu o presidente, num “fenómeno que se tem vindo a registar esta época” e que “acontece não só com o FC Porto, mas também com os árbitros que, inadvertidamente, erram contra o Sporting”.
“Nos canais afetos ao manto verde, os árbitros são dissecados em todas as suas decisões, como se um erro fosse uma traição ao clube de Lisboa e como se a pressão pública fosse um instrumento legítimo de “correção” do jogo. Isto, sim, parece ser o novo ‘sistema’ do futebol português: condicionar perceções, condicionar ambientes, condicionar decisões. Hoje é o episódio do penálti, amanhã é a recarga, depois é o cartão ‘pedagógico’, a seguir é o cartão branco, e a verdade do jogo vai ficando refém do vento que sopra a cartilha para os estúdios e para as direções de determinados jornais”, reiterou André Villas-Boas.







































